quarta-feira, 22 de julho de 2015

Esperteza não tem idade!!

De 1980 a 84 morei no Paraná, em duas cidades. A última foi Guarapuava, às margens da BR 277, tendo como destino final Foz do Iguaçu. Todos sabem que é por Foz que se entra no Paraguay, pela famosa Ponte da Amizade. Todos sabem também que lá a fiscalização é meio rigorosa. Pois bem: um belo dia, aponta do lado paraguaio uma velhinha com uma reluzente lambreta vermelha e um emorme saco na garupa. Os policiais e os agentes da Receita param a distinta senhora.  Ela, atendendo à solicitação do "guarda", mostra seus documentos e os da lambreta.  "E esse saco"? Pergunta o "cara" da Receita.  "É capim"! "Abra por favor"! A senhora derrama o conteúdo do saco e confirmam: capim!! "Tudo bem, pode ir  e boa viagem"! Na outra semana, olha a velhinha de novo, com a lambreta vermelha e o enorme saco! Parada pela fiscalização, mostrou todos os documentos e provou ser capim, o conteúdo do saco. Na terceira semana,  parou e os policiais mandaram-na seguir em frente. Foi assim por 2 ou 3 meses. Um dia os agentes pararam a velhinha e convidaram-na para um chá nas dependências da guarita. O da Receita pergunta: sabemos que a senhora passa com contrabando. Prometemos deixar a senhora passar por mais três meses se nos disser o quê é. Sabemos que a história do "capim que só dá do lado paraguayo" é mentira. Então"? A velhinha calmamente responde: "Da terceira semana em diante eu contrabandeei lambretas! Eram sempre da mesma cor que a minha que passei duas vezes. Mas os senhores só enxergavam o enorme volume na garupa..."!! Bom, essa história rolava pela região como verdadeira. E deve ter sido verdade. A lição que fica é que o óbvio na maioria das vezes não é desprezado. Olhem ela aí!!!

A velhinha esperta! 



segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Chaveiro da Rua 32!!

Hoje é um dia especial! Não por ser o Dia do Amigo, mas por ser mais um dia em que estou vivo, sob a graça de Deus. Se nós bem soubéssemos, a todo dia, a todo instante, lembraríamos de agradecer a Deus pelos nossos dias. A gente vê tantas situações inacreditáveis em que pessoas perdem a vida e outras em que, inacreditavelmente, escapam com vida, de situações consideradas impossíveis de haver sobreviventes. Pois é: a graça de Deus é infinita. Mas hoje, também por ser o Dia do Amigo, quero fazer um agradecimento especial aos amigos que fiz durante toda minha vida. Começo pelos amigos que fiz na minha cidade, quando vim da roça aos 7 anos, depois, aos colegas de colégio e ginásio, aos amigos que fiz na agência do Banco do Brasil de Mairi onde comecei minha carreira de bancário, depois, aos amigos do BB de Paranacity, no Paraná, aos amigos da agência centro de Salvador, aos que me deram suas amizades na agência de Guarapuava  - Paraná, aos amigos da EBAL, empresa que administra o Programa Cesta do Povo e, finalmente, aos mais recentes, quando tomei posse na Secretaria de Saúde do Estado, como Motorista. E estou até hoje. Na verdade, como estou em processo de aposentadoria, meu último local de trabalho foi a Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental - Divisa. Pude, ali, comprovar o que é realmente uma amizade! Pude desfrutar da companhia de algumas das pessoas mais incríveis que conheci. Vou fazer uma comparação meio esdrúxula entre mim e um Chaveiro.
É comum a gente desenvolver uma atividade paralela àquela que nos dedicamos no dia a dia. Pois é: comigo não foi diferente. Além de Motorista Oficial da SESAB, também me dedico à música com o estudo da Viola Caipira, recentemente incorporando a Guitarra nesses estudos e, por fim, resolvi aprender o ofício de "chaveiro"! É: Cha-vei-ro! No meu caso, uso a poesia para comparar minha habilidade ou falta dela em amealhar amizades. Por isso, considero-me um "chaveiro". E como todo profissional, o começo é sempre difícil, sempre cercado de incertezas, cercado de dúvidas quanto ao sucesso na escolha, etc. Por isso eu me considero um "chaveiro" iniciante. As primeiras chaves certamente não abrirão as "portas" ou, se abrirem, sempre haverá um incômodo devido à imperfeição na confecção da "chave". Quero agradecer imensamente a todos os amigos que permitiram ser minhas cobaias no experimento das minhas "chaves" de abrir corações. Confesso que alguns, por obra do destino ou acaso, foi muito fácil fazer a "chave" girar na "fechadura". Parecia que a "porta" já estava aberta. Outros, precisei de um pouco mais de tempo para aparar algumas arestas na "chave" para que pudesse girar facilmente. Peço perdão com imensa tristeza às pessoas que passaram na minha vida na escola, no ginásio, no Banco do Brasil, na EBAL, na SESAB, nos lares e bares, pela minha incapacidade de moldar a "chave" certa para abrir seus corações. Creiam: a culpa é absolutamente minha pois tenho ciência das minhas limitações na confecção de "chaves". Até agora tenho sido um "chaveiro" sofrível. É pouco. Quero e posso ser muito melhor. Portanto, aproveitando hoje, Dia do Amigo, quero novamente agradecer àqueles cujos corações foram "moleza" para abrir e entrar, como quero pedir àqueles que compartilharam comigo de tantas oportunidades de ouro para abrirmos os corações e não o fizemos, desculpas. Reconheço que preciso me reciclar e até já fiz matrícula no SEBRAE no curso de "Chaveiro"! Segundo os "instrutores", vou ser capacitado em abertura de cofres, troca de segredos, chaves codificadas, etc. Em resumo, ficarei craque na confecção de chaves para abrir qualquer coisa que precise de uma. Mas eu só quero aprender a fazer "chaves" que abram corações!! A grande dúvida é: depois de super qualificado, ainda encontrarei os corações que passaram pela minha vida? Depois de tanto tempo, será que ainda aceitariam uma tentativa de "abertura"? Por essas e outras, é que peço a vocês: tentem fazer suas "chaves" com o maior capricho e carinho possíveis. Às vezes, não precisamos fazer cursos para nos aprimorar em alguma coisa. Basta que, como "chaveiros", consigamos fazer a chave especial que primeiro abra nosso coração. Se assim for, veremos que todos os outros corações não estarão "trancados".
Feliz dia do Amigo e felizes novas amizades a todos. Meus votos sinceros!!

domingo, 19 de julho de 2015

Que tal uma visitinha?

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Um bom da!


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Bom Domingo!
Bela manhã de domingo, sol brilhando e vez em quando, uma pontinha de frio. Nada que incomode. Apenas para nos lembrar que estamos no inverno. Que tal aproveitar bem esse dia? Nós sempre dizemos que não temos tempo pra nada, que a vida é um corre-corre, que o dia deveria ter 30 horas, como na propaganda daquele banco, etc. Quantos amigos a gente tem tão pertinho e sequer ligamos pra dar um alô? Agora, depois das redes sociais, trancamo-nos em nossos quartos ou "castelos" e, cômoda e friamente, enviamo-lhes, quando muito,  uma mensagem. Até esquecemos que o aparelho que temos nas mãos é, também, um telefone! Ficamos tão ávidos por acessar a Internet que gastamos muito mais com os provedores desse serviço, e não nos damos conta de que uma ligação poderia sair infinitamente mais barato. Até porque todas as operadoras tem planos com ligações ilimitadas. Aí vem a notícia que aquele seu amigo, doente há vários dias, faleceu! "Nossa...! Que chato"! Você pensa. Na verdade bate o remorso, aquele sentimento de culpa por não lhe ter feito uma visitinha sequer, limitando-se, através das redes sociais, a mandar-lhe votos de pronto restabelecimento. Fácil, prático e rápido..., e frio! Tudo isso sem sair de casa. Ah! E numa dessas mensagens você fala que "qualquer dia passo aí para um papo. Deixa só arranjar um tempo"! Já repararam que quando nossos entes queridos morrem a gente sempre ENCONTRA tempo para ir ao enterro? Até quem mora em outro Estado encontra dinheiro pro avião e tempo para a despedida. Não teria sido melhor encontrar um tempinho para uma tarde antes que esse ente morresse? Certamente que uma visita em vida teria muito mais importância do que sua presença no enterro. Seu amigo não lhe poderá sorrir, mostrando quão feliz ficou com sua simples visita de dez mutos. Pense nisso! Eu peço aos meus amigos: se quiserem me dar um presente, será uma visita EM VIDA! Depois de morto infelizmente não poderei agradecer a ninguém com um sorriso. apenas com a expressão sombria dos que ali não mais estão! Grande abraço a todos e, como hoje é domingo, que tal a gente visitar um amigo?

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Perderam a noção mesmo!!

É engraçado como a cada revelação de mais um nome envolvido em escândalos, o esperneio recomeça. Virou lugar comum nesse País, o sujeito, comprovadamente ladrão e corrupto, indignar-se com as atitudes ou ações do Ministério Público Federal, PF ou, no caso específico da Lava-Jato, do Juiz Sérgio Moro! E ocupam as tribunas da Câmara e do Senado, fazem discursos inflamados, como o de Collor recentemente onde se sentia "ultrajado" pela apreensão dos carros e documentos na famosa e o não menos ordinária Casa da Dinda! Deveria acompanhar a placa de madeira, caprichadamente entalhada, uma luz vermelha. Todos nos lembramos dos acontecimentos e eventos realizados naquele imóvel quando o proprietário do Fiat Elba era Presidente do Brasil. Chego a uma conclusão: não presta, do ponto de vista financeiro, ser presidente dessa republiqueta. Melhor ser aliado da Dilma e do Lulla! Não é fácil de entender? Como Presidente o cara foi apeado do poder por causa de um Elba. Agora, como amigo da corja, tem uma diretoria na Petrobrás Distribuidora e três jóias sobre rodas na garagem da Casa da Dinda! O que mais me deixa de queixo caído com a dissimulação desses caras é a cara de pau: na página do senador, na internet, ele postou uma foto onde está reunido com lacaios petistas do nível de Humberto Costa, para discutirem leis anticorrupção! Dá pra entender? Até quando esses caras vão continuar zombando de um País inteiro? Até quando o Lulla vai ficar bradando que colocará os bandidos do MST para lutarem em campo, como se estivéssemos falando de nos defender de alguma invasão estrangeira? É claro que chegará a hora de Lula e os outros figurões acertarem as contas com a Justiça. Nós, pobres mortais e ignorantes das nuances da Lei, achamos que já passou do tempo. Mas, graças a Deus temos homens como o Juiz Sérgio Moro que é frio, centrado, arredio e que não se deixa influenciar pelo brilho de alguns holofotes. Até porque ele bem sabe que a menor precipitação, como a gente acha que deveria acontecer, porá todo um trabalho exaustivo e bem feito ao longo de tanto tempo, na lata do lixo. Sem contar que os bandidos retornariam triunfantes e cada vez mais ávidos do nosso sangue! Portanto, calma! Vamos com calma! Esperemos o MPF e o Juiz Sérgio Moro concluírem seus trabalhos. Certamente a arrogância de um Collor é apenas pra disfarçar o medo que lhe está fazendo borrar as calças!

terça-feira, 14 de julho de 2015

1964: como realmente aconteceu!!

Que o brasileiro não gosta de ler, é fato. Agora, intriga muito que os esquerdopatas tirados a intelectuais não consigam enxergar o óbvio ululante do Movimento de 1964, onde até hoje eles chamam de Golpe Militar e derramam sobre a ação dos Militares todo tipo de adjetivo pejorativo. Vamos nos informar um pouco mais, ou então fiquem no conforto das tetas do poder. Mas aviso: será por pouco tempo!

  
A História Oficial de 1964
Olavo de Carvalho
O Globo, 19 de janeiro de 1999
    
 
Se houve na história da América Latina um episódio sui generis, foi a Revolução de Março (ou, se quiserem, o golpe de abril) de 1964. Numa década em que guerrilhas e atentados espoucavam por toda parte, seqüestros e bombas eram parte do cotidiano e a ascensão do comunismo parecia irresistível, o maior esquema revolucionário já montado pela esquerda neste continente foi desmantelado da noite para o dia e sem qualquer derramamento de sangue.
 
O fato é tanto mais inusitado quando se considera que os comunistas estavam fortemente encravados na administração federal, que o presidente da República apoiava ostensivamente a rebelião esquerdista no Exército e que em janeiro daquele ano Luís Carlos Prestes, após relatar à alta liderança soviética o estado de coisas no Brasil, voltara de Moscou com autorização para desencadear – por fim! – a guerra civil no campo. Mais ainda, a extrema direita civil, chefiada pelos governadores Adhemar de Barros, de São Paulo, e Carlos Lacerda, da Guanabara, tinha montado um imenso esquema paramilitar mais ou menos clandestino, que totalizava não menos de 30 mil homens armados de helicópteros, bazucas e metralhadoras e dispostos a opor à ousadia comunista uma reação violenta. Tudo estava, enfim, preparado para um formidável banho de sangue.
 
Na noite de 31 de março para 1o. de abril, uma mobilização militar meio improvisada bloqueou as ruas, pôs a liderança esquerdista para correr e instaurou um novo regime num país de dimensões continentais – sem que houvesse, na gigantesca operação, mais que duas vítimas: um estudante baleado na perna acidentalmente por um colega e o líder comunista Gregório Bezerra, severamente maltratado por um grupo de soldados no Recife. As lideranças esquerdistas, que até a véspera se gabavam de seu respaldo militar, fugiram em debandada para dentro das embaixadas, enquanto a extrema-direita civil, que acreditava ter chegado sua vez de mandar no país, foi cuidadosamente imobilizada pelo governo militar e acabou por desaparecer do cenário político.
 
Qualquer pessoa no pleno uso da razão percebe que houve aí um fenômeno estranhíssimo, que requer investigação. No entanto, a bibliografia sobre o período, sendo de natureza predominantemente revanchista e incriminatória, acaba por dissolver a originalidade do episódio numa sopa reducionista onde tudo se resume aos lugares-comuns da "violência" e da "repressão", incumbidos de caracterizar magicamente uma etapa da história onde o sangue e a maldade apareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias.
 
Os trezentos esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 1968, representam uma taxa de violência bem modesta para um país que ultrapassava a centena de milhões de habitantes, principalmente quando comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população quinze vezes menor. Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que chegaram a habitar os nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação com os cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe. E é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa simplesmente não existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com o apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada. Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente.
 
No entanto, a historiografia oficial – repetida ad nauseam pelos livros didáticos, pela TV e pelos jornais – consagrou uma visão invertida e caricatural dos acontecimentos, enfatizando até à demência os feitos singulares de violência e omitindo sistematicamente os números comparativos que mostrariam – sem abrandar, é claro, a sua feiúra moral – a sua perfeita inocuidade histórica.
 
Por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial. Inutilizada para qualquer ação armada, a esquerda se refugiou nas universidades, nos jornais e no movimento editorial, instalando aí sua principal trincheira. O governo, influenciado pela teoria golberiniana da "panela de pressão", que afirmava a necessidade de uma válvula de escape para o ressentimento esquerdista, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos numa época em que o governo ainda não tomara conhecimento da estratégia gramsciana e não imaginava ações esquerdistas senão de natureza inssurrecional, leninista. Deixados à vontade no seu feudo intelectual, os derrotados de 1964 obtiveram assim uma vingança literária, monopolizando a indústria das interpretações do fato consumado. E, quando a ditadura se desfez por mero cansaço, a esquerda, intoxicada de Gramsci, já tinha tomado consciência das vantagens políticas da hegemonia cultural, e apegou-se com redobrada sanha ao seu monopólio do passado histórico. É por isso que a literatura sobre o regime militar, em vez de se tornar mais serena e objetiva com a passagem dos anos, tanto mais assume o tom de polêmica e denúncia quanto mais os fatos se tornam distantes e os personagens desaparecem nas brumas do tempo. 
 
Mais irônico ainda é que o ódio não se atenue nem mesmo hoje em dia, quando a esquerda, levada pelas mudanças do cenário mundial, já vem se transformando rapidamente naquilo mesmo que os militares brasileiros desejavam que ela fosse: uma esquerda socialdemocrática parlamentar, à européia, desprovida de ambições revolucionárias de estilo cubano. O discurso da esquerda atual coincide, em gênero, número e grau, com o tipo de oposição que, na época, era não somente consentido como incentivado pelos militares, que viam na militância socialdemocrática uma alternativa saudável para a violência revolucionária. 
 
Durante toda a história da esquerda mundial, os comunistas votaram a seus concorrentes, os socialdemocratas, um ódio muito mais profundo do que aos liberais e capitalistas. Mas o tempo deu ao "renegado Kautsky" a vitória sobre a truculência leninista. E, se os nossos militares tudo fizeram justamente para apressar essa vitória, por que continuar a considerá-los fantasmas de um passado tenebroso, em vez de reconhecer neles os precursores de um tempo que é melhor para todos, inclusive para as esquerdas?
 
Para completar, muita gente na própria esquerda já admitiu não apenas o caráter maligno e suicidário da reação guerrilheira, mas a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional. Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 1964 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A avidez pelo caos!

Não é de hoje nem de ontem que vemos a nossa cidade se esfacelar por conta das correntes políticas retrógradas e mesquinhas, que aplicam a lei do "quanto pior, melhor"! É lamentável que essa situação continue. Pelo visto, os termos competição, disputa, eleições livres e outros mecanismos da Democracia, continuarão passando ao largo das nossas cabeças, ocupadas apenas com o sentimento de vingança ou revanche, capitaneadas por uma ou outra liderança mequetrefe que sempre aposta no caos. A operação deflagrada pela PF em vários estados, inclusive na Bahia, visa apurar os desvios do Fundeb, patrocinados principalmente por empresas que participavam de licitações. Várias prefeituras de municípios baianos são citadas. O que muitas pessoas teimam em não enxergar, é que, a priori a empresas é que estão sendo diretamente investigadas, inclusive com a prisão de um empresário em Guarajuba. O que a PF também procura é a confirmação ou não da participação de servidores públicos, inclusive Prefeitos. Bastou as viaturas chegarem em Mairi que algumas pessoas, notadamente seguidores da outra corrente política, começarem a postar nas redes sociais palavras de ordem como se toda a equipe atual fosse comprovadamente responsável pela fraude. Aí aparecem cometários os mais absurdos. As pessoas não leem a notícia na íntegra e já sai disseminando o ódio ou os comentários vangloriosos, como se todos que não fazem parte da sua corrente política, fossem efetivamente ladrões e corruptos! O mais espantoso é ver alguns blogs, como se seus editores tivessem bola de cristal, profetizarem a saída da Prefeitura, com algemas, do Prefeito e de alguns Secretários. Estão de tal forma empenhados em promover o caos, que se esquecem que essa investigação vem desde 2009, o que pode ou não respingar em gestões anteriores. Portanto, a investigação tem de acontecer e isso nos dá o alento de ver que a Polícia Federal faz um trabalho excelente e que ninguém está acima da Lei. Mas a precipitação de condenar todos os adversários políticos é, no mínimo, de uma imbecilidade monumental!

Por que Mairi é tão cara?

Infelizmente essa é uma constatação! Se fizermos uma tomada de preços pelos municípios circunvizinhos, nos depararemos com diferenças de preços de determinados produtos, no mínimo, inexplicáveis. Não há como atender ao chamado da vinheta veiculada na Rádio Mairi Fm, onde nós somos convidados a comprar no comércio local para ajudarmos no desenvolvimento do município. Não sei qual lógica alguns comerciantes usam para se distanciarem tanto dos seus concorrentes de outras cidades. Vou citar alguns exemplos: outro dia, em Jacobina, comprei um "o ring" (espécie de anel de borracha) para a embreagem da minha moto. Preço de cada peça R$-1,00 (hum real). A mesma pecinha em Mairi saiu por R$-2,60 (dois reais e sessenta centavos)! Quando da reforma da casa da minha sogra, o metro do forro em PVC custava, em Mairi, R$-16,00 (dezesseis reais)! O mesmo forro em Capim Grosso saia por R$-10,60 (dez reais e sessenta centavos)! E o que dizer então de pisos, cimento, tintas, etc? Em resumo, feita a reforma - e a casa é grande -, o custo total dos materiais, pagando o frete de Capim Grosso pra Mairi, foi feita uma economia de mais ou menos 30% (trinta por cento)! Então, será que o frete pago pelos comerciantes daquela cidade é tão diferente do frete pago pelos nossos comerciantes? Certamente não é! Um outro detalhe que impressiona em Mairi: o atendimento! Na maioria das casas comerciais o tratamento é péssimo e dá a impressão que o dono do estabelecimento não está fazendo questão de lhe vender, mesmo sendo à vista. É inacreditável! Daí, quando vem alguém "de fora" e monta uma loja concorrente, começam a espernear, sob o argumento que "o povo daqui prefere comprar fora ou com os "estrangeiros" do que no comércio local"! Será que nossos comerciantes nem por um instante se dão conta das diferenças absurdas nos preços e no atendimento? Foi inaugurada recentemente em Mairi uma loja "estrangeira" de materiais elétricos e de construção. A exemplo de outras, como a Farmácia do Trabalhador e da Família, sejam muito bem vindas. Pude constatar o excelente atendimento da loja de materiais elétricos e construção. Por essas e outras é que chamo a atenção dos nossos empresários: lembrem-se de que quando Collor foi eleito, os nossos carros e a maioria dos nossos produtos eram de qualidade ordinária. A nossa indústria era super protegida e, portanto, fabricavam produtos ruins e o consumidor não tinha outra opção senão comprar. Com a abertura das importações, produtos de excelente qualidade passaram a entrar no País com preços extremamente atraentes, o que fez a nossa indústria, literalmente, "correr atrás do prejuízo", adaptando-se à nova realidade. Serviu pra quê? Serviu para mostrarmos que no Brasil podemos sim produzir produtos de excelente qualidade e concorrer em pé de igualdade com os produtos importados. Hoje sabemos que nossos veículos, nossos calçados, nossos serviços, etc., podem ser comparados com igualdade aos melhores produtos do mundo! Peço encarecidamente aos empresários de Mairi que parem e reflitam sobre o que oferecem como diferencial positivo aos seus clientes. Antenem-se com o que acontece fora de Mairi, se possível, participem de feiras, troquem informações, enfim, busquem que seja realmente econômico e viável "comprar no comércio local", como convida a rádio. Aí ficarei feliz e a nossa economia passará a funcionar como deve, com dinamismo e velocidade de crescimento. Ninguém precisa ser Economista pra ver o pulo que Ipirá deu nos últimos anos, o movimento que acontece durante todos os dias da semana em Baixa Grande, o salto que deu Serrolândia e o exemplo mais próximo da gente, Várzea da Roça! Passou rapidamente de "filha de Mairi" para "irmã muito maior"!
É só sair  e constatar. Não é mágica; é organização e empreendedorismo! Será que todos os outros municípios têm  essa capacidade e nós não? Precisamos acordar ou viraremos em breve um outro São José da Itapororoca, distrito de Feira de Santana: foi vila, passou a distrito e aí surgiu o povoado de Nossa Senhora de Santana, se não me falha a memória, hoje conhecida como "Feira de Santana - a Princesinha do Sertão" e maior cidade do interior da Bahia! E São José? Bom, continua como Distrito. Fica o alerta!

sábado, 11 de julho de 2015

E viva a Leitura!!

Não existe nenhuma dúvida de que, quem quer realmente aprender, tem de estudar. Não estou falando só do estudo considerado normal como Nível Fundamental, Nível Médio e Faculdade. É claro que essas fases não devem ser queimadas. Mas, na impossibilidade de seguir adiante, por algum motivo, ainda assim a pessoa pode continuar estudando. Você não precisa necessariamente de uma sala de aula para estudar: a visita a uma biblioteca pública, jornais e revistas velhos ou novos, livros de qualquer espécie, etc., são fontes inesgotáveis de informação e conhecimento. No mínimo, quem lê muito, fala e escreve muito bem! Isso, nos dias de hoje com as expressões "tamo junto", "é nóis", etc. É mais comum a gente perceber um recém formado, "dotô", escrever ou proferir verdadeiras aberrações linguísticas do que imaginamos!! Portanto, LER é o melhor caminho. Estava vendo uma campanha da Globo onde um grupo de jovens no horário do lanche, reúne-se na lanchonete e, dentro da turma com papo informal, um outro aproveita para "falar" uns dois versos de Fernando Pessoa. Imediatamente, na mesa vizinha, uma moça, também boa leitora, identifica e pergunta: "Fernando Pessoa"? E o carinha responde "é..., Fernando Pessoa. Por que, você gosta"? Pois é: daí  surge um bom papo, belas discussões e até projetos podem surgir por conta dessa afinidade. Como sou meio metido, resolvi sair a campo e também mostrar que sou bom leitor e conheço muita poesia. Ah! Moleque!! Peguei a moto, fui num barzinho chique em Várzea da Roça e, entre um gole e outro com alguns amigos, larguei: "Êita cumpade véi...Isso é cagado e cuspido paisagem de interior..."!! Silêncio sepulcral, alguns olhando pra mim e eu esperando uma pessoa que fosse identificar o autor desse verso. Nada! Bom, voltamos ao papo e depois de mais umas rodadas, levantei-me com o copo em posição de brinde, soltei: "Quando Palmeira das Anta pertencia ao compadre Bento Justino da Cruz..."! Novamente olho em volta e as mesmas expressões de cenho franzido numa censura muda mas tão penetrante quanto a lança de uma baioneta. "Maldita Globo"! Pensei. "Por que na Tv tudo acontece direitinho e aqui, ao vivo, nada"? Sou mairiense e não desisto nunca! Tomamos mais uns goles e no final da noitada resolvi fazer minha última tentativa. Mesma posição de brinde, "Tá doendo é? Tá chorando é"? Imediatamente alguém (de barba!!) se levanta e quase chorando completa: "...Todo cast... (hic) é pouco..."!!! (Ô derrota!!)  Desisti. Esse negócio de "se amostrá", como diria minha mãe D. Matilde, certamente não dá certo. Mas de uma coisa tive a certeza: quem lê enxerga muito mais longe e de olhos totalmente fechados. Portanto, vamos ler, vamos escrever, vamos pesquisar aquele autor com o qual nos identificamos. É muito prazeroso e instrutivo. Não importa se a Poesia é do Jessier Quirino (Paisagem de Interior) ou do Mestre Chico Pedrosa (Briga na Procissão), ou mesmo a sofrência do Pablo! O que importa é ler e ler. Grande abraço e  um Viva a Leitura!!!

domingo, 5 de julho de 2015

"Sêo Moço" e Eu!!

“Tu tá falando com quem”? – Escuto a pergunta vinda de Amélia que estava na cozinha. Respondi que estava falando com aquele sujeito que me mordera, o “feroz”, o “indisciplinado”, o “destemido”, enfim, aquele que ainda me nego a pronunciar o nome. Ri. O motivo do riso foi ter me dado conta de uma situação que vivi na infância e pré adolescência. Naquela época, era comum a gente brigar por tudo e por nada ficar “de mal” com os amigos. O problema era que tínhamos apenas eles para brincar! Então, por que ficar “de mal”? Naquela época também estávamos, segundo nossas expectativas, nos tornando homens! E homem de verdade não se humilha! Daí, os desafetos doidos para fazerem as pazes uns com os outros, inventaram uma alternativa de poder conversar entre si sem, obviamente, dar a “osadia” de falar no nome do outro: “Sêo moço”!! Era um “Sêo moço” pra lá, um “Sêo moço” pra cá e acabava tudo bem. Ficava mais ou menos assim: “Sêo moço, vamos jogar gude”? – perguntava um e o outro respondia: “Agora não Sêo moço! Mãe mandou eu buscar meio litro de gás em Sêo Alcino...”! “Sêo moço, que hora nóis vai robar as manga de Humberto”? – E por aí a coisa andava. Na teoria e na prática já estava todo mundo “de bem”, faltando apenas pronunciar o nome do companheiro. Não! Isso é que não! Por conta dessas histórias que vivi nessa época, até hoje tenho três amigos que o cumprimento entre nós é esse. Em tom de brincadeira mas retornando mesmo ao passado. Um é meu xará, Orlando da padaria, o outro é Zé pedreiro e o terceiro é Juarez de Totoinzinho, esse último foi valendo. Chegamos a ficar “de mal” naqueles tempos. Agora tudo é gozação, como foi o caso com meu cachorro, D. Chuv..., ou melhor, “Sêo moço”. Não vou lhe dar a ousadia de chamá-lo pelo nome! Isso não! Mas é engraçado quando abro a porta do quintal de manhã e lá vem ele balançando o rabo, me cumprimentando. Aí eu também falo: “Bom dia sêo moço”!! Volta e meia, pra sacanear, pergunto a Amélia: “Amélia, você já colocou a comida de “sêo moço” hoje”? É uma viagem essa minha relação com D. Chuvi..., quer dizer, “sêo moço”!! Como não tenho o Marley, somos então “Sêo moço e eu”!!

Ai está o meliante!!


sexta-feira, 3 de julho de 2015

"A Odisséia Hospitalar" - Final!

Bem feito: fui fazer a brincadeira da "celebridade de pulseirinha" no hospital e o caldo entornou de vez! Mas vamos ao "traumático" final das minhas visitas juninas ao Hospital de Mairi: dia 29, com os músculos e tendões das pernas em chamas, tortinho tortinho, cheguei ao hospital pela manhã e fui atendido como emergência. A heroína de plantão, a mesma do episódio D. Chuvisco, solicitou alguns exames e me encaminhou para o Posto de Enfermagem para receber o "carinho" de uma agulhada repleta de Voltaren. Milagre!! No final da tarde já estava dando cambalhotas. Por precaução, ela me receitou um antiinflamatório em drágeas e outro injetável. Mas, em regime de urgência - devidamente anotado na solicitação -, encaminhou-me ao ortopedista que estaria atendendo no outro dia. Por volta do meio dia e trinta cheguei na recepção - entrei na fila e quem estava comigo foi Amélia que ajudava em tudo, visto que as terríveis dores voltaram. Após a triagem (aferição de pressão arterial, respiração e batimentos cardíacos), passamos a aguardar o médico que normalmente chega por volta das três horas da tarde. Amélia me disse "é hoje que tu chega em casa às dez da noite...", numa tentativa de me deixar menos tenso e diante do número de pacientes. E me deu um último aviso: “as pessoas dizem que o cara não tem a menor paciência com os pacientes”! Com a quantidade de pacientes na minha frente eu já estava concordando com ela. Alvoroço no pedaço, chegou o "Dotô"! Começam a organizar a fila com os prioritários, os que eram só revisões, etc. Após o quinto paciente sair, escuto: “Orlando..., Orlando Dionísio...”! Abri um largo sorriso e entrei no consultório: receitinha da médica anterior dobrada, “resumo” pronto do problema que começara exatamente no dia 3 de maio ao subir na moto pelo lado direito, sentei.
 – Sr Orlando?
“Sim senhor...Eu mesmo”!
- O que é que há? – Aí a grande surpresa: “o cara é gente fina!! Me cumprimentou justamente como meus conterrâneos da roça...”!!
“Nada de novo..., tudo velho” – respondi confiante e imaginando já uma amizade!
- Não, não: quero saber o que é que há com a sua saúde, o que o traz aqui!
“Hã...” – Bem, tudo começou no dia 3 de maio quando fui subir na moto. Senti uma “fisgada” na coxa esquerda...
- Quantos anos o senhor tem?
“61...”! – Como eu estava lhe dizendo, senti uma fis...
- Vamos ao que interessa: aonde está doendo REALMENTE?
Naturalmente fiquei muito chateado porque estávamos no dia 30 de junho e o cara não me deixava sair do dia 03 de maio! Eu só queria passar-lhe as informações precisas para que seu diagnóstico fosse definitivo!!
“Aqui na panturrilha, curva da perna nos tendões, coxa e na bunda! Às vezes não consigo sequer sentar. Parece que estou sobre uma enorme fogueira...”!
- Deite ali, pernas pra lá, cabeça pra cá e barriga pra cima. Não precisa tirar a calça – ordenou! Cumpri a ordem e ele levantou minha perna esquerda, a mais afetada, e teve um rasgo de gentileza ao dizer “quando doer, fale”!
“Aiiiii...Bem aí” – Informei.
- Pode se sentar...! A princípio não vou solicitar exames. Faça essa fórmula e compre essas injeções. Ok? Tome aqui uma solicitação para marcar a sua volta. Precisamos nos ver mais para avaliarmos o problema! – Entre puto e aliviado concordei:
“Certo! Mas... – fiz menção de mostrar-lhe finalmente a receita anterior e quando a desdobrei...
- D. Almerinda...!! D. Almerinda...!!– Gritou por cima do meu ombro. Frustrado por ter chegado ao dia 30 de junho sem ter saído do dia 3 de maio, saí da sala, mas tive o consolo de imaginar que o rapaz da fila, por me considerar “celebridade” mesmo hospitalar, deu um jeito de me colocar no início do atendimento.
“Brigadão parceiro...! Valeu a força”! – Agradeci na saída. Muito mancando ainda, ouvi a insolente resposta do rapaz:
- Qual é tio, tá achando o quê? O senhor foi atendido PREFERENCIALMENTE (fez questão de frisar) porque é direito seu!! Não lhe fiz nenhum favor. Será que o senhor se esqueceu que já está na Terceira Idade?
Finalmente a ficha caiu!! Kkkkkkkkkkkkk. Decididamente, junho de 2015 não foi um bom mês pra mim. Ainda bem que já foi!!!
Nota: A conversa com o rapaz da portaria não aconteceu. Mas, com tanto azar, certamente aconteceria se eu fosse tirar uma de engraçadinho. Agradeço aos funcionários do Hospital Luiz Eduardo Magalhães de Mairi. Verdadeiros heróis. Imaginem mais ou menos 80 internos, mais outras três dezenas para serem atendidas e somente, SOMENTE UM profissional médico para dar conta. Decididamente o SUS é fantástico. Os seus gestores, na sua grande maioria, é que fazem o insucesso do programa, infelizmente. Mas vamos à luta!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Independência" e Luto: comemorar o quê?

Hoje, 2 de julho, outrora dia festivo e de muito orgulho para nós baianos, amanhece com céu nublado, horizonte sombrio e, especialmente para nós mairienses, com mais uma nota fúnebre. Desta feita quem nos deixa o convívio é Miguel Barbosa que, do alto dos seus noventa e tantos anos também nos deixa o testemunho de que uma vida, por mais longa que possa parecer, é curta para que as qualidades de pessoas como ele sejam curtidas com elas em vida. O bom é que Deus nos deu de presente a nossa Memória. Nela, sempre que sentimos saudades de pessoas queridas e que nos honraram com sua passagem pela terra, encontramos conforto. Certamente que o Altíssimo já ordenou a preparação para a recepção de mais um honrado homem, como sua família também está fazendo os últimos preparativos para que ele siga sua nova jornada e encontre o merecido descanso para que,  juntamente com outros Iluminados, possa inspirar-nos a ter pelo menos um pouco do seu modelo de vida. De certa forma, por ser hoje Dia da Independência da Bahia que se torna cada vez mais dependente do sistema perverso implantado no nosso País, meu amigo Miguel Barbosa tem, sim, motivos para comemorar esse dia. O primeiro é a certeza de ter cumprido sua missão aqui na terra como motivo de orgulho para todas as pessoas do seu círculo! Depois, será a certeza do encontro do merecido descanso no Jardim Celestial. E, por último, a libertação física dos incômodos certamente sofridos pela não compreensão às vezes, da sua natureza conciliadora, para mim, uma das suas maiores qualidades. Sentiremos muita falta da sua figura bem paternal de semblante sério sem deixar de ser alegre, do seu recatamento e da sua presença certa nos finais de tarde, sentado na calçada em frente à sua casa, aproveitado a sombra das tardes quentes. Uma cena que nunca sairá da minha memória. Um grande abraço a toda família e gostaria de fazer a você, amigo Miguel Barbosa, um último pedido: depois que a "poeira celestial", levantada pela alegria da sua chegada aí no Paraíso baixar um pouco,  pede aos seus amigos Iluminados que olhem por nosso Brasil e principalmente pela nossa Bahia, para que, o dia 2 de julho volte a ser comemorado por nós, por dois motivos: o primeiro, a reconquista da verdadeira Independência da Bahia. E o segundo, o aniversário da sua partida ao encontro do Pai e a certeza da sua evolução Espiritual! Grande abraço e um "até breve"! Esteja sempre com a Luz Divina meu amigo! 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Respostas que podem dizer muito..., ou não!

Nessa minha renitente insônia de hospital, estive hoje, às 4 da manhã, relembrando alguns lances das campanhas políticas para Presidente do Brasil, ano passado. Uma cena gravada e exibida no horário político da Presidente Dilma, numa cidade acho que do Nordeste, ela, com seu indefectível terninho vermelho, cumprimentando as pessoas e eis que de repente, não mais que de repente, surge da multidão uma mulher que consegue se aproximar da candidata e manda-lhe a pergunta na lata: "Dilma, quer casar comigo"? e abraçou e beijou a idealizadora da Pátria Educadora que, educadamente, respondeu com um sorriso: "Eu já sou casada..."!! E é justamente aí nesse ponto que me detenho: "casada" com quem? A cena sugere que, como todo bom e demagogo político, a frase fosse completada assim: "Eu já sou casada... COM O BRASIL"!! Era o de se esperar. Acho que de todas as falas da Presidente, essa foi a mais centrada de todas, por tê-la deixado incompleta. Se ela usa a lógica da demagogia, teríamos hoje um quadro mais ou menos assim: de um lado, 51 milhões de brasileiros que a deixaram plantada no altar, esperando para a realização do (tenebroso) matrimônio! Do outro lado, 53 milhões de brasileiros ostentando o famoso e humilhante "chapéu de vaca", por terem sido traídos descaradamente, já no terceiro dia de casamento. Com a agravante de não ter havido nem lua-de-mel!! Se analisarmos por esse prisma, podemos nos orgulhar de encabeçar outro ranking mundial, além daqueles velhos conhecidos (País com o maior custo, menor índice de alfabetização, menor retorno de impostos recebidos, etc., etc.), o do único País no mundo com a maior "manada de touros", pra ser bem redundante!! De recorde em recorde a gente chega lá. Ah! Vamos todos agora plantar mandioca!  Quem sabe outra "manada" não caia nela, hein? "Ôxe, pé de pato mangalô trêis vêiz"!!