sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quanto vale sua saúde?

"Somos um País Continental, somos a oitava economia do mundo, fazemos parte do BRICS, somos referência comercial na América do Sul, somos referência no combate à AIDS..., blá blá blá"! Podemos até ser referência no combate a essa doença. Em contra partida, enquanto o mundo diminuiu em 11% os casos de infecção, no Brasil, a "referência no combate", o índice de contaminação aumentou em alarmantes 25%!! E o mais alarmante, segundo o especialista ouvido hoje pela jornalista, é que a maior população infectada hoje é de jovens entre 15 e 19 anos. Segundo ele, por não terem vivido o período negro da doença (décadas de 80/90), "eles acham que é uma doença crônica, controlada..." Daí se descuidam. Mudando um pouco: por que será que do nosso Continente apenas os chilenos têm entrada assegurada nos Estados Unidos? Já que nosso vizinho "não é referência" em nada, por que o livre acesso a um País dominado pelo temor de ataques terroristas? Vamos combinar: nem no futebol somos mais referência! Aliás, somos: qualquer comentário sobre uma goleada daqui a cem anos estará o Brasil na berlinda. Tudo que diz respeito ao "7", será motivo de piada e trazida para a "Seleção Pardalzinho"!! Senão vejamos: os 7 pecados capitais, os 7 dias da semana, a "conta do mentiroso" - número 7 -, os anões da Branca de Neve, etc., etc. Enfim, tudo que tiver o "7" como referência negativa, lá estará um engraçadinho a lembrar da goleada histórica. Mas o que me deixou impressionado hoje, ouvindo a rádio Band FM/Bahia, foram uns dados divulgados pela apresentadora: a saúde na Bahia investe por dia no cidadão a "estratosférica" quantia de R$-0,75 (Setenta e Cinco Centavos)!! Existem cidades ou regiões do Estado, segundo a matéria da rádio, que esse valor chega a R$-0,46 (Quarenta e Seis Centavos)!! A reportagem concluiu informando que a média nacional é de R$-3,53 (Três Reais e Cinquenta e Três Centavos) por dia, para cada cidadão! Aí eu pergunto: como os governantes esperneiam quando falam dos gastos monstruosos com a saúde se o que é mais importante, a PREVENÇÃO, é relegada a quinto plano? Como desafogar os hospitais se os postos de saúde, que eram para cuidar da Atenção Básica da população, não funcionam e quando funcionam parece que andam de muletas? Sabemos que muitas prefeituras se desdobram para manter os postos funcionando, mas nem sempre é possível. Como evitar que o HGE mais pareça um depósito de pacientes (e graças a Deus os profissionais que lá trabalham fazem milagres!) se por um dedo fraturado ocorre a transferência do interior para a capital, não raras vezes? O hospital de Mairi levou meses com um aparelho de Raios X moderno, sem funcionar, por falta do técnico que o instalasse!! A SESAB quando compra esses equipamentos já deixa tudo acertado para que o fornecedor do equipamento providencie também sua instalação. Acontece que a própria SESAB cochila e as ocorrências que pareciam simples, complicam-se. As fotos abaixo mostram um hospital muito bom, do ponto de vista técnico e de material humano. Inaugurado a cinco anos, os pacientes são levados do térreo para o 3º ou 4º andares de cadeiras de rodas, SUBINDO OU DESCENDO ESCADAS!! Acreditam? É comum pacientes entrarem em desespero por causa do improviso e a exploração dos funcionários que têm de "se virar" para levar o paciente com todo cuidado possível para não acontecer uma tragédia. Já pensaram uma cadeira com um paciente pesado, escapar das mãos dos funcionários, descendo do 4º andar, por exemplo? Se tem elevador? Tem!! QUATRO!! QUATRO elevadores sendo dois minúsculos, que devem ter sido instalados para "conter despesas"!! Ah!! Quando acontece um óbito nos andares de cima, não me pergunte como o corpo é transportado!! É por essas e outras que sua saúde, na Bahia, quando muito, vale R$-0,75 (Setenta e Cinco Centavos) por dia!! Vejam que estrutura maravilhosa mas que os gestores estão jogando-lhe no lixo, pra variar. Faço uma ressalva aqui: trabalho na SESAB desde 1992. O caos é o mesmo desde sempre. Pelo menos, nesse ponto, o PT não pode levar a culpa sozinho. Quer um exemplo? O Hospital Clériston Andrade, de Feira de Santana, NUNCA funcionou a contento. Sempre esteve sob intervenção da SESAB e nem assim funcionou de forma satisfatória. Se eu fosse supersticioso, acharia que tem uma "cabeça de burro" enterrada no lugar da Pedra Fundamental.






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