segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A sagacidade do "mamado"

Esse presentão me foi enviado por e-mail pela colega Simone Torres, pessoa atenta às coisas desse Brasilzão da zorra. Achei fantástica a resposta ao "janota", "pernóstico" ou "metido a besta" do tal político! Muito legal! Leiam abaixo:

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Este texto é dos melhores registros de língua portuguesa que eu tenho lido
sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser
pérfida, infiel ou traiçoeira.

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu
para o palanque e começou o discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui,
convocados,reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico,
tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou
morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a
minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste
Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a
mesma coisa?
O candidato respondeu:

- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível
cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas
com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A
terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito  baixo, pelo
chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':

- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o fato, circunstância ou
razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic),
não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja
ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou
respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou
juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se,
dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da
sua mãe biológica ou à puta que o pariu!

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