quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cadê o feijão que estava aqui?

Calma! Não me proponho, nesse post, fazer uma análise profunda sobre o desabastecimento do feijão no Brasil! Não sou Economista nem Diretor da BM&F! Mas tem algumas coisas que são perfeitamente claras ao nosso entendimento, mesmo que pequeno. A Conab - Companhia Nacional de Abastecimento, foi criada para que o Governo Federal, lá atrás, começasse a implementar a política de Preços Mínimos. O que isso quer dizer? Simples: o Governo Federal estabelece, com base no mercado, um preço mínimo para, por exemplo, a saca de feijão de 50 kgs. A finalidade dessa política era, primeiro, regular os estoques. Como assim? Simples: o Governo compra seu feijão e estoca. Vai que na safra seguinte há uma grande queda...! Daí o Governo libera para o mercado interno seus estoques, evitando assim o desabastecimento e a importação do produto, deixando-o com um preço aceitável. Isso é muito bom, né? Só que non: quando trabalhei na Carteira Agrícola do Banco do Brasil, Agência de Mairi (BA), o Governo Federal comprava do produtor a saca de feijão, nosso (caro) exemplo de hoje, por um preço bem menor do que aquele pago pela nefasta figura do Atravessador! Ora, qual produtor venderia seu feijão ao Governo Federal por R$50,00 a saca de 50 kgs se o atravessador pagava R$70,00 por exemplo? E a Política de Preços Mínimos do Governo Federal objetivava, também, combater o atravessador: aquele cara que não produz um grão, compra tudo, estoca e provoca o desabastecimento para impor seu preço sempre nas alturas. Saí do Banco do Brasil e não vi a Política de Preços Mínimos do Governo Federal merecer realmente ser respeitada. A certeza disso está até hoje aí: a figura do Atravessador circula livremente pelo País. Aí vem o Governo Dilma e, a título de "ajuda humanitária" doa para Cuba 625 toneladas do nosso feijão! E ainda pagamos o frete do navio que levou a "doação"! (Veja abaixo, artigo extraído do site www.folhacentrosul.com.br):
Enquanto isso, famílias  brasileira sequer conseguem comer direito no Brasil em crise. É ou não um descalabro
E ainda o povo brasileiro pagará o frete....
***Um leilão de contratação de frete para remoção de 625 toneladas de feijão para atender ao Programa de Doação Humanitária de Alimentos do Brasil à República de Cuba foi realizado na manhã desta quinta-feira (01/10). O produto será enviado em sacas de 50 quilos, de acordo com informações da Conab.

Mais do que sacanagem com o brasileiro, foi sacanagem com os cubanos. Certamente eles não verão um grão desse feijão. Foi assim com o Porto de Muriel que, logo após ser entregue foi vendido aos Estados Unidos e Rússia, através de leilão. Quando teremos o retorno ou o pagamento do que foi investido, a título de empréstimo, para a modernização daquele porto? Olha o quanto a PresidentA se preocupou com seu País: sequer consultou os estoques da Conab ou esperou para ver se haveria super safra ou quebra na colheita! Só uma continha: Se a PresidentA doasse esse feijão para os brasileiros, caberiam 3,125 kgs para cada pessoa. E aí, não "quebraria uma" legal? Enquanto isso, tenho que aguentar o chororô do arroz reclamando da ausência do seu inseparável parceiro de milênios, no meu prato. Até passa a fome...!!

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