sexta-feira, 7 de junho de 2013

Breve Resumo.

Meus amados, estive meio distante d'ocês porque estava sem internet em casa (Salvador). Do trabalho, apesar do nosso (des)governador estimular nos sites oficiais o compartilhamento nas redes sociais, está sempre bloqueado o acesso para os da parte baixa da pirâmide. Aliás, isso com a petralhada não é novidade.
Atualizando:
1 - Gostaria de agradecer aos amigos que me deram o prazer dos seus abraços (e presentes, hehehe) no sábado passado, quando comemorei os quase 60. Espero que tenham gostado da carne servida. Peço desculpa pela magreza da mesma. É que com essa seca os gatos também não acham muita coisa pra comer...(???)

2 - Eis que a FIFA desde o início dessa semana mandou "fechar" algumas ruas de Salvador! A coisa tá tão escancarada que as matérias de rádio e Tv dão conta de que foi realmente a FIFA quem determinou tais interdições. Imaginei que a entidade mor do futebol mundial solicitasse do governo do estado, da Prefeitura..., mas não: ELA DETERMINOU! E como todo bom tupiniquim deslumbrado...

3 - E o nosso famoso "bolinho de feijão" vai poder ser vendido nas imediações da tal Arena!! Sabem quem foi buscar a briga, no bom sentido, é claro? O Governador! Você respondeu? Necas de pitibiriba!! A Associação das Baianas de Acarajé é que foi lá peitar os poderosos! Quer melhor argumento do que  o nosso Acarajé ter sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, por reconhecer sua importância na cultura baiana? E foi no dia 1º de dezembro de 2004 que foi registrado o título de "Ofício da Baiana do Acarajé"! E a FIFA tinha conseguido, com a aquiescência dos moleques que governam a Bahia, jogá-lo na lata do lixo, juntamente com a nossa cultura. Um afronte. Deve ter sido exigência do Mc'Donalds, lanchonete oficial da tal Arena. Vou me despedindo por hoje, deixando-os com água na boca. A foto e o texto abaixo são do site Palmares Fundação Cultural."Bon apettit"!


Foto: Daiane Souza/FCP
Yayá do Acarajé


Por Joceline Gomes
Com uma massa feita de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite-de-dendê, o acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira. Vendido nas ruas de Salvador desde o fim da escravidão, tornou-se um símbolo da Bahia, assim como as baianas que o preparam.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a importância cultural dos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé, e registrou o “Ofício da baiana do acarajé” como Patrimônio Nacional no dia 1º de dezembro de 2004.
Sagrado – O acarajé é uma comida ritual da orixá Iansã. O termo surgiu da junção de duas palavras: Akàrà, que significa “bola de fogo”, e “jé”, comer. Considerado uma comida sagrada pelas baianas, a receita não pode ser modificada e, originalmente, deveria ser preparada apenas pelas filhas de santo de Iansã.

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