terça-feira, 28 de maio de 2013

Quantas máscaras ainda cairão?

Não vou falar nada!! Vou apenas reproduzir a coluna do Augusto Nunes de Veja.

21/05/2013
às 16:52 \ Direto ao Ponto

A presidente reconhece que foi desumano e criminoso o que o PT fez com os eleitores do Bolsa Família em 2006 e 2010

Dilma Rousseff, quem diria, acertou uma: é mesmo “desumano”e “criminoso” assustar os brasileiros cadastrados no Bolsa Família com boatos inquietantes. Segundo a própria presidente, portanto, foi desumano e criminoso o que fizeram nas eleições de 2006 e 2010 os militantes do PT e seus comparsas alugados.
Para prejudicar os candidatos oposicionistas Geraldo Alckmin e José Serra, espalharam que ambos, se fossem vitoriosos, extinguiriam sumariamente o maior programa oficial de compras de votos do mundo. Quem fabrica dossiês infames a cada eleição deve achar que a difusão de falsidades é pecado venial.
Como se viu neste sábado, os fregueses do Bolsa Família acreditam em qualquer vigarice. Essa é a notícia ruim. A boa é que agora também acreditam que o governo Dilma é capaz de tudo.

Os Bobos da Corte!!

Reparem nesse post do Reinaldo Azevedo, de veja.com. Essa senhora "alinhada" será mesmo uma carente da assistência do Bolsa Família? Clique no link abaixo. Se não funcionar, copie e cole no seu navegador.

28/05/2013
às 5:53

Vocês têm de ver isto e espalhar país afora para o debate: são 30 segundos que resumem o Brasil. A sociedade tem de fazer isso porque as oposições têm medo de falar com quem paga a conta!

Quero que vocês vejam este vídeo, bem curtinho. Esta senhora que fala aí é uma assistida do Bolsa Família lá de Fortaleza. São só 30 segundos. Mas eles resumem o Brasil que aí está e também apontam para um futuro — não muito promissor. Assistam. Volto em seguida.


 http://youtu.be/6LZtz_TjM9c


 Voltei
Escrevi ontem à noite um post sobre a irresponsabilidade dupla da Caixa Econômica Federal — que alterou o sistema de pagamento do Bolsa Família sem avisar ninguém e depois negou que o tivesse feito, sendo desmentida por reportagem da Folha — e das autoridades do governo federal, que saíram a acusar ou as oposições, caso de Maria do Rosário (a ministra dos Direitos Humanos, de inumana compreensão), ou um complô conspiracionista, sugerindo que, no fundo, seriam mesmo as oposições: José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e aspirante a disputar o governo de São Paulo pelo PT, e Dilma Rousseff. A governanta classificou a boataria sobre o Bolsa Família de “desumana e criminosa”. Tudo não passou de uma trapalhada da Caixa Econômica Federal, pela qual se desculpou Jorge Hereda, presidente da instituição. Só desculpas?
Pois é… O que antes era “desumano e criminoso” não merecerá da soberana, pelo visto, nem mesmo um puxão de orelha. Cardozo continua em busca de um bode expiatório. Quem sabe apareça alguém para confessar, não é?, e se descubra, então, que ele é vizinho da tia da cabeleireira que vem a ser prima da cunhada da faxineira do secretário-geral do PSDB de Arapiraca… É ridículo! Mais do que o boato do fim do Bolsa Família, o que se espalhou como rastilho de pólvora foi a informação de que havia uma graninha a mais na CEF, um bônus. As pessoas que lá iam constatavam: havia mesmo! Aí, meus caros, foi o que se viu… Como pergunta Silvio Santos — numa indagação que, suponho, toca universalmente o coração e o intelecto: “Quem quer dinheirooo?”. No post em questão, destaquei também o ar robusto, primaveril mesmo em alguns casos, dos assistidos do Bolsa Família. O valor médio do benefício pago a cada família está aí na casa dos R$ 150. Muita gente recebe menos, mas há quem receba mais: nunca menos de R$ 32, nunca mais de R$ 306 — é o que informa o governo. Muito bem. Agora volto à assistida do vídeo que está lá no alto. A entrevista foi concedida ao Jornal Nacional de sábado. Reproduzo a sua fala, uma das maiores contribuições jamais prestadas à compreensão sociológica destes dias.
“Eu fui na lotérica, como vou de costume, fazer um depósito na poupança do meu esposo. Fui depositar o dinheiro. Como eu já estava lá, eu tinha de ir fazer isso, eu aproveitei, levei o cartão e tirei o meu Bolsa Família. Quando eu tirei, saiu (sic) os dois meses”.
Entendi. Ela foi depositar, como faz habitualmente, um dinheiro na poupança do marido, certo? Já que estava lá, levou o cartão do Bolsa Família e pimba! Saíram os dois meses de uma vez só. Ai, ai, ai… Longe de mim querer cassar o benefício da distintíssima senhora Diane dos Santos — e espero que ninguém pegue no pé dela. Mas me parece que alguém que tem dinheiro para fazer poupança não precisa do… Bolsa Família, certo? Reitero: acusarei aqui perseguição caso queiram lhe cortar o benefício — porque, é fato, como ela, há uma legião, há milhões hoje em dia. O problema não é ela, mas o programa. Eu até confesso uma certa simpatia por Diane, uma brasileira brejeira, com o cabelo arrumado, brincos, pele boa… Ela desmoraliza os delírios dos bem-pensantes sobre o atavismo da fome no Brasil, que faz o coitadismo que embala as ideias de reparação social da esquerda universitária. Ela não! É, reitero, distinta! Ela nem fala “marido” — deve achar meio grosseiro. Prefere, como Daniela Mercury, mas mudando o gênero, a palavra “esposo”.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Que venham os 60!!!




Amanhã estarei completando 59 anos! E podem acreditar: vou comemorar muito! Não é todo dia que se alcança a casa dos 60 com saúde (espero, he he), bom humor e feliz da vida! Já estou ansioso para que chegue o 23 de maio de 2014. Quero só ver como serei tratado nesse Brasilzão de meu Deus. Brincadeiras à parte, gostaria de compartilhar com vocês esse momento de expectativa e também de retrospectiva. Quero emplacar os 60 sem "débitos" para comigo mesmo. Agradeço a Deus pelos pais que tive, pelos irmãos que tenho, pelas mulheres que me amaram e me odiaram, se o conseguiram um dia, agradeço às pessoas que me fizeram caminhar em direção ao amadurecimento, muito embora eu ache que, no máximo, estou "de vez", porque se amadureço estou por um triz para cair da árvore. Não!! Ainda tenho muitos erros a cometer, muitos acertos a comemorar e sobretudo muitos amigos a conhecer para admirar poucos e me decepcionar com muitos como, aliás, acontece na minha vida desde sempre. Ainda bem que não preciso ficar me policiando o tempo todo: quem é ordinário não consegue enganar por muito tempo. Ainda bem! Sei que ainda vou chorar muito mas peço ao Pai que permita não ser esse choro de dor. Teria até algumas sugestões para o Altíssimo: 1) Que eu chore de emoção ao abraçar minha filha Ariane Berger; 2) Que eu chore de alegria ao reencontrar meus amigos do Paraná, do Piauí e de São Paulo e de todos os lugares por onde passei; 3) Que eu veja minha outra filha Raphaela na plenitude da sua labuta;4) Que eu chore ao ver a caçulinha fazendo novos discursos como o que ela fez na sua formatura; 5) Que meu filho Cassimiro continue seguindo em direção à pessoa maravilhosa que ele está buscando conseguir ser e já está pertíssimo! Quero pedir desculpas às pessoas que um dia magoei. Espero que entendam que quando garoto cacei de estilingue pequenos passarinhos. Ignorância!! Pura ignorância! E aos ignorantes não se deve imputar nenhuma pena. Mas se quiserem me condenar assim mesmo, que me condenem a viver prisioneiro nos seus corações. Verão que não farei bagunça. Já estou de cabelos grisalhos e quero ver também qual será a reação dos jovens sentados nos bancos dos coletivos destinados aos da Terceira Idade, Melhor Idade... Esse troço aí. Certamente vou rir muito ao perceber que a minha presença causará bastante sono a esses moleques! Eu confesso que essas hipóteses me fazem rir, até porque não pareço ter 59 ou 60 anos. Sou moleque demais para entrar nessa faixa etária. Será que se eu pedisse ao Altíssimo ele me mandaria para meu quarto "Ponto de Restauração do Sistema"? Foi exatamente aí que fiz o "download"  de uma pessoa maravilhosa para meu coração e gostaria de ter esse lance "reiniciado". Esse "arquivo" se chama Maria Amélia, não é tão grande, mede mais ou menos 1,63 m, e é absolutamente ligth, sem o vírus do mau humor, da maledicência, etc. É meu "arquivo" preferido para ir comigo no "pen drive" imaginário que coloco no lado esquerdo do peito para pulsar sempre junto e conectado com meu coração. Então, por essas e outras é que digo: "Que venham os 60, 70, 80, sei lá..." O certo  é que para cada ano somado à casa dos 60 vou soltar fogos e correr feito menino, tomar banho de chuva como fiz no ultimo domingo, deixar a barriga crescer um pouco mais, vestir-me de forma "casual": bermuda velha sem passar ferro e camiseta toda furadinha. Quem se importará? "É só um velho", dirão alguns. E aí é que encontrarei motivos para alimentar meu bom humor e sacanear com esses possíveis tolos. Grande beijo e que eu tenha muitas felicidades. Parabéns para mim, afinal o aniversário é meu! Certo? 


terça-feira, 21 de maio de 2013

Joaquim Barbosa precisa do apoio de todos!!

Olha o que o Presidente da OAB-Pr deseja para o Brasil!!
(Matéria do Correio do Brasil)


Barbosa ‘será destruído’ pela mídia conservadora após julgamento da AP 470

 Voltei: -Sentimos muito sr. Presidente da OAB Seccional Paraná, Dr. Juliano Breda! Como parece que o senhor quer fazer par com Dias Toffoli e Lewandowski, não vai adiantar o mau agouro. Os ímpios é que serão destruídos pela sociedade. Não se engane: esse País está se transformando numa gigantesca panela de pressão abandonada ao sabor das labaredas. A explosão é iminente. E junto com o Dr. Juliano, mais Petralhas com medo de perder a teta. Leiam abaixo:

Joaquim Barbosa
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, Juliano Breda disse, nesta segunda-feira, em ato político pela criação dos Tribunais Regionais Federais (TRFs), em Curitiba, que é impossível travar diálogo inteligente com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa.
– O ministro Joaquim Barbosa é uma pessoa com qual nenhum diálogo inteligente pode ser travado – afirmou Breda para o auditório lotado de líderes políticos e empresariais daquele Estado.
Ao término do discurso, o presidente da OAB-PR foi ovacionado pelos presentes ao assegurar que o presidente do STF não entende nada de Direito.
– Nós todos sabíamos que o ministro Joaquim Barbosa não sabia nada de Direito. Hoje nós descobrimos que ele não sabe nada de organização judiciária no país – afirmou.
Juliano Breda garantiu, ainda, que a mídia conservadora no país vem poupando Joaquim Barbosa para que ele cumpra as sentenças impostas aos réus na Ação Penal (AP) 470, no julgamento conhecido como ‘mensalão’. Ao término da ação jurídica, Barbosar será “absolutamente destruído pela imprensa brasileira, e com muita razão”, afirmou o advogado.
Na Câmara
As críticas a Barbosa não terminaram por aí. Ainda nesta segunda-feira, o presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), classificou como “lamentáveis” e “desairosas” as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, a respeito dos partidos políticos brasileiros e da relação entre os poderes Executivo e Judiciário. Vargas criticou o presidente do Supremo que, segundo ele, tem desrespeitado as instituições.
– O que ele [Joaquim Barbosa] vem fazendo ultimamente é apostar na crise entre os Poderes. Ele é o fator de crise. Nós podemos dizer que hoje se há uma crise entre o Legislativo e o Judiciário esse fator se chama Joaquim Barbosa que não pode se comportar como tutor da sociedade e nem como censor do Congresso Nacional – disse.
Em uma palestra em um centro universitário em Brasília, Barbosa disse que o Congresso é “inteiramente dominado pelo Poder Executivo” e que os partidos políticos não têm “consistência ideológica e programática” e que eles são “de mentirinha”. Mais tarde, o presidente do STF divulgou nota na qual diz que não teve a intenção de criticar ou fazer juízo de valor a respeito da atuação do Legislativo e seus integrantes. No documento, o ministro alega que estava fazendo um “exercício intelectual em um ambiente acadêmico”.
Irritado com as declarações, o presidente em exercício da Câmara disse que Barbosa “não se dá o respeito” e “não está à altura” do cargo de presidente do Poder Judiciário. Ele lembrou que o presidente do STF recentemente destratou presidentes de associações de classe da magistratura por causa do que ele considerou um lobby pela aprovação no Congresso de emendas constitucionais para a criação de tribunais regionais.
– Não são as primeiras [declarações] lamentáveis que ele dá. Já fez isso com representantes do Judiciário, já fez isso com integrantes do próprio Congresso Nacional em alguns momentos. Isso não está a altura do representante de um Poder como o Supremo Tribunal Federal, que deveria apostar na relação harmônica e colaborativa entre os Poderes e não como o militante de uma causa ou como alguém que se manifesta com paixão ou até com desdém em relação a outro Poder. Então, lamentamos muito. Isso não tem nada a ver como STF, apenas com o presidente do Supremo, que não está a altura do cargo que ocupa no momento – disse o presidente em exercício da Câmara.
Por fim, André Vargas lembrou que os deputados e senadores são eleitos pelo voto popular e acusou Barbosa de “não ter apreço pela democracia”. Ele defendeu a atuação dos parlamentares e disse que “se o Brasil vai bem é porque o Congresso Nacional vota bem”, se referindo à solidez com que o país tem passado pela crise econômica internacional.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que está em viagem aos Estados Unidos, divulgou nota, por meio de sua assessoria de imprensa, lamentando as declarações de Joaquim Barbosa.
“Uma desrespeitosa declaração como essa não contribui para a harmonia constitucional que temos o dever supremo de observar”, disse Henrique Alves. “E, com a responsabilidade e maturidade que tenho, não quero nem devo tensionar o relacionamento entre os Poderes. O Parlamento e os partidos políticos, sustentáculos maiores da democracia brasileira, e todos os seus integrantes, sem exceção, legitimados pelo voto popular, continuarão a exercer o pluralismo de pensamentos, palavras e ações em favor do Brasil mais justo e democrático. Tenho consciência que esse é o verdadeiro sentimento do Poder Judiciário, do Poder Executivo e do Poder Legislativo”, concluiu.



Você acha que já viu tudo?

Senhores, vejam essa matéria da Folha Política e me digam se esse País está sendo levado a sério? Você que é professor ou professora, aceitaria um livro desses para sua classe? E o que dizer da distribuição para 16.000 (dezesseis mil) alunos? E o grande barato é que foi no Sul maravilha, mais exatamente na cidade considerada como a cidade cultural do Brasil!!




Educação: 16 mil crianças fazem prova com imagem pornográfica


   Recentemente, esta imagem - a qual pode ser considerada, em certa medida, pornográfica, ao mostrar um pênis avantajado saliente na roupa do fazendeiro, as cloacas de galinhas e de pintinhos dilatadas e as expressões concernentes dos participantes - foi utilizada em prova aplicada a dezesseis mil crianças da primeira série do ensino fundamental (faixa etária de 6 a 7 anos), em Curitiba - PR.

   O responsável, segundo a superintendente, não foi identificado.

  Ora, um procedimento de tamanhas magnitude e repercussão teria apenas um responsável e este não seria identificado? Havendo vários responsáveis, não se daria razão para sanção solidária, na medida em que revisores, ainda que não tivessem adicionado a imagem, poderiam ter excluído ou substituído a mesma, caso tivesse ocorrido uma revisão razoável?


   Não há editores-chefe, revisores, formuladores, professores, avaliadores de um documento que será entregue a 16 mil crianças?

   Cogita-se o caráter doloso, isto é, intencional na atitude, por comentários de internautas. Não creio que seja ainda o caso de tal atribuição. No entanto, a ocorrência assemelha-se ao que é classificado por juristas como "dolo eventual", segundo o qual não há intenção de causar o mal, mas, caso seja causado, o autor é indiferente. O que este fato, entre outros, revela sobre como é diligenciada a educação pública no Brasil?

   A escolha de uma imagem pouco ilustrativa, mal colocada, já seria reprovável. O que dizer desta? Cabe a reflexão.

Lígia Ferreira é jornalista e estudiosa de mecanismos midiáticos.

Com informações de Folha de São Paulo e O Diário

Leitura complementar: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2011201029.htm


...E a competência vence de novo!!!

Gostaria sinceramente que aquele jornalista que criticou o Aly Muritiba lesse essa matéria!! Daria um dedinho para ver a cara dele! Mas, na verdade, o que eu quero mesmo, é parabenizar o Aly. Manda ver garoto e se joga nas suas brilhantes idéias! Lembrando a personagem Maria Vanúbia, de Salve Jorge, para o tal Salem eu digo: "Pi pi pi pi! Recalque não!!" Êita!! Vejam a matéria abaixo.

Cannes 2013: Cineasta brasileiro fala sobre seu filme na competição e o novo projeto
segunda-feira, 20 de maio de 2013 - Notícias - Festivais e premiações 
Ele é baiano, radicado em Curitiba, mas seu destino é o mundo. Prova disso é que Aly Muritiba está aqui na festa mundial do cinema com o curta Pátio, segunda obra da 'trilogia do cárcere". Nós batemos um papo com ele sobre a obra, a estreia no evento e os próximos projetos. Veja como foi!
por Roberto Cunha (enviado especial)

Sem longas na competição oficial, o Brasil marcou presença no Festival de Cannes 2013, representado pelo curtaPátio. Segundo filme da trilogia idealizada pelo cineasta baiano Aly Muritiba e iniciada com o premiado curta A Fábrica(pré-selecionado para o Oscar), ele foi exibido na competição oficial da Semana da Crítica neste sábado, 18. OAdoroCinema estava lá e aproveitou para bater um papo com diretor, logo após a sessão, apesar da chuva que insistia em molhar muiiito as pessoas.


Essa é a sua estreia em Cannes. Qual a sensação dessa primeira vez? 

Está sendo ótimo. Fazia ideia de que era grande, mas é impressionante o tamanho da estrutura aqui. Sabia que seria importante para meu filme, mas não que iria repercutir tanto. O foco ficou na gente (tem dois curtas em Cannes e nenhum longa) e a repercussão está sendo fenomenal. Minha impressão sobre o festival está além do que eu imaginava.

De onde veio a ideia de ser tornar cineasta, uma vez que você revelou depois ter sido um agente penitenciário? 

O mais estranho é como eu me tornei agente, porque sou historiador de formação, dava aula de história, ia me mudar para Curitiba desempregado... Aí fiz o primeiro concurso público que apareceu, porque eu precisava me manter. Virei agente penitenciário. Lá dentro sobrava tempo, vi um vestibular para Cinema e, pra ocupar meu tempo, fui estudar. Na faculdade percebi que o negócio era bacana e, ao começar a produzir, não parei mais.

Quando você resolveu fazer o primeiro curta ele já surgiu como parte de uma trilogia? 

Não. O universo ali dentro é muito amplo. Quando a gente começou a desenvolvê-lo, percebi que era impossível abarcar um universo com tantas variáveis e histórias com apenas um curta. Decidi que seriam três filmes, com três pontos de vista diferentes, já durante “A Fábrica”.

E os três temas surgiram de estalo?

Dois temas estavam definidos, que era o tema do agente penitenciário, porque eu era um deles, era importante falar daquelas pessoas, de mim, daquele momento...

E ele acabou virando um longa?

Sim. Ele demorou mais para ficar pronto. Durante a execução é que surgiu a ideia de fazer a abordagem do Pátio, porque eu sabia que seria sobre os presos, mas não como seria. Aí veio aquela coisa da função do agente, já pensada no longa e surgiu a ideia da vigília, do posicionamento da câmera. Fiz o curta, enquanto rodava o A Gente.

Algumas pessoas que assistiram o curta A Fábrica pensaram que ele daria um bom longa. Em algum momento você pensou nisso e desistir de fazer o terceiro? 

Não. A ideia sempre foi fazer três. Existem filmes que se resolvem bem no fomato curta. Ele nasceu assim e tinha que ser um curta. Em momento algum me deu vontade de fazer dele um longa.

A Fábrica é ficção e em O Pátio você optou por uma pegada diferente. Por que?

Ele é um documentário. Eu não queria me repetir, o outro já tinha feito muito sucesso e eu estava no mesmo ambiente. Se eu repetisse a fórmula, pareceria um exercício preguiçoso. Então me desafiei a fazer algo diferente sobre o mesmo tema, com outra linguagem. Ao mesmo tempo, queria provar para mim ser possível fazer um filme com um dispositivo muito rígido, capaz de comunicar uma ideia e contar uma história. Daí eu botei a câmera fixa e a história foi sendo contada na banda sonora, com começo, meio e fim, de um cara que vai sair da penitenciária. Eu vejo muitos filmes assim, mas acho eles vazios, então queria fazer um assim que tivesse conteúdo.

E com relação a recepção do público sobre essa mudança, alguma preocupação em não ser entendido...

Na verdade, me preocupa. E o dia que eu deixar de me preocupar vou começar a fazer o mesmo filme. E espero que alguém me diga “você está fazendo o mesmo filme sempre. Para!” O verdadeiro sentido de fazer desse jeito é poder me reinventar, sabendo que estávamos correndo risco, mas o dinheiro era nosso e a gente tem que arriscar.

E o que você pode contar sobre o longa A Gente?

Ele fala um pouco da burocracia, é um filme do homem contra o sistema. Eu passei sete meses dentro da prisão, filmando com o pessoal que eu trabalhava (como agente) e eu era a minha, porque tinham as questões de segurança etc. Ele é uma experiência, um híbrido. Eu trabalhei com gente de verdade vivendo seus próprios papéis. Várias situações foi o acaso e eu não tinha o controle. Mas outras eram propostas e roteirizadas por mim, junto com os caras.

Então ele é ficção e...

Ele não se assume nem como ficção e nem como documentário. Quem assistir sem saber disso que nós estamos falando agora, vai pensar que é uma ficção. Mas tem muitas situações que são documentais, enquanto as roteirizadas tem o seu arco dramático. Tem começo, meio e fim. Começa e termina do mesmo jeito, e documentário nem sempre é assim. A narrativa é de ficção. É como se você pegasse A Fábrica e fundisse com O Pátio.

E quanto aos atores?
São os próprios presidiários...

Lembra o recente "César Deve Morrer"? 
Eu não me pretendo a tanto (rindo), mas a mecânica é a mesma.


Imagem de A Gente

E A Gente já tem distribuidor?
Ainda não. Ele está sendo mixado agora e foi selecionado por esse programa da Ancine que exibe os filmes para curadores internacionais. A gente adoraria estrear em um festival internacional, como Veneza ou Locarno. O Festival do Rio e de Brasília também são janelas maravilhosas, e aí eu imagino que distribuidores e compradores venham procurar a gente. Já acontece um pouco. Por conta do sucesso do A FabricaO Pátio ter sido selecionado aqui, as pessoas querendo saber como acabaria essa trilogia... Mas ainda não tem nada acertado.

Outro projeto após o fim?
Eu vou rodar um longa no segundo semestre chamado O Homem que Matou Minha Amada Morta, que é um filme de amor bastante dramático. É a história de um homem que perdeu a esposa e está tentando superar o luto, cuidando dos filhos pequenos e seguindo adiante com a vida, esquecendo a dor.

E como foi com a questão da grana?
Ele foi contemplado no Sundance Institute com uma verba destinada, uma vez por ano, para realizadores considerados promessas no cinema mundial. Juntando com o dinheiro do fundo setorial, a gente começa nos próximos meses.

Com ele você se despede do universo carcerário?
Encerrei a trilogia e não pretendo voltar pra cadeia (risos)

"Minha CASA não é minha"!!

Existem situações que nos deixam perplexos, como existem afirmações que também nos fazem cair o queixo. Pra você entender melhor, me responda: se você esculpe uma linda obra, se você pinta uma bela tela, se você molda com as suas mãos uma obra lindíssima feita do barro, de quem é o talento e a quem essas criações pertencem? Logicamente que pertencem a você que as criou, certo? Errado!! Pelo menos na visão de um rapaz evangélico que estava fazendo seu trabalho de campo em frente à Casa do Comércio. Lá estava eu aguardando a minha filha sair do trabalho para lhe dar a carona. De repente o rapaz para ao lado do carro e me pergunta se podia falar de Jesus comigo. Respondi que era óbvio que podia e abaixei o volume do rádio que estava ligado. Ele me passa um folheto e pergunta: "Para você, quem manda no mundo?" Aí, tentando adivinhar qual a seria a sua resposta, mandei: "Ora, Deus!! Certo?" E o jovem me solta na lata: "Errado!! Quem manda no mundo é Satanás...!!" Aí não me contive e lhe perguntei "quando você construiu sua casa, você deixou seu inimigo usá-la e foi morar na rua? Se Deus criou o mundo e todos os seres que nele habitam, você acha realmente que é Satanás que MANDA na criação de Deus?" Ele parou por um instante, vacilou outro tanto e perguntei de chofre: "Se Satanás é um arremedo de Deus, você não está colocando ele acima do Onipotente dando-lhe importância demais, quando na verdade você deveria fazer sua pregação enaltecendo o nome do Criador e não daquele que teima em desvirtuar sua Criação?" Aí, sem palavras, ele me olhou e arrematei que o "Sujo" pode tentar influenciar as pessoas, pode tentar fazer com que o mundo, criação perfeita de Deus, seja um tanto conturbado porque também o tinhoso tem seu poder. Mas colocá-lo como dominante ou mandante ou até gerente do mundo é um pouco demais. Ele me deu boa noite e um folheto para que eu lesse e saiu pensativo. Lembrei-me depois daquelas igrejas que reúnem milhares de pessoas em suas pregações e em momento algum a gente as ouve falarem do crescimento espiritual! Só falam de carros importados, apartamentos luxuosos que compraram, empresas que reconstruíram, etc. etc. Será que querem tirar também a CASA do Senhor?

Três Verdades!!


Três verdades que hoje  tornaram-se  destaques:
"Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe...
Hoje,elas bebem igual ao pai".
“Antigamente as bundas vinham dentro das calcinhas...
Hoje em dia, a calcinha é que vem dentro das bundas”.
"Antigamente os cartazes nas ruas, com rosto de criminosos, ofereciam recompensas...
Hoje em dia, pedem votos".

A "Casa da Luz Vermelha"


segunda-feira, 20 de maio de 2013

A verdade dói!

O Presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, em palestra para estudantes de uma Universidade de Brasília, disse que o Congresso Nacional não se mantém independente porque vota só o que é de interesse do Poder Executivo (Dilma e Cia.)! Disse ainda que todos querem o poder simplesmente pelo poder, sem a preocupação com as ideologias partidárias e os interesses da Nação. Aí as críticas choveram: principalmente da base aliada dos Petralhas, inclusive do arrogante Presidente da Câmara que disse que o Ministro Joaquim Barbosa "não está à altura do cargo..."! E eu pergunto: quem NÃO ESTÁ à altura do cargo que exerce? O honrado Joaquim Barbosa ou um Petralha que inclusive faz o tempo todo campanha visando colocar em descrença a integridade moral do Presidente do Supremo? É preciso que os brasileiros fiquem atentos para as manobras que essa corja tenta implementar juntamente com seus pares. A pior é a que retira do Supremo a condição de julgador dos crimes cometidos por políticos com foro privilegiado, transferindo as ações para a Câmara e o Senado. Ou seja, eu pratico o crime, eu mesmo me julgo, eu mesmo me absolvo!! Alguém duvida que o que querem é exatamente essa farra da impunidade? Não podemos permitir que a coragem de um homem seja jogada no lixo por covardia ou omissão! Se ficamos de fora dessa luta estamos assinando o atestado de cúmplice. Agora, se você acha que o Brasil está no rumo certo, 2014 está batendo à porta. Faça um bom proveito.
Algum Petralha pode encará-lo de frente?


2014: Não seria má ideia!!

domingo, 19 de maio de 2013

Ao Jornalista (invejoso) com carinho!!

Essa matéria de O Globo deveria ser enviada ao jornalista(??) Luis Salem, invejoso de carteirinha, quando em sua coluna mencionou Aly Muritiba com escárnio e deboche, por ter o cineasta recebido o prêmio da instituição que leva o nome nada mais nada menos do que de Robert Redford! Ele chegou a mencionar que Aly NEM concluiu o curso de Cinema. Quando fiz a postagem alusiva a esse prêmio, coloquei que aí estava a confirmação do talento do Aly: nem precisou concluir o curso para emplacar uma produção sua. De novo, parabéns Aly.


Festival de Cannes terá dois curtas brasileiros

  • Longas-metragens nacionais estão fora da disputa na 66ª edição do evento
RODRIGO FONSECA (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
Publicado:
Atualizado:
CANNES - resume-se a dois curtas-metragens o espaço para filmes brasileiros no 66º Festival de Cannes. A Quinzena dos Realizadores escalou o filme mineiro “Pouco mais de um mês”, de André Novais Oliveira. Já a Semana da Crítica incluiu a produção paranaense “Pátio”, de Aly Muritiba.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/festival-de-cannes-tera-dois-curtas-brasileiros-8381705#ixzz2Tj94nhnq
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Cara da Cultura Nordestina!

Meus amigos, tive a honra de conhecer esse Poeta pelas graças do amigo Cleiton! Foi quinta-feira à noite, num barzinho legal de Juazeiro. Já o conhecia pelo disco que Cleiton me presenteara e que eu ouvi durante toda semana. Na noite de quinta foi o ponto alto da minha viagem: frente a frente eu e o Poeta: ele de violão (tocado com primazia) e eu com uma viola! Não é que deu foi certo? Também, tocar com um cara destes é muito fácil. A noite foi papo 10!! Agora, ouçam-no.




Ouçam o Professor!

Meus amigos, uma colega de trabalho, Dra. Amália Casal Rey, Psicóloga, Assistente Social e Jornalista e que fez um trabalho excelente voltado para os dependentes químicos, indignou-se com a atitude dos nossos governantes  e compartilhou um desabafo da maior autoridade no assunto na Bahia, Dr. Antonio Nery Filho, Diretor do Cetad. Cliquem no link abaixo e ouçam o desabafo do Professor. A entrevista foi nos stúdios da Metrópole.




Doutor Antônio Nery Filho faz desabafo e ameaça "tirar o time de campo";




Doutor Antônio Nery Filho faz desabafo e ameaça "tirar o time de campo"; ouça




Os "Filhos Bastardos".

Eu não sei até onde as medidas tomadas por alguns governantes são salutares para seu povo! Nesse País já se fez de tudo, inclusive, nada. Estamos assistindo diuturnamente o Governo Federal fazendo propaganda das "conquistas dos brasileiros", mas após uma análise mesmo que superficial, nota-se o engodo a que é submetido o povo brasileiro. A propaganda é para abarrotar os cofres das grandes mídias e assim poder "demagogiar" à vontade. Nos delírios da Presid(anta), estamos todos podendo comprar uma cesta básica completa, comprar os remédios que por ventura venhamos a necessitar, podemos comprar um tênis que não é falsificado pela China, podemos levar nossos filhos ao teatro ou até mesmo ao futebol, comprar um bom cd, um bom dvd, ir ao cinema uma vez por mês, etc., porque saímos, segundo ela, da pobreza. Mas o que é tirar alguém da pobreza? É fazê-lo dependente do imposto que o outro paga para lhe sustentar sem que nada ofereça em troca? Será que jogar a cangalha dos impostos nas costas de quem realmente produz para poder "tirar alguém da pobreza", nos moldes atuais é justo? Por que quem está saindo da pobreza não justifica seu novo status social contribuindo efetivamente para que isso seja uma realidade definitiva? Qual nada! Saúde é DEVER do Estado. Então, quanto se gastaria para implantar centros especializados em tratamento de dependentes químicos? Quanto se gastaria para fazer esses centros de tratamento funcionar a contento com todos os funcionários e equipamentos necessários? Agora, a pior pergunta: quanto se gastaria por interno mensalmente com o tratamento adequado? É claro que ficaria muito mais caro do que os R$ 1.350,00 do Bolsa Crak do Geraldo Alkmin. Aí ele lava as mãos (sujas) e deixa a família, que já tem o transtorno de ter um dependente ou mais em casa, administrar essa fortuna. Quantos dependentes não se apoderarão desse dinheiro por pura certeza do medo que eles impõem aos pais e familiares? Se um desses dependentes, num momento de crise reivindicar o tal cartão para sacar o dinheiro algum familiar terá coragem de dizer NÃO? São esses os moleques que colocamos no poder. Reflitamos que tudo que acontece de bizarro politicamente no nosso País é nossa culpa. Hoje, voltando de uma viagem a Juazeiro, escuto o locutor de A Voz do Brasil anunciar mais facilidades para a permanência ou entrada de estrangeiros para trabalharem no Brasil. A justificativa, pasmem, é a de "permitir a entrada de mão-de-obra qualificada..."!! Ora, depois que nossos cientistas bateram asas para onde lhes permitiam efetivamente trabalhar? Ou então, por que não qualificar o brasileiro em vez de deixa-lo humilhado com essas e outras atitudes e permitir que lhe tirem uma vaga e o pão que por direito dele seria? Seriedade? Como, quando e onde? Nós, brasileiros, somos todos "bastardos" da Pátria Mãe!

sábado, 11 de maio de 2013

Seriedade tem nome!!

Estou acompanhando com certa apreensão a questão do fechamento do Hospital Regional Vicentina Goulart, justamente porque para Jacobina são levados centenas de pacientes toda semana. Aí pensei: menos um hospital, como ficará a situação? Lembrei-me imediatamente do ex Diretor da 16ª Dires e que atualmente é Secretário de Saúde de Jacobina, Dr. Ivonildo Dourado. Aí, como conheço de perto a sua dedicação à frente da saúde em qualquer âmbito, fiz-lhe uma consulta por e-mail e obtive a resposta. Vejam abaixo o teor desse e-mail:
                                             
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Meu amigo, que fuzuê dos diabos é esse com o Regional? Tá todo mundo jogando pedra em Ruy. É justo isso? Tô preocupado de verdade, até pelo fato de Jacobina atender a toda essa região e um hospital sem funcionar é barra!
Abração.



Bom dia
Todo é processo foi provocado de certa forma pelo senhor Leopoldo Passos , ""dono do HRVG" , que depois de várias reuniões, negociando a renovação do contrato do hospital com o SUS, decidiu não renovar o mesmo. O fato é que financiamento do sistema é pouco, e decidimos fortalecer o hospital público, destinando 65% dos recursos destinados pelo Ministério da Saúde para o HMATS e 35% para HRVG. O Posso lhe afirmar que a suspensão dos atendimentos pelo HRVG  não tem causado prejuízos nos atendimentos, pois estamos atuando como nunca antes foi feito em nenhum hospital da região e poucos na Bahia, com 4 médicos plantonistas (cirurgião, anestesista, 02 clínicos), além de diarista clínico e de pediatria. E 60% dos atendimentos que estamos realizando no Teixeira são de pacientes dos municípios da região. Estamos resolvendo a maior parte dos nossos casos aqui na região, e que o número de transferências diminuiu em comparação a 2012.
Ivonildo.

Voltei: Como falei, com competência e transparência se consegue fazer um trabalho decente. Aliás, pelo que eu conheço do profissional Ivonildo Dourado, se não lhe derem autonomia para executar as suas tarefas com grande independência, ele fica de fora. Só aceita ser marionete os incompetentes e puxa-sacos. Por isso reafirmo: Seriedade tem nome e sobrenome.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cuidado!! Ainda tem gente acordada!

Meu amigo e colega de trabalho Butty Bruce me presenteou com esse post, extraído da comunidade Movimento Contra a Corrupção. A carta é longa mas é tudo que eu queria saber dizer. Vale muito a pena lê-la.


VUMBORALÊ...
PEÇO LICENÇA PARA DAR CIÊNCIA DESSA CARTA PÚBLICA DA PROFESSORA MARTHA E TAMBÉM COMPARTILHAR DE SUAS IDEIAS E OPINIÃO.
NOSSA PRESIDENTE TEM O DEVER DE DAR SATISFAÇÃO AO POVO

E.R

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A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente Dilma que foi entregue em mãos. Vale a pena ler. É a voz de quem não se cala e não consente.

BRASIL CARINHOSO
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.

Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.

Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.

É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.

Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.

Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição,
enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola.

A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp.

Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida d e que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.

Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou?
O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?
Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!

Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico, profissionalizante.

Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais.
Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste.

Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.

Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.

A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente.
Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina
de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante.

Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa.
Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente.
Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos.
Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.

Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem
está falando.

Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso.
A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado.
O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.

Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada.
Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.

Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro.
Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores
de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte
perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.

A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício.

Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro,
a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às drogas.

Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político
paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês.

A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais.

Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital. Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói.

Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.
Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.

Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde.
O contraditório é muito saudável.

Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma?
Carinho de presidentA da república do Brasil neste Momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula,
do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino
profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.

Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária.
Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos.
Esta é a jogada. Suja.

A televisão mostra ininterruptamente imagens de Desespero social.
Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!

Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.

Último lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.

Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012