quinta-feira, 28 de novembro de 2013

"Pé Na Cova" em São José do Jacuípe?



Série da Globo deve ter sido inspirada em São José do Jacuípe, infelizmente!
Parece uma piada mas é muito sério. Ouvi hoje cedo matéria de uma rádio de Capim Grosso sobre a situação desesperadora enfrentada pelos moradores de São José do Jacuípe, na hora de enterrar seus mortos. Simplesmente não cabe mais ninguém no cemitério. Em entrevista à rádio, o coveiro confirmou que, para enterrar alguém tem que se retirar os restos mortais de outro morto. Já descobriram até três caixões sobrepostos. Ou seja, para poder enterrar alguém, ao invés de cavar a cova normal, cava-se uma cova mais rasa pois se tem a certeza de que há ouro caixão na profundidade correta. Isso é alarmante e muito grave, inclusive porque existe uma norma para se enterrar pessoas em covas, que orienta e explica as razões para a fundura mínima. Quando se enterra um defunto em cova rasa a probabilidade de contaminação do solo é muito grande. Por conta disso a Vigilância Ambiental  faz inspeções também em cemitérios para prevenir que a população não sofra as consequências de um sepultamento inadequado. A denúncia é séria e o coveiro foi enfático nas suas afirmações: "não tem condições de se enterrar mais ninguém"! E o outro lado da história dá conta de que existe um terreno ao lado do cemitério que foi comprado pelo município para fazer a ampliação. O vereador Quinho, falando ao repórter, deu conta de que o terreno foi comprado em fevereiro deste ano. Segundo o edil, bastam apenas três paredes do muro, já que a quarta parede é do próprio cemitério. O vereador ainda denuncia que o Secretário da Administração informou que foi feita uma licitação e que a planta da obra(??) foi encomendada a um escritório de engenharia de Petrolina!!!. Será que para fazer três paredes de muro é preciso licitação e projeto? Sabemos que nas situações emergenciais existe a Dispensa de Licitação, exatamente para que sejam puladas aquelas etapas burocráticas que uma licitação necessita. E ao que parece, em São José do Jacuípe existe uma situação que dispensa qualquer licitação!! Agora, projeto para três paredes é um pouco demais! Qualquer pedreiro pode fazer essa "magnífica" obra. A outra informação que o vereador Quinho colocou é a permanente ausência da Prefeita na cidade! Segundo ele, esse mandato deve ser chamado de "mandato tartaruga", devido à inoperância da sua equipe. Segundo ele, a Prefeita leva quatro, até seis semanas sem aparecer na cidade. A parte realmente cômica da entrevista, foi quando o repórter convidou Quinho para irem à Prefeitura para tentar encontrar a Administradora do município. Disse:
"Será, vereador, que a gente encontra a Prefeita no seu Gabinete"? e o vereador, parodiando a propaganda dos Postos Ipiranga, respondeu:
"Sei não... Melhor perguntar no Posto Ipiranga"!!! Não resisti, dei boas gargalhadas pela presença de espírito do vereador e, como estava indo para Jacobina bem cedinho, na hora do programa, quase saio da estrada com o carro. Falando sério, inoperância e incompetência são uma coisa. Agora, desrespeito aos munícipes já é um pouco demais!! Morrer em São José? Melhor não!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E Viva a Classe Trabalhadora Brasileira!!

Estava assistindo ao noticiário da tv hoje à noite e vi parte de uma nova notícia, dando conta de que  a partir do próximo ano, se não me falha a memória, o motorista profissional que quiser renovar sua habilitação ou mudar de categoria, terá de fazer um exame toxicológico, com a finalidade de se detectar se o fulano usou substâncias entorpecentes nos últimos três meses. Os custos do tal exame correrão por conta do próprio candidato ou pela empresa, no caso desse estar empregado. É interessante o que as grandes cabeças pensantes fazem com os brasileiros, notadamente com quem efetivamente TRABALHA!!! É de deixar qualquer um indignado. Quando fui renovar minha habilitação há dois anos atrás, me perguntaram se eu exercia atividade remunerada, ao que respondi que sim, como todos sabem. Aí me meteram a mão no bolso para tirar mais R$-99,00 (noventa e nove reais), a título da necessidade de passar por avaliação psicológica, ou o famoso Psicoteste!! Convidei a funcionária para uma aposta: perguntei se ficássemos os dois na porta do SAC - Jacobina por uma hora, quantos carros com placa vermelha e quantos   com placa cinza (particular) passariam à nossa frente. Ela reconheceu que os automóveis seriam maioria esmagadora. Comentei então que, se um psicopata fizesse o exame de rua e as provas escritas e se fosse aprovado, estaria apto e autorizado a apegar um carro e ir pras ruas e estradas. Mais uma vez ela concordou. Aí lhe perguntei por que então, os motoristas profissionais que são um número infinitamente menor que os amadores, além de serem assalariados precisariam pagar para provar que não são "doidos"? Meio sem jeito ela desconversou com um "...é, olhando por esse prisma..."!! Agora vem novamente o tal "prisma", ou seja, quem é trabalhador precisará provar que não é drogado!! Isso é mais uma sacanagem com os trabalhadores que, como eu, têm culpa desse estado de coisas que há 13 anos estamos vivendo!! Certamente a classe realmente trabalhadora não tem as qualificações do José Dirceu que, mesmo preso, tem hotel(??) implorando para que ele "gerencie" uma de suas unidades, com um salário mixuruca de R$20.000,00. Com isso ficará livre da "gororoba" do presídio, devendo, eu disse devendo mesmo, apenas dormir sobre o catre. Sou brasileiro e aprendi a não chorar quado me fodem!!!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

República: Proclamação ou Golpe Militar?

O Brasil decididamente é o País do faz de conta! Todos nós passamos a vida inteira defendendo que o Marechal Deodoro da Fonseca foi quem proclamou a República!! A nossa História oficial nos ensinou assim. Não tem como não ficar envergonhado e fulo de raiva quando descobrimos que, por trás da História oficial tem outras histórias reais que não poderiam nem deveriam ser mostradas aos brasileiros! Por que os Governos nos tratam até hoje como idiotas ou dementes? A resposta é clara: porque não buscamos informações, não questionamos nem cobramos nada desses governos. Aí eles nos contam uma verdadeira historinha pra boi dormir e acreditamos piamente. Deodoro não proclamou República nenhuma!! Nesse dia, 15 de novembro, por causa de uma picuínha pessoal com um certo barão - os dois disputavam a mesma mulher - ele, Deodoro, que estava doente e acamado por conta do enfisema que contraíra, ao saber que o tal Barão , seu desafeto, seria empossado como o novo Primeiro Ministro, levantou-se, pegou um cavalo emprestado e, junto com militares que queriam derrubar o Imperador, montou e gritou "Viva o Imperador" e não "Viva a República", como publicaram e espalharam para a população. Foi, portanto, um Golpe Militar. O Imperador estava em Petrópolis quando essa lambança aconteceu. Portanto, indignado com a possibilidade de um desafeto seu assumir o cargo de Primeiro Ministro, Deodoro berrou "Viva o Imperador", numa defesa clara do seu grande amigo. A real História do Brasil nos conta que, por causa de uma dor de corno, haja vista que a tal senhora tinha claras preferências pelo tal Barão, o Marechal Deodoro levantou-se do seu leito não pra proclamar a República mas para defender seu amigo o Imperador, já que o tal Barão se alinhava com os militares golpistas.

Mensaleiros e Médicos Cubanos.

O Brasil, que clama por justiça, é o mesmo que joga a Justiça no lixo! Estava vendo uma reportagem sobre as prisões dos mensaleiros e, quando o José Genuíno chegou à Polícia Federal, manifestantes com cartazes gritavam palavras de ordem como "Genuíno, guerreiro do povo brasileiro"!! Aliás, o Brasil é o único País que trata ladrão e moradores de puteiro como Casa do BBB como celebridade! A expectativa é de que todos os condenados se  apresentem até o fim-de-semana. O difícil é acreditar no cumprimento total das penas impostas pelo STF. Uma coisa é certa: de agora em diante político ordinário certamente pensará duas vezes antes de cometer falcatruas a torto e a direito. Vamos aguardar para ver.

                                                                      ********** 

Outra coisa que me chamou a atenção foi a forma com que os médicos da Ilha foram hospedados na minha cidade. Cumprindo "determinações superiores" a médica que veio morar em Mairi, curiosamente não pode residir na casa dos médicos, mantida pela Prefeitura. A informação que obtive é a de que "los hermanos" não podem, em hipótese alguma, dividir moradia com médicos brasileiros(???)! Aí me vem aquela perguntinha que não quer calar: se a medicina de Cuba é tão maravilhosa, por que não permitir que nossos médicos troquem experiências e aprendam com seus colegas da Ilha? Como entender que Professores, por exemplo, fiquem separados, já que a história nos prova que a interação entre profissionais de uma mesma área é de grande valia, justamente porque com a troca de experiências, o conhecimento pessoal se agiganta? Será que o jornalista que levantou a lebre da formação de um "grupo guerrilheiro" nos cafundós do Brasil tem razão? Sinceramente, eu acredito cada vez menos no sucesso desse real tráfico de profissionais que aliás, nem sabemos se são efetivamente médicos, tendo em vista que não foram obrigados a prestarem exames para revalidação dos respectivos diplomas. Por que será que essa exigência foi dispensada? Por que será que a Dilma queria que o médico brasileiro revalidasse seu diploma, ficando mais dois anos após a conclusão do curso de medicina? O fato é que, se o médico se forma em universidade pública e tendo condições financeiras para pagar um curso superior em faculdade particular, a contrapartida deveria ser sim, a obrigatoriedade de servir ao SUS por, no mínimo, dois anos! Aí sim, não teríamos necessidade de contrabandear e escravizar profissionais de outros Países, como está acontecendo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

As Peripécias de Justino!

Era uma vez, num reino muito distante, uma Rainha dava à luz um belo menino! Tão branco quanto a neve que caía por quase todo o ano no seu reino! Foi a maior festa já vista naquelas lonjuras da Terra. O Rei não cabia em si de tanto contentamento! Afinal, após quatro tentativas frustradas de ter um filho, sua Raínha o presenteara com o Herdeiro Real! O pequeno futuro Rei crescia com saúde e o vigor dos homens do seu reino, fortes e vigorosos lenhadores. Até algumas guerras por disputas de reinados menores foram adiadas porque no Reino de Ontárius era só comemoração. Um súdito mais puxa saco trazia melancias para presentear o Principe, outro trazia sacas de feijão, etc., até que o Rei se aborreceu e deu ordens para que a Guarda Real enfiasse todos os presentes "naquele lugar" de quem os trouxesse. Nisso vem um súdito com uma carga de bananas da terra, grandes e brilhantes, cultivadas, segundo ele, especialmente para oferecer a Vossa Majestade. Cumprido as ordens reais, os guardas começaram a socar as bananas ainda de vez no sujeito que, apesar do desconforto, gargalhava a plenos pulmões. Os guardas intrigados lhe perguntaram o porquê da risadaria e ele falou que estava rindo imaginando o vizinho dele que estava vindo com duas cargas de abacaxi...!!! Assim era o Reino de Justino! Enquanto crescia, Justino percebia que fazendo macaquices todas as crianças riam a não poderem mais. Muito esperto, Justino começou a fazer as papagaiadas e cada vez que a molecada ria ele cobrava uma moeda. Claro que tinham de pagar!!! Justino cresceu e descobriu que cantarolando qualquer música, também fazia os da sua idade se descabelarem. Justino então pede ao Rei, seu pai, que lhe compre uma máquina que reproduza o som de uma orquestra para que ele sozinho pudesse cantar para seus súditos. De posse da "máquina mágica", Justino começa a visitar os reinos vizinhos, até descobrir que longe, muito longe, existe um cabra que se acha Rei e que domina um lugar que ele também acha que é um reino. Resolve pedir ao seu pai para marcar uma apresentação dele nesse reino esquesito, já que o cabra que parecia rei estava muito rico. Foram acertadas as visitas de Justino a esse Quase Reino e o moço resolveu testar sua popularidade: arbitrou o preço que cada vassalo pagaria para lhe ouvir e ver cantar com a "máquina mágica". Informaram-no que a população do Quase Reino pagaria o que ele pedisse. Por curiosidade, perguntou o nome do Quase Rei do Quase Reino. Veio a resposta: "Sua Majestade, D. Molusco da Silva, o grande "Nove Dedos"!! Justino, perplexo com o alcunham perguntou ao seu pai porquê tal apelido tão esdrúxulo e o rei lhe respondeu que era porque, além de não saber ler os Tabernáculos o Quase Rei do Quase Reino só sabia contar até nove. Por isso, para nunca mais trabalhar, mandara cortar-lhe o dedo mindinho esquerdo. Pensando em tirar proveito do povo do Quase Reino, Justino resolveu fazer apresentações cheias de labanças porque descrobrira que, além de tolos os habitantes do Quase Reino eram cegos. Tinham um Quase Rei que mantinham por muitas luas e que esse Quase Rei empossou em seu Quase Trono uma Quase Bruxa escolhida a dedo, não o mindinho esquerdo, claro, para continuar passano a idéia de que seu Quase Rei ainda era o mesmo poderoso Quase Rei que quase saiu do Quase Reinado. Depois de fazer todas as traquinagens inerentes à tenra idade, Justino volta com sesu alforjes de couro canadense abarrotados de moedas previamente trocadas pelas do seu Reino, pois também lhe informaram que a moeda do Quase Reino valia Quase Nada!! Antes de se despedir dos seu adoradores, Justino, como todo adolescente, deu dedo (símbolo fálico) às pessoas, saiu a comprar prostitutas, bebeu muito, fumou "lasquinhas de folha", lambuzou muros, foi expulso da Hospedaria Copacabana Palace, enfim, fez uma farra da qual jamais esquecerá. Nós, seus súditos, ficamos ansiosos aguardando a próxima música de sucesso para que ele possa nos honrar tanto com sua presença como com suas traquinagens reais. Vai com Deus, Justino, meu Bebê!! Volte um dia para nos batizar de vez com o nome do vosso reino: "Ontárius"!! Oh Glória!!!

Médico Cunano: Salário mínimo?

Depois, tem idiota que ainda defende p governo do PT, quando a gente fala que ele está traficando médicos(?) da Ilha de Fidel. Defendem a vinda desses profissionais(??) de saúde, sob a alegação de que o médico brasileiro não quer trabalhar. Pois bem: como o motorista trabalha com o caminhão sem pneus? Como a faxineira pode trabalhar sem a vassoura e o espanador? Como o Juiz pode trabalhar sem a caneta para despachar? Como um médico pode querer trabalhar sem os materiais mais básicos para o atendimento? Os médicos cubanos vão encontrar reais condições de trabalho? E a Língua, serão ou se farão entender pelos "cafundós" do Brasil que é pra onde primeiramente irão? Vejam esse comentário do Alexandre Garcia e tirem suas conclusões. Reparem no absurdo do pagamento ao médico cubano. Se você acha que a Dilma está agindo certo, parabéns!! Você também é um escravocrata!!


ttp://www.youtube.com/v/ybysrwqP-Wo?autohide=1&version=3&showinfo=1&attribution_tag=rTSWEHfRUAiQhHWf897WEA&autohide=1&autoplay=1&feature=share

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Vou Parar de Escrever"!

Vejam que texto interessante do Reinaldo Azevedo:


Chega! Vou parar de escrever para o bem do Brasil

Vou parar de escrever. Eles me convenceram de que sou o mal do Brasil.
Vou parar de escrever porque, assim, a imprensa será mais plural e tolerante. Vou parar de escrever porque, assim, se eleva a qualidade do debate. Vou parar de escrever porque, assim, ninguém mais será chamado de cachorro no colunismo pátrio. Vou parar de escrever para ninguém mais ser obrigado a me chamar de cachorro. Vou parar de escrever para que os mansos e doces continuem mansos e doces. Não é bom que eles se tornem ferozes porque, afinal de contas, eu tenho um blog hospedado na VEJA e uma coluna na Folha. Vou parar de escrever para não mais açular a paixão sanguinolenta dos cordeiros.
Se eu parar de escrever, os que me odeiam poderão cuidar, em suas respectivas colunas, da alta política. Então será possível perceber o seu diálogo com Maquiavel, com Tocqueville, com Rawls, com Burke, essa gente toda que ignoro em meus textos e que os levo a ignorar nos seus porque, infelizmente, são obrigados a me odiar — aprendi com Miriam Leitão que sou eu que os obrigo a isso.
Vou parar de escrever porque, se o fizer, é certo que o Brasil sairá ganhando. Se eu parar de escrever, a escola pública melhora. Na verdade, vai ser possível perceber que ela, como disse aquele sobre a saúde, já está “perto da perfeição”. Eu é que me nego a ver. Se eu não produzir mais nenhuma linha, os brasileiros, finalmente, serão tratados como gente nos hospitais e nos aeroportos. Haverá mais igualdade.
Não escrevendo mais nada, haverá mais investimentos púbicos e privados. O país poderá, finalmente, ser mais rigoroso com as despesas. Quando eu pendurar as chuteiras, a oposição, finalmente, encontrará o seu caminho. Quem a impede de organizar um discurso para enfrentar o PT, como é visível, sou eu. No dia em que eu não produzir mais nenhuma linha, os petralhas deixarão de existir. Nunca mais haverá um político justificando a roubalheira em nome de amanhãs sorridentes.
Quando eu não mais escrever, vai aumentar a qualidade dos empregos no Brasil, e crescerá também a renda média do trabalho. Quando os leitores não mais forem torturados pelos meus textos, haverá, então, um debate de qualidade, que é aquele, como se sabe, que se deve fazer entre pessoas que concordam.
Por Reinaldo Azevedo

Os Dois Lados da História!!

Uma filha do atual vereador Waldir Pires, contesta artigo publicado por jornalista que foi assessor de Ulysses Guimarães. Segundo ela, o jornalista tenta expor Waldir Pires à execração pública de forma completamente equivocada e conscientemente danosa. Pelo visto, jornalismo honesto não mais é feito nesse País! Veja a íntegra da carta:

TRIBUNA DA IMPRENSA ONLINE - 31.10.2013Filha de Waldir Pires responde a Jorge Bastos Moreno

An
a Cristina Pires Duarte

Que pena, Moreno, que você prefira insistir na sua versão de um lado.

Há muitos anos, um filme primoroso, Kramer versus Kramer, mostrou como é injusto tomar uma posição e mais injusto ainda (porque aí pode-se manipular) quando se tem o poder do acesso à massa da população.

Meu pai, graças a Deus, está vivo, lúcido, ativo, e em perfeitas condições de contar a história para quem quiser ouvir. Se eu fosse jornalista é o que eu faria – ouviria. Como filha, fica-me o gosto amargo de ter que ler, num jornal que é praticamente o único no Rio de Janeiro, uma nota como essa sua de hoje. Ela é injusta e inverídica.

Diferentemente do Dr Ulysses que inicialmente apoiou o golpe militar em 64, meu pai, professor de Direito Constitucional e Consultor Geral da República ficou junto com Darcy, Chefe da Casa Civil, em Brasília tentando que o Congresso não fizesse a sabotagem que fez declarando vaga a presidência quando o presidente João Goulart estava no Rio Grande do Sul para fazer a resistência .

Se Jango não fosse um humanista e um pacifista, se ele fosse inflado pela vaidade que infelizmente corrói muitos políticos, certamente teria tido um derramamento de sangue numa revolução DE FATO e não essa inventada pelos golpistas para parecerem democratas.

Com 11 anos eu viví intensamente a angústia daqueles dias, daquelas semanas, daqueles meses. Com 11 anos, eu não perdia uma só coluna do Cony. Era a forma de me sentir mais acalentada, de não me sentir tão sozinha e de acalmar a dor da incerteza do destino de meus pais. Eu tinha ficado em Brasília com uma tia porque já estava no exame de admissão e os boatos eram que meu pai e Darcy tinham sido mortos. Minha mãe e Berta Ribeiro (antes de conseguirem ir para o Uruguay) viviam escondidas, perseguidas e ameaçadas. A solidariedade era quase nenhuma porque o medo era enorme. Poucos foram os deputados que honraram a Constituição e reagiram quando o presidente da Camara, manietado, deu o golpe declarando vaga a Presidência da República. Alguns deputados, como Ruibens Paiva, foram heróicos tentando salvar companheiros perseguidos já naqueles primeiros dias. Outros, infelizmente, omissos, entre eles Ulysses.

Só no dia 2 de julho, dia da independência da minha terra, foi que me juntei aos meus irmãos ( todos menores e que tinham sido levados para Salvador para serem preservados), e fomos enfim autorizados – esse grupo de 5 perigosos cidadãos entre 11 e 2 anos – a sair do nosso país para encontrar nossos pais e começar longos anos de exílio.

Será que sabem o que é isso? Não! Só quem viveu sabe. Quem não viveu até chega a pensar que foi “uma boa” aprender espanhol e depois viver em Paris, falando francês. Não passa pela cabeça das pessoas o que é você não poder fincar raízes porque não sabe o que vai acontecer amanhã; o que é você não poder ou não querer se apegar a um lugar porque sabe que terá que deixá-lo; o que é você chorar ao ouvir e a ter que cantar na escola o hino nacional dos outros e pensar no seu; o que é você se sentir sempre um estranho no ninho.

Conto tudo isso para lhe dizer que acho que merecemos respeito. Que seria digno ter um pouco de consideração e não distorcer os fatos muito menos quando eles envolvem pessoas que viveram o que nós vivemos. Meu pai não é um político qualquer; ele é exemplo de integridade, desprendimento, retidão, luta, solidariedade e sobretudo completamente desprovido da vaidade que você INVERTE na sua versão.

Entendo que, como assessor de imprensa de Ulysses, você tenha ouvido reiteradas vezes o que narra, mas creio que como jornalista, com uma coluna tão lida, no jornal que é praticamente o único do Rio, você poderia ajudar a história fazendo um esforço de não ficar só com a sua versão mas tentar conversar com pessoas próximas aos 2 personagens citados, meu pai e Ulysses. Muitos ainda estão aí como o senador Pedro Simon, a Maria da Glória Archer (tão amiga de Mora), o Mino Carta, Dalva Gasparian (viúva e companheira política constante de Fernando) etc, etc,etc.

Como homem da imprensa, procure na imprensa os mapas dos resultados eleitorais daquela época e veja o quanto é esdrúxulo você dizer que “Waldir devia a Ulysses”. A Bahia, terra de Waldir, foi o ÚNICO estado onde Ulysses venceu. Todos os outros, com todos os governadores (inclusive o estado de Ulysses) tiveram um resultado desastroso.

Mas já era o esperado desde que aquela enxurrada de governadores e lideranças chegaram a Ondina para colocar para meu pai a necessidade do nome dele na composição da chapa majoritária. O partido precisava de fôlego já que Ulysses era irredutivelmente candidato. Waldir estava forte; tinha feito um admirável trabalho na Previdência e tinha tido a maior vitória entre todos os governadores do PMDB derrotando ACM com mais de um milhão e meio de votos de frente. O gesto de Waldir, abrindo mão do grande sonho de governar o seu Estado só se vê em pouquíssimos e ferrenhos idealistas. Portanto, quem devia a quem? Quem foi inflado pela vaidade?

Eu, Cristina, me sinto com todo o direito e o DEVER de dizer que não aceito essa deturpação. E digo mais, assim como existe política e politicalha, existe História e estória. A escolha depende da responsabilidade de cada um.

Até acredito que seja uma falha meu pai não “perder tempo” colocando os pingos nos “is” – preferir usar esse tempo “conversando” com estudantes, fazendo palestras (sempre gratuitas, é bom que se diga), cumprindo com honra e trabalho o seu mandato de vereador – porque acho que poucas pessoas podem narrar, quase 70 anos de vida pública do país com o conhecimento de causa, tendo vivido diretamente e intensamente cada um dos episódios históricos.

É admirável, é invejável, é uma lição e é um exemplo.


O Filho do Presidente!!

Uma resposta do filho do Ex Presidente João Figueiredo mostra que a FIFA e seus lacaios, há muito tempo queriam meter a mão no bolso dos brasileiros. João Havelange e Ricardo Teixeira são velhos "conhecidos" das polícias internacionais, Juízes e Promotores. Vejam o texto:

PAULO - Filho do Ex- Presidente Figueiredo

 
RESPOSTA A SEU AMIGO FLÁVIO!
          Flávio. De repente, hoje eu comecei a receber uma enxurrada de mensagens mencionando esta história.
Sou, evidentemente, o cara mais suspeito para tecer considerações sobre qualquer matéria que faça juízo de valor a respeito de meu pai, especialmente em atos do seu governo.
Mas sobre este episódio, especificamente, não posso me furtar a lhe dizer, e com certeza absoluta, que o que está relatado é totalmente verdadeiro.
Até porque, veja você, calhou de eu estar presente no mencionado encontro. Tinha acabado de vir do Rio, e fui direto para a Granja do Torto ver os meus pais, como eu sempre fazia assim que chegava em Brasília. Soube que o "Velho" estava reunido com o Havelange, no gabinete da residência. Como sempre tivemos com ele uma relação muito cordial, me permiti entrar para cumprimentá-lo e dar-lhe um abraço.
"- João e João! Esta reunião eu tenho que respeitar!", brinquei irreverente, dele recebendo um carinhoso beijo. (Havelange sempre teve o hábito de beijar os amigos). Ia, logicamente, me retirar, mas papai me deixou à vontade:
"- Senta aí, estamos falando de futebol, que é coisa que você adora".
Fui logo sacaneando: "Vocês já descobriram um jeito de salvar o Fluminense?" (risos - os dois eram tricolores roxos).
"- Ainda não, mas vamos chegar lá. Estamos conversando sobre Copa do Mundo..."
Filho, neste momento, o Havelange está me sugerindo realizar a próxima Copa do Mundo no Brasil e eu vou dar uma resposta a ele com o seu testemunho: “Havelange, você conhece uma favela do Rio de Janeiro? Você conhece a seca do nordeste? Você conhece os números da pobreza no Brasil? Com essa realidade, você acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol? Não vou! E, enfie essa tal de Copa do Mundo no buraco que você quiser, que eu não vou fazer nenhuma coisa destas no Brasil!
O Velho não concordava que o país despendesse quase um bilhão de dólares (valor abissal para os números daquela época) para tentar satisfazer o caderno de encargos da FIFA, principalmente diante do quadro de enorme dificuldade financeira que o Brasil atravessava. Uma situação cambial dramática, resultante de um aperto histórico na liquidez internacional - taxa de juros internacionais de 22% a.a, barril de petróleo a 50 dólares no mercado spot - agravada pela necessidade de se dar continuidade a um importantíssimo conjunto de obras de infraestrutura. Muitas delas iniciadas, diga-se de passagem, em governos anteriores, mas que não poderiam ser paralisadas por serem realmente de vital importância para a continuidade do nosso desenvolvimento.
Realmente, era contrastante com o que se fez (ou melhor, o que NÃO se fez) nos governos seguintes: várias hidrelétricas, começando por Itaipu - até hoje é a segunda maior do mundo, além de Tucuruí, Balbina, Sobradinho, todas com as suas gigantescas linhas de transmissão; conclusão da expansão de todas as grandes siderúrgicas (CSN, Usiminas, Cosipa e outras - que fizeram o Brasil passar de crônico importador para exportador de aço); conclusão das usinas de Angra 1 e 2; um programa agrícola que permitiu que ainda hoje estejamos colhendo os frutos da disparada de produção de grãos - graças à Embrapa, ao programa dos cerrados e ao programa "Plante que o João garante"; um salto formidável nas telecomunicações, até então ridículas; multiplicação da malha rodoviária - a mesma, praticamente, na qual hoje ainda rodamos, só que agora sucateada e abandonada; inauguração de dois metrôs: Rio e São Paulo; instalação de vários açudes no sertão nordestino; a construção de 2.400.000 casas populares, mais do que toda a história do BNH até então, e muito mais.
Isto é apenas o que eu me lembro agora, ao aqui escrever rapidamente. Em resumo: naquela época, o dinheiro dos impostos dos brasileiros, simplesmente, destinava-se ao desenvolvimento do país.
Mas, para concluir, já falando do presente: o que se está fazendo com o povo brasileiro é simplesmente criminoso. Só que a roubalheira na construção dos estádios é apenas a ponta do iceberg.
Só chamando um Aiatolá para dar jeito, mesmo.
Grande Abraço,
Paulo Figueiredo

Obs.: 1 - Paulo Figueiredo é filho do ex-presidente João Figueiredo. 
         2 - Por dever de justiça, é de se ressaltar que o Presidente João Figueiredo morreu pobre. Anos após morreu sua esposa, D. Dulce nas mesmas condições. Seu filho Paulo, hoje trabalha como qualquer mortal e nunca se teve notícia de qualquer negócio fantástico envolvendo seu nome, nem tampouco, que enriqueceu no governo do pai