sábado, 20 de maio de 2017

"Vou bater o mite"!!

Engraçado o poder que meia hora tem quando o assunto é relembrar épocas! Hoje, como todo sábado, fui à feira livre e, enquanto "Santinha" fazia as compras, aguardo na padaria do meu xará, Orlando "Sêo Moço"! Prá minha alegria encontrei um amigo de infância e parceiro de cachorradas na adolescência, Regivaldo Reis Trindade, na época de escola conhecido como "Rege Cavalo", devido ao seu tamanho avantajado. Depois do abraço, vieram as recordações: um turbilhão delas! Rege, com melhor memória que eu, dentre outras coisas, lembrou de um dia em que ele descia a "Rua do Pau Rodou" - nome sugestivo -, de bicicleta e, meio "barbeiro", não conseguiu parar e atropelou um porco. Foi uma algazarra daquelas e, dentre a molecada que estava na Praça da Bandeira, onde ele morava, estava um sacana que não me recordo o nome e veio correndo não pra socorrer nosso estabanado ciclista, mas para sacanear: "Êta! Vou batê o mito: Jerry matou um porco! Êta...! Vou batê o mito: Jerry matou um porco..."! Claro que o suíno não morreu, apesar dos xingamentos que meu amigo deve ter sofrido quando a "vitima" saiu gritando "oinc... oinc"! Essa história de "bater o Mite" foi um modismo da época. Toda cidade do interior, em algum momento tem uma expressão na moda. Essa, nada mais era do que uma característica dos fofoqueiros de plantão. Era como dizer:  "Cuidado: se você der mole fulano(a) vai falar mal de você”! E as pessoas ficavam realmente preocupadas porque bastava um deslize para alguém ameaçar: "É? Pois fique sabendo que vou "bater seu mite"! Isso era o mesmo que dizer: “vou colocar seu nome na boca de Matilde...”! Pera aí: Mas o que minha mãe tem a ver nessa história? Até hoje não entendo porque tomaram o nome da minha mãe emprestado para empreitada tão feia. Mas tudo bem: o fato é que quando alguém cometia um erro, tinha sempre um ou uma sacana que ameaçava. E não raro, tinha ainda o reforço: “Cuidado: fulana(o) vai bater teu Mite”, numa referência ao maior fofoqueiro(a) da cidade! Aí os cabelos ficavam em pé mesmo! Aliás, em termos de donos da vida alheia, Mairi só perde para o Posto Ipiranga hahahahaha! Meu dia hoje foi muito bacana. Perguntei ao meu amigo Rege Cavalo se ele se lembrava de uma participação sua num Festival do Frans Pop Show, na Sociedade 7 de Setembro, ele riu, ficou mais corado e disparou: “Porra Codoro (meu apelido), você participaria comigo e me deixou sozinho na hora...”!! Na verdade ele ia cantar aquela música do Jerry Adriani “Eu sempre estou caminhando/a minha vida recordando/vestido como um vagabundo...”! Ele nem chegou ao “vagabundo” porque, nervoso, esqueceu a letra e no microfone, pensou em voz alta: “Porra...! Errei”!! O público à época e a galera da padaria de “Sêu Moço” que ouvia nossa conversa rachou o bico de rir! Foi realmente muito legal nosso encontro. Agora, depois de trocar números de telefones e morarmos no mesmo município, certamente acontecerão outros momentos como o de hoje. Muito legal. Ah! Se você não ler essa postagem até o fim eu vou “bater o seu Mite”!! Kkkkkkkkkkk.

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