quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Por que não o Exército?

Calma calma!! Não precisa ninguém me xingar. Pelo menos por enquanto. Não estou falando na volta da Ditadura(??) Militar ou coisa parecida. Mas quero me referir mais adiante, à extrema competência e seriedade, comprovadas em inúmeras ocasiões, do Exército Brasileiro. Antes, vamos viajar pelo noticiário brasileiro. Não se consegue assistir ao noticiário na Tv, ler uma revista ou um jornal, sem estarem em várias páginas ou por vários minutos do noticiário televisivo, um rosário de falcatruas conhecidas, mas, o mais assustador é o surgimento de fatos novos, de falcatruas novas! Parece que o Brasil entrou numa espécie de transe do mal e, a despeito das severas penas impostas aos corruptos pelo Juiz Sérgio Moro, continuam cometendo mais e mais crimes. Talvez essas atitudes sejam reflexo da frouxidão com que o Supremo trata o caso Renan Calheiros e, talvez os admiradores do senador "Coroné" queiram lhe prestar algum tipo de homenagem, cometendo os mesmos crimes que seu ídolo! Não sei. Mas alguma coisa está muito errada! Na década de 1980, quando voltei do Paraná para Salvador, pude conhecer melhor o império que era a Construtora Norberto Odebrecht! Símbolo de poder, competência e, acima de tudo, sucesso empresarial. Muitos amigos meus trabalharam no exterior pela Odebrecht, em grandes obras por ela tocadas. Foram muitos e muitos anos de sucesso inconteste e crescimento. Depois, vinham as construtoras Mendes Junior e Queiroz Galvão. A OAS ainda engatinhava. Dizem as boas línguas que a sigla quer dizer "Obras Arranjadas pelo Sogro", tendo em vista que seu presidente era casado com uma das filhas do então Governador Antonio Carlos Magalhães. Coincidentemente, foi nesse período que a OAS ganhou destaque no cenário nacional. Voltando à Oderecht, eu mesmo já coloquei curriculum para trabalhar "lá fora", como tantos amigos. Não consegui. Agora, vendo a execração pública pela qual passa a nossa principal construtora, volto aos tempos de glória da empresa pra recordar, certa vez, o comentário de um amigo: "Por trás de uma grande fortuna tem sempre um grande crime"! A princípio não concordei com tal filosofia até porque estava ainda num mundo igual ao do Peter Pan. Fui amadurecendo, vendo e vivendo, estudando aqui e ali algumas notícias, comparando episódios corriqueiros ou fatos isolados e, muito tempo depois, fui obrigado a concordar com meu amigo. E vou mais além porque quando ele "filosofou", estava na moda a grilagem de terras com muitos fazendeiros poderosos tomando à força a terra dos sitiantes. E as "grandes fortunas" eram traduzidas em milhares de hectares que se somavam aos já existentes na fazenda do Coronel grileiro. Hoje, analisando com mais esmero, o pior crime que as grandes fortunas cometem não é, como está muito na moda atualmente, o desvio de dinheiro dos vários setores da sociedade e empresas anteriormente absolutamente lucrativas que, por conluio entre Agentes Públicos dos três Poderes e executivos de grandes empresas, mas as trágicas consequências que esses desvios impõem aos milhões de brasileiros simples, trabalhadores e que só contam com aquele minguado salário, quando recebem, para sustentarem a si e  suas famílias. Isso não é só criminoso: é hediondo! E o praticam em reuniões em hotéis luxuosos já com as despesas pagas pelo contribuinte, de forma calculada, programada e levada a cabo a posteriori! Por isso e apenas por isso as punições já deveriam ter o peso da tal "Clava forte" do nosso hino. Mas não é isso que acontece. Pois bem: no acordo de leniência das empreiteiras, princialmente o assinado ela Odebrecht que se comprometeu ao devolver aos cofres públicos alguns bilhões de dólares e, pelo acordo firmado com a empresa e a Justiça americana num dos vários processos que correm lá, a construtora vai pagar 6 ou 7 bilhões de dólares! A pergunta: com toda essa grana, há quanto tempo os crimes de corrupção e o pagamento sistemático de propina vem acontecendo no Brasil? Quando a ponte Rio-Niterói foi entregue, alguns jornalistas da chamada "imprensa marrom", a boca miúda diziam que o Mário Andreazza, então Ministro do Interior, havia comprado alguns prédios no Rio só com o dinheiro do superfaturamento do cimento! Eu era muito jovem mas me lembro bem. E não acredito sinceramente nisso. Por que então o Brasil paga tão caro por suas obras? Sabemos a resposta de cor e salteado. Temos uma instituição absolutamente séria e competente para tocar qualquer obra: O Exército Brasileiro! Conheço o 4º BEC - Batalhão de Engenharia e Construções, se não me engano na sigla, com sede em Barreiras - Ba, que provou inúmeras vezes que é capaz de construir estradas e pontes mil vezes melhores e mais baratas que os "consórcios" normais. Já aconteceram situações em que o Exército assumiu determinada obra, concluiu e devolveu mais de 30 por cento dos recursos! Se vão pagar (mil vezes mais caro) a empreiteiros inescrupulosos, por que então não pagar ao Exército para que toque as obras que possam tocar? Não o fazem porque, para cada empreiteiro inescrupuloso tem mil Agentes Públicos com a mesma envergadura moral!! Se contratarem o Exército, não terão propina, jóias para a ex Primeira-Dama do Rio, e tantos outros ladrões empoleirados nos palácios desse País. Portanto, fica a sugestão: para a grande maioria das obras que esse País precisa, como a tal transposição do São Francisco, chamem os "Homens de Verde"! Em dois tempos eles resolvem e ainda te devolvem um dinheirinho! Quer apostar?

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