sexta-feira, 24 de junho de 2016

Quadrilhas Juninas na Contra-mão!

Parece não ter jeito mesmo: começo achar que é um caso perdido! Ontem foi o tradicional e bacana "Forró da Lapinha", que tem como ponto alto o Concurso de Quadrilhas. O ponto já não está tão alto assim, lamentavelmente. Fui com Amélia e D. Nininha dar um rolé pela cidade e, claro, ver o forró. A primeira quadrilha a se apresentar foi a do Abelardão, com o Forró do Té, uma justa homenagem a um dos caras que mantiveram a quadrilha de pé, depois da saída de sua criadora, a Professora Irany. Já no início, Professor Marcelo Santos leu uma homenagem ao Té, assassinado há alguns anos, e clamou, como toda sociedade mairiense, por mais segurança, chamando a atenção das autoridades competentes para o descaso nessa área com nossa cidade. Perfeito! Belo recado! Aí começa a dança com a música do Milton Nascimento, Canção da América, homenageando o Té. Daí partiu-se para o forró mesmo. Sincronia quase perfeita nas coreografias, comandos engraçados como o que os "Cavalheiros" vão xavecar a Dama e depois o inverso. Muito divertido. Estamos falando de Tradição e Cultura. Rola então a Valsa, com o clássico "Primavera", de Vivaldi e logo depois um belo Tango Argentino! Beleza! Isso é Cultura! Daí a pouco, a trilha sonora entra pelo Funk Carioca, Pagode da Bahia (É o "Tchuco" no "Tchaco" é o "Tchaco" no "Tchuco...")! Aí vi tudo igual ao ano passado: o Modismo tomando o lugar da Cultura! Se quadrilha junina é uma manifestação cultural e se a valsa e o Tango também o são, então, por que no lugar do ordinário pagode baiano, funk carioca, Banda Vingadoras com a tal Metralhadora, que são modismos, não fizeram nenhuma menção à música Caipira de Raiz que é um grande patrimônio cultural do Brasil? Não vi nenhuma quadrilha se lembrar desse "pequeno detalhe" em nenhum ano! Mas o modismo tem de estar presente! O pior é que a gente vê uma copiando a outra! Devem imaginar: "Se eles dançaram isso, nós também vamos mostrar que fazemos melhor"! E vira uma mistura com sabor muito ruim. Depois do Abelardão, um grupo de crianças se apresentou. Nessa hora, por conta da coluna lenhada, estava sentado no carro, atrás do palco. Qual a música para as crianças? Um Funk Carioca da pior qualidade, uns caras cantando num linguajar que parecia dialeto e a coreografia: meu Deus!! Fico me perguntando se não está na hora do Conselho Tutelar, Ministério Público, enfim, autoridades competentes entrarem em ação para coibirem esse tipo de "ensinamento" às crianças! A tal dança do funk nada mais é do que a representação de uma mulher fazendo sexo de forma mais "acachorrada" possível! É a versão brasileira e piorada e esculhambada do Kama Sutra! As reais Prostitutas, que têm uma vida difícil pra caramba, certamente teriam vergonha de dançar da forma que crianças e "moças de bem" hoje fazem! Depois os pais vão reclamar quando seus filhos de 10 anos mandarem as pessoas tomarem no ** e as meninas, na mesma idade, começarem a fazer sexo! Vem a Quadrilha Arrocha o Nó, de Angico, com uma animação ímpar: Faz uma belíssima abertura, envereda pelo Samba de Roda do Recôncavo Baiano e depois..."Pega a metralhadora trá trá trá trá trá..."! O sincronismo da coreografia beirava a perfeição! A moça que a comanda é muito dinâmica e anima muito. Mas não é com modismos que manteremos a Cultura! Não é com Funk Cario, Anitta e outras merdas mais que faremos nossos filhos manterem viva nas suas mentes as tradições juninas e caboclas! Na apresentação das crianças ainda teve um detalhe: no final da música, um dos "cantores" saúda um DJ "não sei quem" e diz que o cara "é o Rei da Putaria"!! Quero parabenizar aos Professores e Marcadores das Quadrilhas pela burra insistência em desvirtuar a Cultura Junina, preferindo ocupar a maior parte do seu tempo com os modismos idiotas! Vocês estão conseguindo, juntamente com o Poder Público brasileiro, jogar nossa Cultura no lixo! Parabéns também a quem teve a desastrosa ideia de incentivar uma apresentação infantil com uma música digna de um lixão! Ainda bem que não me convidam para jurado nessas ocasiões: seria nota 0 de ponta a ponta! A quadrilha do Tutui eu não vi. Saí antes. Mas, pelo que pude ver semana passada na Praça da Bíblia, está tudo igual "no céu do Sêo Cabral"! Esqueci de levar a câmera fotográfica. Nem o celular levei. Obrigado meu Deus por esse lapso de amnésia. Se tivesse feito registro fotográfico, essa postagem estaria cheia de palavrões! Melhor não. Afinal, vai um licor aí? Será que também "mudaram" na receita do Licor? Ainda não provei este ano mas duvido não!!

3 comentários:

  1. É tudo tão igual!!!!
    Tanto lá, quanto cá.
    Infelizmente.

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  2. Tudo tão igual, sem conteúdo, sem noção, sem memória!!!

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  3. É tudo tão igual!!!!
    Tanto lá, quanto cá.
    Infelizmente.

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