segunda-feira, 13 de julho de 2015

Por que Mairi é tão cara?

Infelizmente essa é uma constatação! Se fizermos uma tomada de preços pelos municípios circunvizinhos, nos depararemos com diferenças de preços de determinados produtos, no mínimo, inexplicáveis. Não há como atender ao chamado da vinheta veiculada na Rádio Mairi Fm, onde nós somos convidados a comprar no comércio local para ajudarmos no desenvolvimento do município. Não sei qual lógica alguns comerciantes usam para se distanciarem tanto dos seus concorrentes de outras cidades. Vou citar alguns exemplos: outro dia, em Jacobina, comprei um "o ring" (espécie de anel de borracha) para a embreagem da minha moto. Preço de cada peça R$-1,00 (hum real). A mesma pecinha em Mairi saiu por R$-2,60 (dois reais e sessenta centavos)! Quando da reforma da casa da minha sogra, o metro do forro em PVC custava, em Mairi, R$-16,00 (dezesseis reais)! O mesmo forro em Capim Grosso saia por R$-10,60 (dez reais e sessenta centavos)! E o que dizer então de pisos, cimento, tintas, etc? Em resumo, feita a reforma - e a casa é grande -, o custo total dos materiais, pagando o frete de Capim Grosso pra Mairi, foi feita uma economia de mais ou menos 30% (trinta por cento)! Então, será que o frete pago pelos comerciantes daquela cidade é tão diferente do frete pago pelos nossos comerciantes? Certamente não é! Um outro detalhe que impressiona em Mairi: o atendimento! Na maioria das casas comerciais o tratamento é péssimo e dá a impressão que o dono do estabelecimento não está fazendo questão de lhe vender, mesmo sendo à vista. É inacreditável! Daí, quando vem alguém "de fora" e monta uma loja concorrente, começam a espernear, sob o argumento que "o povo daqui prefere comprar fora ou com os "estrangeiros" do que no comércio local"! Será que nossos comerciantes nem por um instante se dão conta das diferenças absurdas nos preços e no atendimento? Foi inaugurada recentemente em Mairi uma loja "estrangeira" de materiais elétricos e de construção. A exemplo de outras, como a Farmácia do Trabalhador e da Família, sejam muito bem vindas. Pude constatar o excelente atendimento da loja de materiais elétricos e construção. Por essas e outras é que chamo a atenção dos nossos empresários: lembrem-se de que quando Collor foi eleito, os nossos carros e a maioria dos nossos produtos eram de qualidade ordinária. A nossa indústria era super protegida e, portanto, fabricavam produtos ruins e o consumidor não tinha outra opção senão comprar. Com a abertura das importações, produtos de excelente qualidade passaram a entrar no País com preços extremamente atraentes, o que fez a nossa indústria, literalmente, "correr atrás do prejuízo", adaptando-se à nova realidade. Serviu pra quê? Serviu para mostrarmos que no Brasil podemos sim produzir produtos de excelente qualidade e concorrer em pé de igualdade com os produtos importados. Hoje sabemos que nossos veículos, nossos calçados, nossos serviços, etc., podem ser comparados com igualdade aos melhores produtos do mundo! Peço encarecidamente aos empresários de Mairi que parem e reflitam sobre o que oferecem como diferencial positivo aos seus clientes. Antenem-se com o que acontece fora de Mairi, se possível, participem de feiras, troquem informações, enfim, busquem que seja realmente econômico e viável "comprar no comércio local", como convida a rádio. Aí ficarei feliz e a nossa economia passará a funcionar como deve, com dinamismo e velocidade de crescimento. Ninguém precisa ser Economista pra ver o pulo que Ipirá deu nos últimos anos, o movimento que acontece durante todos os dias da semana em Baixa Grande, o salto que deu Serrolândia e o exemplo mais próximo da gente, Várzea da Roça! Passou rapidamente de "filha de Mairi" para "irmã muito maior"!
É só sair  e constatar. Não é mágica; é organização e empreendedorismo! Será que todos os outros municípios têm  essa capacidade e nós não? Precisamos acordar ou viraremos em breve um outro São José da Itapororoca, distrito de Feira de Santana: foi vila, passou a distrito e aí surgiu o povoado de Nossa Senhora de Santana, se não me falha a memória, hoje conhecida como "Feira de Santana - a Princesinha do Sertão" e maior cidade do interior da Bahia! E São José? Bom, continua como Distrito. Fica o alerta!

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