domingo, 7 de maio de 2017

Quem mais tem, menos dá!!

Acabei de ver a reportagem do Fantástico sobre a tragédia humanitária vivida pelo povo do Sudão do Sul, vítima de toda sorte de perseguição por parte dos soldados daquele País em permanente conflito com o outro Sudão vizinho, e que encontraram abrigo, se podemos chamar aqueles campos de acolhimento de "abrigo", justamente num País onde a vulnerabilidade social está no topo do hanking mundial, Uganda. Dói na alma ver chegarem mais de 3 mil refugiados todos os dias no campo de refugiados!  E o que mais dói são as histórias que cada um tem pra contar: como foram perseguidos pelos soldados, como fizeram para escapar das chacinas e estupros, etc. A opinião pública da maioria dos Países europeus, incentivada pelos seus líderes mesquinhos, sempre tratou a questão dos refugiados como uma doença altamente contagiosa que queriam ver longe dos seus Países. O mais engraçado é que todos esses tiranos sempre pregaram o "tratamento igualitário entre as Nações", uma melhor "distribuição de renda", etc. e etc! Pura balela! Temos o maior acinte a um povo hoje, em pleno Século XXI: a famigerada construção do tal muro do Donald Trump, um boçal que acha que seu País é o Universo. Quantas formas existem de se separar o joio do trigo? Será que o tal muro entre o México e Estados Unidos é para impedir somente o tráfico de drogas? Cadê a "maior Democracia do mundo"? Os ingleses não querem nem saber de refugiados! Apenas a Itália, talvez por causa do Vaticano, é o que mais recebe  os irmãos perseguidos. Uganda, País paupérrimo e extremamente vulnerável socialmente, tem o meu respeito e minha gratidão por ter aberto suas fronteiras para os sudaneses do sul. O gesto de Uganda me faz lembrar aquela casinha pobre no interior do Nordeste, onde você chega ao meio dia por algum motivo e a família o convida para almoçar. Pelas condições precárias da casa você disfarça, diz que não está com fome porque percebe que quase não há o que comer. Mas, diante da insistência do senhor da casa, você se senta num tamborete perto de uma mesa tosca e, em seguida, sentam-se duas crianças, o pai e por último, trazendo o almoço, sua esposa. Rapidamente você vê farinha, um feijão ralo, dois ovos fritos e um pedacinho de carne. Você pede para que eles se sirvam mas, como manda a boa educação do anfitrião, "não: o senhor primeiro", enfatiza o proprietário. A moral da história é que você percebe que ficou farto e que não tem explicação para a multiplicação daquele alimento tão reduzido em quantidade. Mas a explicação é simples e nos foi ensinada por Jesus: quando a oferta é feita de coração, o pão se multiplica sem que seus olhos vejam! Uganda fez isso e muito mais! Deu um belo tapa na cara desses mesquinhos que querem cada vez mais aumentar seus lucros e cada vez menos dividi-los com os que tanto precisam. É certo que a ONU está no campo de refugiados de Uganda dando o apoio para manter os refugiados minimamente atendidos. Também, se não fizesse isso poderia fechar suas suntuosas portas! Vi uma moça de 17 anos que anda seis quilômetros todos os dias em busca de escola. Quer ser Advogada para lutar pelo seu povo. Ela, bonita, apesar do sofrimento e, de saia e blusa limpas  deu pra notar outro triste detalhe: a saia estava amarrada na altura do quadril esquerdo, mostrando que ela já tivera um corpo mais avantajado do que o esquálido que hoje carrega! Que Deus possa amenizar o egoísmo do mundo e que os que hoje sofrem, tenham, enfim, seu Paraíso um dia!

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Famílias sem os pais. Eles normalmente são assassinados!

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Mais de 180 mil refugiados!



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 Inocência: Ah! A inocência!!


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