quarta-feira, 22 de julho de 2015

Esperteza não tem idade!!

De 1980 a 84 morei no Paraná, em duas cidades. A última foi Guarapuava, às margens da BR 277, tendo como destino final Foz do Iguaçu. Todos sabem que é por Foz que se entra no Paraguay, pela famosa Ponte da Amizade. Todos sabem também que lá a fiscalização é meio rigorosa. Pois bem: um belo dia, aponta do lado paraguaio uma velhinha com uma reluzente lambreta vermelha e um emorme saco na garupa. Os policiais e os agentes da Receita param a distinta senhora.  Ela, atendendo à solicitação do "guarda", mostra seus documentos e os da lambreta.  "E esse saco"? Pergunta o "cara" da Receita.  "É capim"! "Abra por favor"! A senhora derrama o conteúdo do saco e confirmam: capim!! "Tudo bem, pode ir  e boa viagem"! Na outra semana, olha a velhinha de novo, com a lambreta vermelha e o enorme saco! Parada pela fiscalização, mostrou todos os documentos e provou ser capim, o conteúdo do saco. Na terceira semana,  parou e os policiais mandaram-na seguir em frente. Foi assim por 2 ou 3 meses. Um dia os agentes pararam a velhinha e convidaram-na para um chá nas dependências da guarita. O da Receita pergunta: sabemos que a senhora passa com contrabando. Prometemos deixar a senhora passar por mais três meses se nos disser o quê é. Sabemos que a história do "capim que só dá do lado paraguayo" é mentira. Então"? A velhinha calmamente responde: "Da terceira semana em diante eu contrabandeei lambretas! Eram sempre da mesma cor que a minha que passei duas vezes. Mas os senhores só enxergavam o enorme volume na garupa..."!! Bom, essa história rolava pela região como verdadeira. E deve ter sido verdade. A lição que fica é que o óbvio na maioria das vezes não é desprezado. Olhem ela aí!!!

A velhinha esperta! 



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