quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Figuras" de Mairi!

Quando estou com amigos em Salvador ou quando morei no Paraná, sempre falo que Mairi é a cidade com maior número de "figuras" do mundo, se guardarmos é claro, as devidas proporções! Já escrevi vários textos contando "causos" dessas figuras e agora me apareceu mais um: estava aproveitando a temperatura agradabilíssima da Praça J. J. Seabra num domingo à noite e chega meu amigo Djalma de Dedé. Sentou-se comigo e Amélia e começamos a falar de várias coisas, dentre elas o insuportável calor. Nisso passa um amigo nosso e Djalma pergunta: "Ei, já jantou?" - E o amigo responde que não e sai dando risadas. Não entendi nada e Djalma me contou o seguinte: Tem uma figura "rica" em Mairi que utiliza vez em quando os serviços desse nosso amigo como motorista para viagens. Quando acontece dele almoçar na casa dessa pessoa, vem a seguinte cena: a mesa grande, sentados apenas a "figura" e o nosso amigo. Por ser educado, nosso "motorista" ocasional apanha na travessa de carne um pedaço considerado pelos meus olhos como pequeno. Imediatamente a pessoa chama a empregada e diz: "recolhe essa travessa que tá nos atrapalhando almoçar. A mesa é muito pequena!!" O engraçado, segundo meu amigo, é que sobra espaço para pousos e decolagens de aeronaves menores...!! Apenas a travessa com a carne é recolhida. Quando a viagem acontece muito cedo, é praxe os mairienses tomarem café no Bravo, na Lanchonete do Ivan. Isso acontece desde os tempos que a Empresa Santana  do querido Bilosquinha fazia a linha Mairi/Feira/Mairi. O "motorista" então pergunta se não vão tomar café e a pessoa "rica" responde que está sem fome. Pois bem: o "chofer" pára, pede um pedaço de requeijão com café e se senta, enquanto a "rica" pessoa vai ao banheiro. Na volta se senta com o parceiro de vigem e reflete: "O requeijão está com uma cara ótima... Me dê um café "Sêo" Ivan!!" Toma o café e devora 2/3 do requeijão do faminto piloto que pra variar paga a conta!! Andei perguntando a alguns amigos quais eram as pessoas ricas de Mairi e me fizeram uma lista de uns dez e quando discordei totalmente, acharam que eu estava doido. Aí fiz uma pergunta: "Quantas vezes você já foi convidado para uma festinha ou almoço na casa de um deles? Quantas garrafas de cerveja vocês já viram sobre a mesas dos ricos que vocês consideram, além de uma ou duas?" Pararam, pensaram e disseram pura e simplesmente: "É..." E quando falei que todos eles já haviam me convidado para almoçar em suas casas e que em todas vezes sobrara comida, todos concordaram que "tá doido!! Lá em casa nóis bota é a panela em cima da mesa!!" Foi aí que fi-los ver a diferença de "ter dinheiro" e "ser rico" de verdade.

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