quinta-feira, 7 de novembro de 2013

As Peripécias de Justino!

Era uma vez, num reino muito distante, uma Rainha dava à luz um belo menino! Tão branco quanto a neve que caía por quase todo o ano no seu reino! Foi a maior festa já vista naquelas lonjuras da Terra. O Rei não cabia em si de tanto contentamento! Afinal, após quatro tentativas frustradas de ter um filho, sua Raínha o presenteara com o Herdeiro Real! O pequeno futuro Rei crescia com saúde e o vigor dos homens do seu reino, fortes e vigorosos lenhadores. Até algumas guerras por disputas de reinados menores foram adiadas porque no Reino de Ontárius era só comemoração. Um súdito mais puxa saco trazia melancias para presentear o Principe, outro trazia sacas de feijão, etc., até que o Rei se aborreceu e deu ordens para que a Guarda Real enfiasse todos os presentes "naquele lugar" de quem os trouxesse. Nisso vem um súdito com uma carga de bananas da terra, grandes e brilhantes, cultivadas, segundo ele, especialmente para oferecer a Vossa Majestade. Cumprido as ordens reais, os guardas começaram a socar as bananas ainda de vez no sujeito que, apesar do desconforto, gargalhava a plenos pulmões. Os guardas intrigados lhe perguntaram o porquê da risadaria e ele falou que estava rindo imaginando o vizinho dele que estava vindo com duas cargas de abacaxi...!!! Assim era o Reino de Justino! Enquanto crescia, Justino percebia que fazendo macaquices todas as crianças riam a não poderem mais. Muito esperto, Justino começou a fazer as papagaiadas e cada vez que a molecada ria ele cobrava uma moeda. Claro que tinham de pagar!!! Justino cresceu e descobriu que cantarolando qualquer música, também fazia os da sua idade se descabelarem. Justino então pede ao Rei, seu pai, que lhe compre uma máquina que reproduza o som de uma orquestra para que ele sozinho pudesse cantar para seus súditos. De posse da "máquina mágica", Justino começa a visitar os reinos vizinhos, até descobrir que longe, muito longe, existe um cabra que se acha Rei e que domina um lugar que ele também acha que é um reino. Resolve pedir ao seu pai para marcar uma apresentação dele nesse reino esquesito, já que o cabra que parecia rei estava muito rico. Foram acertadas as visitas de Justino a esse Quase Reino e o moço resolveu testar sua popularidade: arbitrou o preço que cada vassalo pagaria para lhe ouvir e ver cantar com a "máquina mágica". Informaram-no que a população do Quase Reino pagaria o que ele pedisse. Por curiosidade, perguntou o nome do Quase Rei do Quase Reino. Veio a resposta: "Sua Majestade, D. Molusco da Silva, o grande "Nove Dedos"!! Justino, perplexo com o alcunham perguntou ao seu pai porquê tal apelido tão esdrúxulo e o rei lhe respondeu que era porque, além de não saber ler os Tabernáculos o Quase Rei do Quase Reino só sabia contar até nove. Por isso, para nunca mais trabalhar, mandara cortar-lhe o dedo mindinho esquerdo. Pensando em tirar proveito do povo do Quase Reino, Justino resolveu fazer apresentações cheias de labanças porque descrobrira que, além de tolos os habitantes do Quase Reino eram cegos. Tinham um Quase Rei que mantinham por muitas luas e que esse Quase Rei empossou em seu Quase Trono uma Quase Bruxa escolhida a dedo, não o mindinho esquerdo, claro, para continuar passano a idéia de que seu Quase Rei ainda era o mesmo poderoso Quase Rei que quase saiu do Quase Reinado. Depois de fazer todas as traquinagens inerentes à tenra idade, Justino volta com sesu alforjes de couro canadense abarrotados de moedas previamente trocadas pelas do seu Reino, pois também lhe informaram que a moeda do Quase Reino valia Quase Nada!! Antes de se despedir dos seu adoradores, Justino, como todo adolescente, deu dedo (símbolo fálico) às pessoas, saiu a comprar prostitutas, bebeu muito, fumou "lasquinhas de folha", lambuzou muros, foi expulso da Hospedaria Copacabana Palace, enfim, fez uma farra da qual jamais esquecerá. Nós, seus súditos, ficamos ansiosos aguardando a próxima música de sucesso para que ele possa nos honrar tanto com sua presença como com suas traquinagens reais. Vai com Deus, Justino, meu Bebê!! Volte um dia para nos batizar de vez com o nome do vosso reino: "Ontárius"!! Oh Glória!!!

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