segunda-feira, 13 de junho de 2016

Aleluia!!! Alguém concorda comigo!

Acompanho sempre os artigos de O Antagonista, e desta vez, escreveram exatamente o que eu escrevo, quando o assunto é Brasil Político! Eu sempre mostro o quão descarados nós somos, o quão sem vergonha é o brasileiro! Esse mesmo brasileiro que se indigna com dólar na cueca ou em sacolas, sendo transportado de um lado para outro, mas que não se indigna na hora de tentar "molhar a mão" do guarda, quando é flagrado, por exemplo, parado em fila dupla. Essa é só uma das muitas situações que os cidadãos "honestos" se metem e, pelo jeitinho safado do brasileiro, tentam sair. Se roubo 10 bilhões de uma empresa pública qualquer, ou se subtraio  do seu almoxarifado uma resma de papel A4, também não é roubo? Ou será que sou honesto até uma resma? Se levar todo o estoque, aí sim eu sou ladrão? Uma coisa é certa: o PT teve uma imensurável capacidade de "inventar" coisas para subtrair o dinheiro público, dando um toque de nobreza no final! O "Ciência sem Fronteiras", por exemplo, soa como um "até que enfim!!" o Brasil acordou e passará a valorizar seus Cientistas. Qual nada! Vejam o que diz e comprova o site O Antagonista:

13 de Junho de 2016
Sem-vergonhice sem fronteiras
Por Mario Sabino
Eu não entendo nada de ciência e tecnologia, mas sei que as universidades, os laboratórios e centros de pesquisa do Brasil estão a anos-luz de distância daqueles dos países avançados.
Eu não entendo nada de ciência e tecnologia, mas sei que são fatores determinantes para o desenvolvimento de uma nação.
Eu não entendo nada de ciência e tecnologia, mas sei que é um inferno encontrar um bom instalador de ar-condicionado por aqui.
Foi com certa curiosidade, portanto, que li a notícia da Folha segundo a qual apenas 3,7% dos participantes do programa federal Ciência Sem Fronteiras foram estudar nas melhores universidades do mundo -- aquelas que realmente fariam diferença para a formação dos beneficiados e, portanto, para o avanço científico e tecnológico nacional. A massacrante maioria aproveitou o intercâmbio com dinheiro público apenas para “ter uma experiência lá fora”. E o “lá fora”, não raro, foi Portugal -- essa ilha de excelência na Europa Ocidental.
É claro que o programa inventado pelo PT era demagógico, um trem da alegria destinado principalmente a uma porção de gente sem requisitos acadêmicos para estudar seriamente no exterior. O meu ponto não é esse. O meu ponto é justamente a quantidade de gente disposta a pegar qualquer trem da alegria no Brasil, desde que pago com dinheiro público, sem a preocupação de dar retorno ao país.
Não há diferença moral entre o estudante que pegou bolsa do governo para fazer curso de nanotecnologia na Universidade de Coimbra e o político que vai ao estrangeiro às nossas expensas, a pretexto de discutir alianças estratégicas, e passa o dia circulando em lojas de grife de Nova York, Londres, Paris ou Roma.
Somos um país de salafrários, essa é a verdade, e os trens da alegria nos espelham, não importa o nome que se dê a eles. A taxa de honestidade brasileira talvez seja mesmo de míseros 3,7%.
Vou ter de continuar procurando um bom instalador de ar-condicionado.




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