sexta-feira, 24 de junho de 2016

Quanto custa R$1,25?

Bem; aqui em Mairi, com R$1,25 você leva pra casa quatro pães franceses, de 50 gramas e sobram R$0,5. Se você ainda não tem filhos ou é solteiro, é o suficiente para tomar o café da manhã com uma certa "fartura"! Um pensador de porta de boteco aqui de Mairi, num rasgo de inspiração, perguntou-me certa vez: "Orlando, quanto vale R$1,00"? Respondi-lhe "ora, vale hum R$1,00..."!! "Engano seu", falou-me meu amigo filósofo: "Vale uma fortuna, seu besta! Tenha filhos em casa, com fome, esperando o pão ou a farinha e meta a mão no bolso: se você achar R$1,00 vai sentir o alívio de quem tem R$1.000.000,00! Agora, não ache nem uma moedinha e você verá o quanto realmente vale R$1,00"!! Por um instante passou "aquele filme" na mente e tive que admitir que meu amigo estava absolutamente certo: R$1,00 pode valer um milhão...! Pois bem; assistindo ao Jornal Nacional hoje, ouvi a matéria sobre a prisão do ex Ministro de Lula e Dilma, Paulo Bernardo. Dentre as maracutaias arquitetadas pelo ex Ministro do Planejamento de Lula, estava uma roubalheira nos empréstimos consignados. Sabemos que milhares de financeiras e bancos, a partir do governo Lula, tiveram autorização para contratarem os Empréstimos Consignados juntos aos funcionários públicos, que são alguns milhões! "O negócio da China", visto que o risco para o banco ou financeira era zero, porque a mensalidade era descontada no contracheque do servidor. Para o servidor, interessante porque as taxas de juros eram bem mais baixas que as de outras modalidades como CDC, por exemplo. Uma ideia perfeita!! Satisfaria às duas partes: de um lado, os ladrões e do outro, as vítimas que efetivamente trabalham. Mas como fariam para roubar nos "consignados"? Simples: o "Mestre" Paulo Bernardo e sua cambada passaram a cobrar por mês, na prestação de cada financiamento, R$1,25! Ora, isso é uma mixaria, você pode pensar. E é, se pensarmos apenas em um mês e apenas num único Funcionário Público. Agora, num País onde todo mundo recorre a algum tipo de ajuda financeira, a contratação de empréstimos consignados acabou virando uma febre. Eu mesmo me atirei "de roupa e tudo" neles! Agora vem a resposta do meu amigo, filósofo de porta de boteco de Mairi: se multiplicarmos R$1,25 pelo número de empréstimos concedidos e ainda se considerarmos que esses prazos podem ir até 92 meses, dá pra alcançar a fortuna mensal que desliza para os bolsos dos bandidos? Um diretor da Unafisco declarou hoje, no JN, que o Ministério do Planejamento contratou uma empresa de Software para cobrar a mensalidade de cada sindicalizado, não vindo mais descontada no contracheque mas através dessa tal empresa. Nesse molde, a empresa contratada pelo Paulo Bernardo, cobrava R$0,98 centavos por cada lançamento. Isso foi de 2010 até 2015 quando foi feito o flagrante da roubalheira. Só a Unafisco, segundo seu diretor, tem em torno de dez mil associados! O Serpro, serviço federal que faz esse tipo de serviço, depois do afastamento da tal empresa, passou a cobrar R$0,13 pelo mesmo trabalho! Perceberam agora que aquele outro ditado popular, de palavras simples e sem pretensões de virar provérbio chinês, "de grão em grão a galinha enche o papo", é absolutamente verdadeiro? No caso do Brasil, de centavo em centavo, Paulo Bernardo, ex Ministro de Lula e Dilma encheu tanto o papo que o fez, por sua vez, ajudar a encher a carceragem da Polícia Federal.
E lhe pergunto novamente: quanto custa R$1,25?

Um comentário:

  1. Somos roubados de todos os lados...
    Será que isso ""tem jeito""?

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