quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"O SAMU melhorará o ensino", segundo Dilma!!!

Meus amigos, ter de levantar às duas da madrugada porque o colega de quarto não nos deixa dormir, tem suas compensações. Primeiro ato é ligar o lap top à internet (felizmente funcionando) e pesquisar. Passando pelo site da Veja, na coluna do Augusto Nunes, encontrei um artigo escrito por Celso Arnaldo falando dos discursos absolutamente prolixos da Presidente Dilma. Alguns dos trechos, além de prolixos, são patéticos. Vamos a alguns trechos com "sabias" explicações a respeito, inclusive do programa Mais médicos e a importante contribuição que o SAMU dará ao ensino...Ensino??? Segundo Dilma, sim!

"...Uma de suas maiores dificuldades, no campo da saúde, tem sido falar do antigo e valoroso Samu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ─ nome que, até ela assumir a Presidência, provavelmente evocava-lhe uma das estrelas aquáticas do SeaWorld.
Num de seus primeiros discursos examinando o sistema de saúde pública que dá gosto de ficar doente, ela resumiu a importância da sigla:
“Nós temos o Samu. Porque o Samu tem desempenhado no Brasil um papel fundamental, que é juntá toda a rede e olhá onde que tem disponibilidade e onde que a criança, ou o adulto, no caso, deve ser levado”
Ou seja: o Samu é um serviço de ambulância que leva o paciente para um hospital onde possa ser atendido".

"...
Esta semana, os oráculos de tanta sabedoria foram as rádios Nordeste Evangélica AM e 96 FM, do Rio Grande do Norte. E uma única resposta de cerca de três minutos, fragmentada a seguir, equivale a um laudo de morte encefálica.
A repórter questiona a presidente: além de mais médicos, existem planos de equipar as unidades de saúde do interior de estado, que é o que mais interessa aos entrevistadores, com um mínimo de infraestrutura? A Dra. Dilma faz um prognóstico que dá ainda mais gosto de ficar doente:
“Existe, sim, Tereza, existe. Nós estamos investindo tanto na reforma como na ampliação de postos de saúde, como também na construção de novos. A melhoria dos existentes é fundamental. Se você tem uma estrutura dada, uma infraestrutura dada, você tem… antes de você pensar que você vai ampliar, você tem de melhorar e ampliar essa estrutura”.
Ou seja: mesmo o que é já ótimo pode ser melhorado.
O doente abriu os olhos, resfolegou, mas não sentiu firmeza e voltou a requerer cuidados. Mas a Dra. Dilma insiste no tratamento incipiente de choque:
“Essa é uma questão fundamental para nós: primeiro você melhora e amplia, e paralelamente, você constrói novos, mas tem de manter o que você tem”.

Reparem essa:

"...
Ok, Dra, mas como estão os sinais vitais do paciente?
“Ao mesmo tempo, nós estamos construindo 17 UPAs… construindo, não, desculpa, tem hoje aqui 17 UPAs. Dessas 17 UPAs, que são importantes, 4 existem, 2 em Mossoró, uma em Natal e uma em Macaíba, e 13 estão sendo construídas, e serão cada vez mais… e isso permitirá melhorar cada vez mais o ensino”.
UPA lá, lá ─ melhorar o ensino? Mudando de assunto, por onde anda o Samu? Nas palavras encorajadoras da Dra. Dilma, já foi convocado, para “juntá toda a rede e olhá”:
“Para você ter UPAs, é importante que você tenha o Samu. Por que é? Porque o Samu, ele leva as pessoas para onde tem disponibilidade de leitos no tratamento de uma emergência, e depois, se é mais grave, ele transporta para o hospital”.
O Samu da Dra. Dilma faz mais piruetas que a quase homônima criatura do SeaWorld. Primeiro, a ambulância leva os doentes para um estranho lugar ─ onde se tratam emergências em leitos hospitalares, embora não seja um hospital. Se a emergência for grave ─ e no Brasil de Dilma até as emergências são saudáveis ─ aí o Samu vai bater à porta de um hospital de verdade, pressupondo que miragens de branco existam em todos os municípios brasileiros.
Não ficou claro? Ninguém explica Dilma melhor que a Dra. Dilma, que, em sua tese de doutoramento, defendeu a ideia de que pronto atendimento e emergência médica são a mesma coisa:
“Porque a cadeia é assim: primeiro, o posto de saúde, onde você faz o atendimento preventivo, o básico, mede a pressão, vê como é que está a situação do diabetes, controla o remédio etc. Depois você tem um serviço de emergência e de urgência que é a UPA, que é uma Unidade de Pronto Atendimento, que você pode tratar uma emergência assim: a pessoa teve um início de um infarto, você pode começar a tratar na UPA. Agora… e aí ela só vai para hospital quando é caso, de fato, de internamento duradouro”.
Ok, Dra., mas o Samu fica na porta da UPA esperando o paciente saber se é um princípio de infarto ou um infarto duradouro? A resposta é tão clara quanto o azul de metileno:
“Então, o Samu, essas ambulâncias, elas são essenciais, elas que te permitem levar de um lugar para outro”.

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