quinta-feira, 17 de março de 2016

O poder do Poder!

Há mais ou menos 13 anos atrás, subia a rampa do Palácio do Planalto, a figura que mais se identificava com os anseios da sociedade brasileira. Uma figura que passou doze anos se candidatando à Presidência da República do Brasil e que, em todas as suas campanhas, mostrava o quão desprezíveis eram seus adversários, por não fazerem as reformas que o País precisava para, efetivamente, se destacar no cenário mundial, o quanto eram desprezíveis seus adversários por tratarem "a coisa pública" como sendo sua propriedade particular e, também, por trazerem o povo sob o "domínio fascista" e das "elites"! Em todas as campanhas, o candidato Lula falava com o povo como um pai nordestino que vê na luta árdua, a única forma de ascensão possível a uma vida digna. Essa luta consistia, basicamente, em colocar no Poder Central um legítimo representante da classe trabalhadora. Tanto que em 2002, sob a regência do marqueteiro baiano Duda Mendonça, com a campanha milionária onde ratos apareciam roendo a bandeira do Brasil e o chavão "ou nós acabamos com eles ou eles acabam com o Brasil", numa alusão à roubalheira que, segundo o candidato Lula, acontecia no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso! Venceu! E venceu com uma margem expressiva, juntamente com grande número de Senadores e Deputados Federais. Pensei, após a vitória, que meu voto tinha valido à pena! Já no dia da posse, ao vê-lo se dirigir "perigosamente" em direção à multidão que o ovacionava, apertei o coração, chorando emocionado e, ao mesmo tempo, pedindo a Deus que o protegesse. Afinal, o "11 de setembro" estava tão recente!! Veio o primeiro grande escândalo e o povo não acreditava que o Presidente estivesse sabendo de nada! "Era tudo culpa dos seus comandados", também pensei. Muito esperto, a leitura que o Lula fez é de que poderia sim esconder-se atrás do mantra "eu não sabia de nada". E assim procedeu por muito tempo. Mensaleiros foram denunciados e presos mas o Presidente Lula havia saído fortalecido do grotesco episódio. Foi a partir daí que o Poder subiu-lhe à cabeça, achando que poderia fazer tudo e que era inatingível. Também, com uma aceitação de mais de oitenta por cento, até eu me acharia um deus: a crise imobiliária que afetou os Estados Unidos e com consequências amargas para o resto do mundo, passou a ser "uma marolinha" na interpretação do "Estadista da Silva"; o mote de campanha da reeleição do Obama "Yes, we can", passou também a servir de deboche quando o seu segundo mandato, segundo pesquisas, estava mais que garantido, etc. Esbravejou de toda maneira, arrotando riqueza, perdoando dívidas de ditadores nanicos com o Brasil, deu de presente uma refinaria da Petrobrás ao índio de araque Evo Morales, quando esse aprendiz de ditador nacionalizou a refinaria, o que se soube depois que foi tudo de caso pensado, comprou outra refinaria nos Estados Unidos por um valor cinco vezes mais do que o real, etc. Sua certeza de ser deus e inatingível era tão grande que berrou aos quatro cantos que, com seu prestígio, elegeria até "um poste" para seu sucessor. E conseguiu: elegeu "o poste" Dilma, que como sabemos, tem menos luz própria que um poste real com lâmpada velha. As coisas foram se complicando porque Lula e seus companheiros efetivaram a criação de uma verdadeira facção criminosa, com o intuito puro e simples de sangrar as grandes estatais, chantagear grandes empreiteiras, empresários, bancos, etc., para lhes tirar dinheiro para enriquecimento próprio e para financiar seu projeto de governo de mais de 50 anos, segundo historiadores. Aí, com a entrada em cena do marqueteiro, também baiano, (que vergonha!!) João Santana e sua sócia e esposa nas campanhas de Dilma, começamos a ver quem era a figura que estava por trás do Partido dos Trabalhadores. O Lula começou a não mais temer nada: desafiou o Congresso Nacional, o Judiciário e o povo, dando conta de que nada nem ninguém conseguiria desfazer a marca de "pai dos pobres" como ficou ou fez questão de ficar conhecido! Sua megalomania ficou tão grande que até filme contando sua história ele mandou fazer e nós pagamos tudo. Pena que o filme nao vai ter "segunda parte"!!Transformou-se num tirano da pior espécie e num covarde da mais alta magnitude: sempre que um companheiro seu era pego, imediatamente o desafortunado era desbancado do seu rol de amizades. Até o seu maior comparsa, José Dirceu, indignou-se com a virada de costas que o parceiro lhe deu. O resto da história dessa figura pública, todos conhecemos; o que começou como "orgulho nacional" transformou-se na figura mais execrável que a politica brasileira já produziu. Fico triste. Sobretudo porque também fui levado a crer que os caras seriam a salvação da classe trabalhadora e do Brasil. Fico triste porque, além de ter errado mesmo que por engodo, ajudei, com meu voto, a levar o Brasil à atual situação de penúria e descrédito em que se encontra. Mas, como tem aquele ditado "O orgulho é uma escada que leva o sujeito pro alto, depois afasta-se para rir-se da queda", o Lula caiu. E caiu com a desonra que ele próprio plantou. Caiu porque ninguém está acima da Lei, nem ninguém pode produzir tanto mal e ficar impune. As forças do Bem sempre dão um jeito de barrar os delírios de psicopatas como o Luis Inácio Lula da Silva. Pra isso, colocam em seu caminho pessoas como os Procuradores Federais, Os Juízes Federais como Sérgio Moro e tantos outros Magistrados honrados, Polícia Federal e, principalmente, o povo!! O povo hoje têm consciência do seu poder. Afinal, "Todo poder emana do povo e para o povo"!! O tirano, o "jararaca", o semi deus e o aloprado, está sentindo os efeitos colaterais de quem queria o Poder a qualquer preço. Esqueceu-se, porém, do poder que o Poder tem de modificar pessoas despreparadas. Aí, como bem disse o ditado popular citado acima, a "escada" saiu de fininho e o tombo foi feio. Certamente que virão mais consequências danosas por causa dessa inesperada "queda"! Encerro esse post desejando a você, Lula, um excelente "Dia do Foda-se", criado por você mesmo, quando aceitou um ministério para fugir da Lava-Jato. Essa é uma lição que serve de exemplo para todos nós em qualquer circunstância. 

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