quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Viagem "Encurtada"!!

Talvez essa seja minha última postagem nesse abençoado ano de 2013. Não sei... Pode ser que apareçam mais algumas, principalmente se eu tiver o privilégio de viajar de Salvador para Mairi, no próximo sábado. Eu explico: não existe viagem chata quando você está do lado, literalmente, de um sujeito "besta pra dar risada", como dizemos em Mairi  e que, de sobra, tem um monte de "causos" interessantes e verdadeiros na manga. Semana passada, rumava para Mairi e eis que se aboleta na poltrona 2 meu amigo César de "Caboclo". Cumprimentei-o da minha poltrona 4, portanto, ombro a ombro no corredor, por assim dizer. O papo inicial foi sobre a determinação da empresa só permitir que o motorista funcione o motor e o ar condicionado do ônibus na horinha da saída. Tudo bem se as janelas não fossem vedadas. Um calor infernal e o atraso de mais de vinte minutos para a saída da nossa nave. Finalmente, BR 324. Ar ligado, César de "Caboclo" me perguta algumas coisas, também lhe perguto outras, prosa vai, prosa vem, enveredamos pelas figuras ímpares de Mairi. Não tem como não mencioná-las! Israelito, Raimundo "Esquio", Rapamundo, etc. e etc. Depois de lhe contar o fora que um estudante de Salvador deu em Mairi quando foi convidado para conhecer a cidade nas férias do Colégio Central, rindo larguras ele me conta de um fora involuntário que ele dera, quando um subordinado, tirado a namorador, se apressa em lhe mostrar no celular de última geração (achamos que o cara queria mesmo era mostrar o celular), a foto de uma moça de uma cidade vizinha que, segundo o namorador, era mais feia que a cara do "Custipiu Verde"!! "Tenente... Tenente, olha aqui..." - e César, prestando atenção nos movimentos de "passagem de foto", tela "touch screem" do rapaz, de repente ele parou numa foto: aí, observando bem a resolução em HD, César referendou: "Ôme do céu...!! Mas essa daí é feia de dar medo a qualquer lobisomem em noite de lua cheia"!!! Aí, a risadaria foi geral porque imediatamente, o namorador, meio desolado, fala: "Pô Tenente... Péra aê... Essa aqui é mamãe...!!! A galera que estava nas poltronas próximas às nossas deram, claro, boas e merecidas gargalhadas. Onde já se viu querer mostrar foto de namorada e parar justamente na foto da mãe que o outro não conhece? Depois de muitos "causos" verídicos, chegamos a Mairi e, na Praça da Bandeira, uma senhora que desembarcou e que dividia a fila de poltronas com César, observou: "Olhe, nunca vi uma viagem tão longa ficar tão curta..."!! É que de boa prosa certamente o mundo tá carente. Grande abraço a todos os sofridos passageiros com os atrasos e o calor que se passa mas, desejo que em 2014 as coisas sejam melhores para todos, principalmente pro meu amigo César de "Caboclo", para podermos desfrutar do bom humor que ele transmite ao narrar seus "causos" para "encurtar" as nossas longas viagens!! FELIZ 2014!!!!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Compadre "Biodegradável"!!

Nessas minhas andanças pelo interior querido da minha Bahia, vejo coisas e lances que me levam de volta à Fazenda Licurisal, onde passei minha infância e pude vivenciar nas noites de lua bonita, "causos" dos mais variados. Prá não negar minhas origens, resolvi lhes contar um "causo" que por pouco não aconteceu (hehehe)!

O cumpade “Biodegradável”!!

Monte Alegre, hoje Mairi,  sempre teve fama de município com as melhores terras da região: pasto, plantação, aguadas e rebanho tudo era de fartura. Foi no fim da década de 70 que a assistência técnica rural começou a se instalar na cidade. Primeiro foi o escritório da Ancarba, que virou Emater-ba e que por último virou EBDA. O engenheiro agrônomo da Ancarba era Saturnino. Caboclo bom de prosa e de gole, substituído pelo Dr. Manoel, logo logo apelidado de “Mané Bafo de Onça”, não se referindo ao hálito do sujeito, mas à cara mesmo, idêntica à do personagem de quadrinhos. Por último, Dr. Juarez, à frente até hoje da EBDA local. Foram anos de árduas batalhas entre os engenheiros, técnicos agrícolas e produtores, para que esses se convencessem das vantagens que um projeto de extensão rural traria para suas propriedades.
 “...Ôme, sei o dia de prantá mio e fejão, o dia de capiná, o dia de dá terra, inté o dia que vai chuvê!! Basta oiá pra lua: se tiver uma “lagoa d’água” em vorta dela, é ba-ta-ta! Chove na certa. Entonce, acho que num carece do dotô se avexá com tanta ispricação”!! E os engenheiros não desistiam. Os mais esclarecidos contrataram os serviços do escritório para um projeto que deu certo. Depois da colheita, reunião no Sindicato para, vitoriosos, os  técnicos mostrarem a vantagem do projeto, visto que a produção aumentou e muito. Quem não perdia uma reunião era Nêgo de Lulu de Zefinha. Toda reunião tava lá. Não abria a boca mas não desgrudava os olhos dos palestrantes.
“Meus amigos – falava o engenheiro Mané Bafo -  hoje podemos identificar se a terra é boa ou ruim para uma cultura. Às vezes, uma terra que é boa pra mamona não serve para mandioca. E o que faremos? Usamos nas terras mais fracas, os adubos, que é como uma comida que dá “sustança”. A terra fica forte e a plantação fica por demais bonita...”
“Mas dotô – interrompe Zé de Maroto, o perguntador da turma – de que adianta a lavoura ficar uma verdura só se a “largata” vem,  pica lo dente e come tudo”?
“...Calma companheiro – pede o Agrônomo – vocês já ouviram falar de inseticida, pesticida e defensivos agrícolas”?
“Já... Mas nóis nunca viu” – responde o Zé de Maroto.
“Minha gente, se a plantação for atacada por algum inseto, aplicamos o inseticida certo e eliminamos o risco. E hoje temos uma novidade: Alguns inseticidas eram por demais venenosos. Lembram da Formicida Tatu e do BHC que a gente botava no feijão pra não dar gorgulho”?
“Esse remédio, o BHC, era dos mió: queria vê gurgui chegar perto”!! – Novamente Zé de Maroto.
“Pois é – continuava o agrônomo – O problema é que o BHC é altamente venenoso. Hoje temos inseticidas Biodegradáveis...”
“Peraê doto: bio o quê”? – Zé de Maroto quer saber.
“Bio de-gra-dá-vel Sêu Zé. Quer dizer que você aplica na plantação e quando a chuva vem o inseticida se desmancha na água sem causar dano ao homem ou à plantação. Entendeu?
“Quer dizer que o veneno se dermancha na água e fica por isso mermo”?
“É!! – Garante Mané Bafo- Não contamina nem o solo, nem a água nem a lavoura. Por isso que é Bio Degradável. Ou seja, em contato com a água se dissolve sem fazer mal a ninguém”! – Conclui. Depois dessa reunião as idéias se desanuviaram e começaram a pingar uns projetinhos aqui outros ali, tava andando. Algum tempo depois, noutra reunião no Sindicato dos Trabalhadores Rurais para nova avaliação, o Doutor Manoel lá estava, pronto para apresentar os resultados obtidos.
“Meus amigos...”
“Pére um poco  aí dotô. Iantes do sinhô cumeçá, queria lhe dizer que meu cumpadi Lorenço era um ôme Bio... desgramado... Não... Bio desgraçado... Cuma é mermo dotô”? – perguntou o sempre calado e observador, Nêgo de Lulu de Zefinha.
“Bio degradável, que não suja a água, por assim dizer, Sêo Nêgo”!
“Isso mermo dotô: Bio degradáve!! Num sujou a água nem qonde morreu”!! “Uhhhhhhhh” – Zum zum zum pelo salão e o Doutor Manoel interveio:
“Calma gente. Calma!! Sêo Nêgo, o que o senhor disse”?
“Disse que meu cumpadi Lorenço é esse tal de bio aí que o sinhô falô. Igualzim: nem sujô a água qonde morreu”!!
“Mas... Morreu como? E por que o senhor afirma que sêo Lourenço era Biodegradável”?
“Bão, se o tar defensivo não suja o chão nem as pranta nem a água, assim era cumpadi Lorenço. Fumo pescá no Poço dos Fole, o Jacuípe tava recebeno água do morro, água escura e na passage da fazenda Licurisá de Sêo Belaniso para Vais do Poço, as pedra da marcação já tava tudo cuberta. Rio violento que só Dôga de Severo, distimido que só o Nêgo d’Água, se arriscava trevessá a nado. Pois bem, tava nóis pescano quano meu cumpadi iscorregô e caiu no poço. Foi num piscá de ôio que eu vi aquela frevura na água, pareceno que meu cumpadi era uma pastía de sonrizá. Freveu ligeirim e de repente tudo se acarmô. Num tive nem tempo de jogar uma vara pr’êle se agarrá. Daí, lembrano do que o sinhô falô a nóis isturdia, maginei que o cumpadi Lorença tombem era esse tal de bio degradáve. A água num sujô e num sobrô nem o chapéu de paia que ele usava. Só num entendi uma coisa dotô: adispois do acontecido, ainda besta cum o susto, oiêi num cantim do poço, numa sombra de areia branca e vi umas duas ou três piranha deitadinha co’as costa na terra, barriguinha pra riba e as nadadeirinha ispalitano os dentim. Piranha tomém será bio degradáve cuma meu cumpadi Lorenço, dotô? Não!! Né não!! Ôxi, se fosse, derretia tudim na água. Né não dotô?

(13/12/13
Orlando Araújo.



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Tenho Inveja dos Africanos!!

A morte de Nelson Mandela serviu para me chamar a atenção sobre alguns pontos da vida: quando morre um líder religioso seus seguidores choram, se desesperam, oram, fazem penitência ou dançam, conforme seus costumes, mas todos ficam com a sensação de orfandade. Foi assim com Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, com João Paulo II que a mim muito comoveu, etc. Quando um líder político morre, seu povo grita seu nome com orgulho, chora de felicidade por ter sido orientado por tão grande homem, dançam no seu funeral, caso de Mandela, para demonstrarem a alegria que o líder devolveu ao seu povo massacrado e pisoteado pelo Apharteid, por exemplo. Tivemos Simon Bolívar nas vizinhanças, Bento Gonçalves, Garibaldi, Luiz Carlos Prestes e tantos outros que, mesmo não sendo brasileiros deram seu sangue para a libertação dessa nação. Ao redor do mundo temos nome como Franklin Roosevelt, Winston Churchil e tantos outros que lutaram pelo bem do seu povo. Aí, ao ver a total orfandade a que a África do Sul poderá sentir, pergunto: depois de Tancredo Neves, qual ex presidente nos honrou e nos defendeu de todos os males como o Mandela, por exemplo? Quantos ex presidentes e até atual, ficariam 27 anos presos por realmente defenderem seu povo e, depois de liberto, viraria Presidente pra transformar opressores e oprimidos numa só nação em direção à prosperidade como se encontra hoje a África do Sul? O Mandela enfrentou o Apartheid e quase morreu por seu povo. E nossos recentes ex presidentes, que fizeram para combater o "apartheid" da desigualdade interna e externa? O que fizeram para deixar nos corações dos seus irmãos brasileiros o alento do bem tratar, tão distante da nossa atual realidade? Infelizmente, constato que os últimos ex presidentes e também o governo atual, na intenção de se locupletarem, segregaram sim aqueles que poderiam ser útil a si e à sociedade, com a invenção covarde e permanente dos Bolsas Misérias! É fácil onerar quem produz para manter uma barriga "meio cheia" e uma educação "meio aprendida"! É fácil tirar os rendimentos de empresas superavitárias e investir na grande mídia, na contratação indiscriminada de artistas nanicos, em ongs pilantrópicas "ecologicamente corretas," pois assim muitas vozes não se levantarão. Tenho os dois calcanhares na África e meu pequeno lado africano me deixa honrado em, de certa forma, ser patrício do Nelson Mandela. Pena que é uma pequena parte. A parte maior de mim vive presa no "galinheiro" dominado por moluscos e outras "Jenoínas" raposas!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

"Pé Na Cova" em São José do Jacuípe?



Série da Globo deve ter sido inspirada em São José do Jacuípe, infelizmente!
Parece uma piada mas é muito sério. Ouvi hoje cedo matéria de uma rádio de Capim Grosso sobre a situação desesperadora enfrentada pelos moradores de São José do Jacuípe, na hora de enterrar seus mortos. Simplesmente não cabe mais ninguém no cemitério. Em entrevista à rádio, o coveiro confirmou que, para enterrar alguém tem que se retirar os restos mortais de outro morto. Já descobriram até três caixões sobrepostos. Ou seja, para poder enterrar alguém, ao invés de cavar a cova normal, cava-se uma cova mais rasa pois se tem a certeza de que há ouro caixão na profundidade correta. Isso é alarmante e muito grave, inclusive porque existe uma norma para se enterrar pessoas em covas, que orienta e explica as razões para a fundura mínima. Quando se enterra um defunto em cova rasa a probabilidade de contaminação do solo é muito grande. Por conta disso a Vigilância Ambiental  faz inspeções também em cemitérios para prevenir que a população não sofra as consequências de um sepultamento inadequado. A denúncia é séria e o coveiro foi enfático nas suas afirmações: "não tem condições de se enterrar mais ninguém"! E o outro lado da história dá conta de que existe um terreno ao lado do cemitério que foi comprado pelo município para fazer a ampliação. O vereador Quinho, falando ao repórter, deu conta de que o terreno foi comprado em fevereiro deste ano. Segundo o edil, bastam apenas três paredes do muro, já que a quarta parede é do próprio cemitério. O vereador ainda denuncia que o Secretário da Administração informou que foi feita uma licitação e que a planta da obra(??) foi encomendada a um escritório de engenharia de Petrolina!!!. Será que para fazer três paredes de muro é preciso licitação e projeto? Sabemos que nas situações emergenciais existe a Dispensa de Licitação, exatamente para que sejam puladas aquelas etapas burocráticas que uma licitação necessita. E ao que parece, em São José do Jacuípe existe uma situação que dispensa qualquer licitação!! Agora, projeto para três paredes é um pouco demais! Qualquer pedreiro pode fazer essa "magnífica" obra. A outra informação que o vereador Quinho colocou é a permanente ausência da Prefeita na cidade! Segundo ele, esse mandato deve ser chamado de "mandato tartaruga", devido à inoperância da sua equipe. Segundo ele, a Prefeita leva quatro, até seis semanas sem aparecer na cidade. A parte realmente cômica da entrevista, foi quando o repórter convidou Quinho para irem à Prefeitura para tentar encontrar a Administradora do município. Disse:
"Será, vereador, que a gente encontra a Prefeita no seu Gabinete"? e o vereador, parodiando a propaganda dos Postos Ipiranga, respondeu:
"Sei não... Melhor perguntar no Posto Ipiranga"!!! Não resisti, dei boas gargalhadas pela presença de espírito do vereador e, como estava indo para Jacobina bem cedinho, na hora do programa, quase saio da estrada com o carro. Falando sério, inoperância e incompetência são uma coisa. Agora, desrespeito aos munícipes já é um pouco demais!! Morrer em São José? Melhor não!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E Viva a Classe Trabalhadora Brasileira!!

Estava assistindo ao noticiário da tv hoje à noite e vi parte de uma nova notícia, dando conta de que  a partir do próximo ano, se não me falha a memória, o motorista profissional que quiser renovar sua habilitação ou mudar de categoria, terá de fazer um exame toxicológico, com a finalidade de se detectar se o fulano usou substâncias entorpecentes nos últimos três meses. Os custos do tal exame correrão por conta do próprio candidato ou pela empresa, no caso desse estar empregado. É interessante o que as grandes cabeças pensantes fazem com os brasileiros, notadamente com quem efetivamente TRABALHA!!! É de deixar qualquer um indignado. Quando fui renovar minha habilitação há dois anos atrás, me perguntaram se eu exercia atividade remunerada, ao que respondi que sim, como todos sabem. Aí me meteram a mão no bolso para tirar mais R$-99,00 (noventa e nove reais), a título da necessidade de passar por avaliação psicológica, ou o famoso Psicoteste!! Convidei a funcionária para uma aposta: perguntei se ficássemos os dois na porta do SAC - Jacobina por uma hora, quantos carros com placa vermelha e quantos   com placa cinza (particular) passariam à nossa frente. Ela reconheceu que os automóveis seriam maioria esmagadora. Comentei então que, se um psicopata fizesse o exame de rua e as provas escritas e se fosse aprovado, estaria apto e autorizado a apegar um carro e ir pras ruas e estradas. Mais uma vez ela concordou. Aí lhe perguntei por que então, os motoristas profissionais que são um número infinitamente menor que os amadores, além de serem assalariados precisariam pagar para provar que não são "doidos"? Meio sem jeito ela desconversou com um "...é, olhando por esse prisma..."!! Agora vem novamente o tal "prisma", ou seja, quem é trabalhador precisará provar que não é drogado!! Isso é mais uma sacanagem com os trabalhadores que, como eu, têm culpa desse estado de coisas que há 13 anos estamos vivendo!! Certamente a classe realmente trabalhadora não tem as qualificações do José Dirceu que, mesmo preso, tem hotel(??) implorando para que ele "gerencie" uma de suas unidades, com um salário mixuruca de R$20.000,00. Com isso ficará livre da "gororoba" do presídio, devendo, eu disse devendo mesmo, apenas dormir sobre o catre. Sou brasileiro e aprendi a não chorar quado me fodem!!!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

República: Proclamação ou Golpe Militar?

O Brasil decididamente é o País do faz de conta! Todos nós passamos a vida inteira defendendo que o Marechal Deodoro da Fonseca foi quem proclamou a República!! A nossa História oficial nos ensinou assim. Não tem como não ficar envergonhado e fulo de raiva quando descobrimos que, por trás da História oficial tem outras histórias reais que não poderiam nem deveriam ser mostradas aos brasileiros! Por que os Governos nos tratam até hoje como idiotas ou dementes? A resposta é clara: porque não buscamos informações, não questionamos nem cobramos nada desses governos. Aí eles nos contam uma verdadeira historinha pra boi dormir e acreditamos piamente. Deodoro não proclamou República nenhuma!! Nesse dia, 15 de novembro, por causa de uma picuínha pessoal com um certo barão - os dois disputavam a mesma mulher - ele, Deodoro, que estava doente e acamado por conta do enfisema que contraíra, ao saber que o tal Barão , seu desafeto, seria empossado como o novo Primeiro Ministro, levantou-se, pegou um cavalo emprestado e, junto com militares que queriam derrubar o Imperador, montou e gritou "Viva o Imperador" e não "Viva a República", como publicaram e espalharam para a população. Foi, portanto, um Golpe Militar. O Imperador estava em Petrópolis quando essa lambança aconteceu. Portanto, indignado com a possibilidade de um desafeto seu assumir o cargo de Primeiro Ministro, Deodoro berrou "Viva o Imperador", numa defesa clara do seu grande amigo. A real História do Brasil nos conta que, por causa de uma dor de corno, haja vista que a tal senhora tinha claras preferências pelo tal Barão, o Marechal Deodoro levantou-se do seu leito não pra proclamar a República mas para defender seu amigo o Imperador, já que o tal Barão se alinhava com os militares golpistas.

Mensaleiros e Médicos Cubanos.

O Brasil, que clama por justiça, é o mesmo que joga a Justiça no lixo! Estava vendo uma reportagem sobre as prisões dos mensaleiros e, quando o José Genuíno chegou à Polícia Federal, manifestantes com cartazes gritavam palavras de ordem como "Genuíno, guerreiro do povo brasileiro"!! Aliás, o Brasil é o único País que trata ladrão e moradores de puteiro como Casa do BBB como celebridade! A expectativa é de que todos os condenados se  apresentem até o fim-de-semana. O difícil é acreditar no cumprimento total das penas impostas pelo STF. Uma coisa é certa: de agora em diante político ordinário certamente pensará duas vezes antes de cometer falcatruas a torto e a direito. Vamos aguardar para ver.

                                                                      ********** 

Outra coisa que me chamou a atenção foi a forma com que os médicos da Ilha foram hospedados na minha cidade. Cumprindo "determinações superiores" a médica que veio morar em Mairi, curiosamente não pode residir na casa dos médicos, mantida pela Prefeitura. A informação que obtive é a de que "los hermanos" não podem, em hipótese alguma, dividir moradia com médicos brasileiros(???)! Aí me vem aquela perguntinha que não quer calar: se a medicina de Cuba é tão maravilhosa, por que não permitir que nossos médicos troquem experiências e aprendam com seus colegas da Ilha? Como entender que Professores, por exemplo, fiquem separados, já que a história nos prova que a interação entre profissionais de uma mesma área é de grande valia, justamente porque com a troca de experiências, o conhecimento pessoal se agiganta? Será que o jornalista que levantou a lebre da formação de um "grupo guerrilheiro" nos cafundós do Brasil tem razão? Sinceramente, eu acredito cada vez menos no sucesso desse real tráfico de profissionais que aliás, nem sabemos se são efetivamente médicos, tendo em vista que não foram obrigados a prestarem exames para revalidação dos respectivos diplomas. Por que será que essa exigência foi dispensada? Por que será que a Dilma queria que o médico brasileiro revalidasse seu diploma, ficando mais dois anos após a conclusão do curso de medicina? O fato é que, se o médico se forma em universidade pública e tendo condições financeiras para pagar um curso superior em faculdade particular, a contrapartida deveria ser sim, a obrigatoriedade de servir ao SUS por, no mínimo, dois anos! Aí sim, não teríamos necessidade de contrabandear e escravizar profissionais de outros Países, como está acontecendo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

As Peripécias de Justino!

Era uma vez, num reino muito distante, uma Rainha dava à luz um belo menino! Tão branco quanto a neve que caía por quase todo o ano no seu reino! Foi a maior festa já vista naquelas lonjuras da Terra. O Rei não cabia em si de tanto contentamento! Afinal, após quatro tentativas frustradas de ter um filho, sua Raínha o presenteara com o Herdeiro Real! O pequeno futuro Rei crescia com saúde e o vigor dos homens do seu reino, fortes e vigorosos lenhadores. Até algumas guerras por disputas de reinados menores foram adiadas porque no Reino de Ontárius era só comemoração. Um súdito mais puxa saco trazia melancias para presentear o Principe, outro trazia sacas de feijão, etc., até que o Rei se aborreceu e deu ordens para que a Guarda Real enfiasse todos os presentes "naquele lugar" de quem os trouxesse. Nisso vem um súdito com uma carga de bananas da terra, grandes e brilhantes, cultivadas, segundo ele, especialmente para oferecer a Vossa Majestade. Cumprido as ordens reais, os guardas começaram a socar as bananas ainda de vez no sujeito que, apesar do desconforto, gargalhava a plenos pulmões. Os guardas intrigados lhe perguntaram o porquê da risadaria e ele falou que estava rindo imaginando o vizinho dele que estava vindo com duas cargas de abacaxi...!!! Assim era o Reino de Justino! Enquanto crescia, Justino percebia que fazendo macaquices todas as crianças riam a não poderem mais. Muito esperto, Justino começou a fazer as papagaiadas e cada vez que a molecada ria ele cobrava uma moeda. Claro que tinham de pagar!!! Justino cresceu e descobriu que cantarolando qualquer música, também fazia os da sua idade se descabelarem. Justino então pede ao Rei, seu pai, que lhe compre uma máquina que reproduza o som de uma orquestra para que ele sozinho pudesse cantar para seus súditos. De posse da "máquina mágica", Justino começa a visitar os reinos vizinhos, até descobrir que longe, muito longe, existe um cabra que se acha Rei e que domina um lugar que ele também acha que é um reino. Resolve pedir ao seu pai para marcar uma apresentação dele nesse reino esquesito, já que o cabra que parecia rei estava muito rico. Foram acertadas as visitas de Justino a esse Quase Reino e o moço resolveu testar sua popularidade: arbitrou o preço que cada vassalo pagaria para lhe ouvir e ver cantar com a "máquina mágica". Informaram-no que a população do Quase Reino pagaria o que ele pedisse. Por curiosidade, perguntou o nome do Quase Rei do Quase Reino. Veio a resposta: "Sua Majestade, D. Molusco da Silva, o grande "Nove Dedos"!! Justino, perplexo com o alcunham perguntou ao seu pai porquê tal apelido tão esdrúxulo e o rei lhe respondeu que era porque, além de não saber ler os Tabernáculos o Quase Rei do Quase Reino só sabia contar até nove. Por isso, para nunca mais trabalhar, mandara cortar-lhe o dedo mindinho esquerdo. Pensando em tirar proveito do povo do Quase Reino, Justino resolveu fazer apresentações cheias de labanças porque descrobrira que, além de tolos os habitantes do Quase Reino eram cegos. Tinham um Quase Rei que mantinham por muitas luas e que esse Quase Rei empossou em seu Quase Trono uma Quase Bruxa escolhida a dedo, não o mindinho esquerdo, claro, para continuar passano a idéia de que seu Quase Rei ainda era o mesmo poderoso Quase Rei que quase saiu do Quase Reinado. Depois de fazer todas as traquinagens inerentes à tenra idade, Justino volta com sesu alforjes de couro canadense abarrotados de moedas previamente trocadas pelas do seu Reino, pois também lhe informaram que a moeda do Quase Reino valia Quase Nada!! Antes de se despedir dos seu adoradores, Justino, como todo adolescente, deu dedo (símbolo fálico) às pessoas, saiu a comprar prostitutas, bebeu muito, fumou "lasquinhas de folha", lambuzou muros, foi expulso da Hospedaria Copacabana Palace, enfim, fez uma farra da qual jamais esquecerá. Nós, seus súditos, ficamos ansiosos aguardando a próxima música de sucesso para que ele possa nos honrar tanto com sua presença como com suas traquinagens reais. Vai com Deus, Justino, meu Bebê!! Volte um dia para nos batizar de vez com o nome do vosso reino: "Ontárius"!! Oh Glória!!!

Médico Cunano: Salário mínimo?

Depois, tem idiota que ainda defende p governo do PT, quando a gente fala que ele está traficando médicos(?) da Ilha de Fidel. Defendem a vinda desses profissionais(??) de saúde, sob a alegação de que o médico brasileiro não quer trabalhar. Pois bem: como o motorista trabalha com o caminhão sem pneus? Como a faxineira pode trabalhar sem a vassoura e o espanador? Como o Juiz pode trabalhar sem a caneta para despachar? Como um médico pode querer trabalhar sem os materiais mais básicos para o atendimento? Os médicos cubanos vão encontrar reais condições de trabalho? E a Língua, serão ou se farão entender pelos "cafundós" do Brasil que é pra onde primeiramente irão? Vejam esse comentário do Alexandre Garcia e tirem suas conclusões. Reparem no absurdo do pagamento ao médico cubano. Se você acha que a Dilma está agindo certo, parabéns!! Você também é um escravocrata!!


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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Vou Parar de Escrever"!

Vejam que texto interessante do Reinaldo Azevedo:


Chega! Vou parar de escrever para o bem do Brasil

Vou parar de escrever. Eles me convenceram de que sou o mal do Brasil.
Vou parar de escrever porque, assim, a imprensa será mais plural e tolerante. Vou parar de escrever porque, assim, se eleva a qualidade do debate. Vou parar de escrever porque, assim, ninguém mais será chamado de cachorro no colunismo pátrio. Vou parar de escrever para ninguém mais ser obrigado a me chamar de cachorro. Vou parar de escrever para que os mansos e doces continuem mansos e doces. Não é bom que eles se tornem ferozes porque, afinal de contas, eu tenho um blog hospedado na VEJA e uma coluna na Folha. Vou parar de escrever para não mais açular a paixão sanguinolenta dos cordeiros.
Se eu parar de escrever, os que me odeiam poderão cuidar, em suas respectivas colunas, da alta política. Então será possível perceber o seu diálogo com Maquiavel, com Tocqueville, com Rawls, com Burke, essa gente toda que ignoro em meus textos e que os levo a ignorar nos seus porque, infelizmente, são obrigados a me odiar — aprendi com Miriam Leitão que sou eu que os obrigo a isso.
Vou parar de escrever porque, se o fizer, é certo que o Brasil sairá ganhando. Se eu parar de escrever, a escola pública melhora. Na verdade, vai ser possível perceber que ela, como disse aquele sobre a saúde, já está “perto da perfeição”. Eu é que me nego a ver. Se eu não produzir mais nenhuma linha, os brasileiros, finalmente, serão tratados como gente nos hospitais e nos aeroportos. Haverá mais igualdade.
Não escrevendo mais nada, haverá mais investimentos púbicos e privados. O país poderá, finalmente, ser mais rigoroso com as despesas. Quando eu pendurar as chuteiras, a oposição, finalmente, encontrará o seu caminho. Quem a impede de organizar um discurso para enfrentar o PT, como é visível, sou eu. No dia em que eu não produzir mais nenhuma linha, os petralhas deixarão de existir. Nunca mais haverá um político justificando a roubalheira em nome de amanhãs sorridentes.
Quando eu não mais escrever, vai aumentar a qualidade dos empregos no Brasil, e crescerá também a renda média do trabalho. Quando os leitores não mais forem torturados pelos meus textos, haverá, então, um debate de qualidade, que é aquele, como se sabe, que se deve fazer entre pessoas que concordam.
Por Reinaldo Azevedo

Os Dois Lados da História!!

Uma filha do atual vereador Waldir Pires, contesta artigo publicado por jornalista que foi assessor de Ulysses Guimarães. Segundo ela, o jornalista tenta expor Waldir Pires à execração pública de forma completamente equivocada e conscientemente danosa. Pelo visto, jornalismo honesto não mais é feito nesse País! Veja a íntegra da carta:

TRIBUNA DA IMPRENSA ONLINE - 31.10.2013Filha de Waldir Pires responde a Jorge Bastos Moreno

An
a Cristina Pires Duarte

Que pena, Moreno, que você prefira insistir na sua versão de um lado.

Há muitos anos, um filme primoroso, Kramer versus Kramer, mostrou como é injusto tomar uma posição e mais injusto ainda (porque aí pode-se manipular) quando se tem o poder do acesso à massa da população.

Meu pai, graças a Deus, está vivo, lúcido, ativo, e em perfeitas condições de contar a história para quem quiser ouvir. Se eu fosse jornalista é o que eu faria – ouviria. Como filha, fica-me o gosto amargo de ter que ler, num jornal que é praticamente o único no Rio de Janeiro, uma nota como essa sua de hoje. Ela é injusta e inverídica.

Diferentemente do Dr Ulysses que inicialmente apoiou o golpe militar em 64, meu pai, professor de Direito Constitucional e Consultor Geral da República ficou junto com Darcy, Chefe da Casa Civil, em Brasília tentando que o Congresso não fizesse a sabotagem que fez declarando vaga a presidência quando o presidente João Goulart estava no Rio Grande do Sul para fazer a resistência .

Se Jango não fosse um humanista e um pacifista, se ele fosse inflado pela vaidade que infelizmente corrói muitos políticos, certamente teria tido um derramamento de sangue numa revolução DE FATO e não essa inventada pelos golpistas para parecerem democratas.

Com 11 anos eu viví intensamente a angústia daqueles dias, daquelas semanas, daqueles meses. Com 11 anos, eu não perdia uma só coluna do Cony. Era a forma de me sentir mais acalentada, de não me sentir tão sozinha e de acalmar a dor da incerteza do destino de meus pais. Eu tinha ficado em Brasília com uma tia porque já estava no exame de admissão e os boatos eram que meu pai e Darcy tinham sido mortos. Minha mãe e Berta Ribeiro (antes de conseguirem ir para o Uruguay) viviam escondidas, perseguidas e ameaçadas. A solidariedade era quase nenhuma porque o medo era enorme. Poucos foram os deputados que honraram a Constituição e reagiram quando o presidente da Camara, manietado, deu o golpe declarando vaga a Presidência da República. Alguns deputados, como Ruibens Paiva, foram heróicos tentando salvar companheiros perseguidos já naqueles primeiros dias. Outros, infelizmente, omissos, entre eles Ulysses.

Só no dia 2 de julho, dia da independência da minha terra, foi que me juntei aos meus irmãos ( todos menores e que tinham sido levados para Salvador para serem preservados), e fomos enfim autorizados – esse grupo de 5 perigosos cidadãos entre 11 e 2 anos – a sair do nosso país para encontrar nossos pais e começar longos anos de exílio.

Será que sabem o que é isso? Não! Só quem viveu sabe. Quem não viveu até chega a pensar que foi “uma boa” aprender espanhol e depois viver em Paris, falando francês. Não passa pela cabeça das pessoas o que é você não poder fincar raízes porque não sabe o que vai acontecer amanhã; o que é você não poder ou não querer se apegar a um lugar porque sabe que terá que deixá-lo; o que é você chorar ao ouvir e a ter que cantar na escola o hino nacional dos outros e pensar no seu; o que é você se sentir sempre um estranho no ninho.

Conto tudo isso para lhe dizer que acho que merecemos respeito. Que seria digno ter um pouco de consideração e não distorcer os fatos muito menos quando eles envolvem pessoas que viveram o que nós vivemos. Meu pai não é um político qualquer; ele é exemplo de integridade, desprendimento, retidão, luta, solidariedade e sobretudo completamente desprovido da vaidade que você INVERTE na sua versão.

Entendo que, como assessor de imprensa de Ulysses, você tenha ouvido reiteradas vezes o que narra, mas creio que como jornalista, com uma coluna tão lida, no jornal que é praticamente o único do Rio, você poderia ajudar a história fazendo um esforço de não ficar só com a sua versão mas tentar conversar com pessoas próximas aos 2 personagens citados, meu pai e Ulysses. Muitos ainda estão aí como o senador Pedro Simon, a Maria da Glória Archer (tão amiga de Mora), o Mino Carta, Dalva Gasparian (viúva e companheira política constante de Fernando) etc, etc,etc.

Como homem da imprensa, procure na imprensa os mapas dos resultados eleitorais daquela época e veja o quanto é esdrúxulo você dizer que “Waldir devia a Ulysses”. A Bahia, terra de Waldir, foi o ÚNICO estado onde Ulysses venceu. Todos os outros, com todos os governadores (inclusive o estado de Ulysses) tiveram um resultado desastroso.

Mas já era o esperado desde que aquela enxurrada de governadores e lideranças chegaram a Ondina para colocar para meu pai a necessidade do nome dele na composição da chapa majoritária. O partido precisava de fôlego já que Ulysses era irredutivelmente candidato. Waldir estava forte; tinha feito um admirável trabalho na Previdência e tinha tido a maior vitória entre todos os governadores do PMDB derrotando ACM com mais de um milhão e meio de votos de frente. O gesto de Waldir, abrindo mão do grande sonho de governar o seu Estado só se vê em pouquíssimos e ferrenhos idealistas. Portanto, quem devia a quem? Quem foi inflado pela vaidade?

Eu, Cristina, me sinto com todo o direito e o DEVER de dizer que não aceito essa deturpação. E digo mais, assim como existe política e politicalha, existe História e estória. A escolha depende da responsabilidade de cada um.

Até acredito que seja uma falha meu pai não “perder tempo” colocando os pingos nos “is” – preferir usar esse tempo “conversando” com estudantes, fazendo palestras (sempre gratuitas, é bom que se diga), cumprindo com honra e trabalho o seu mandato de vereador – porque acho que poucas pessoas podem narrar, quase 70 anos de vida pública do país com o conhecimento de causa, tendo vivido diretamente e intensamente cada um dos episódios históricos.

É admirável, é invejável, é uma lição e é um exemplo.


O Filho do Presidente!!

Uma resposta do filho do Ex Presidente João Figueiredo mostra que a FIFA e seus lacaios, há muito tempo queriam meter a mão no bolso dos brasileiros. João Havelange e Ricardo Teixeira são velhos "conhecidos" das polícias internacionais, Juízes e Promotores. Vejam o texto:

PAULO - Filho do Ex- Presidente Figueiredo

 
RESPOSTA A SEU AMIGO FLÁVIO!
          Flávio. De repente, hoje eu comecei a receber uma enxurrada de mensagens mencionando esta história.
Sou, evidentemente, o cara mais suspeito para tecer considerações sobre qualquer matéria que faça juízo de valor a respeito de meu pai, especialmente em atos do seu governo.
Mas sobre este episódio, especificamente, não posso me furtar a lhe dizer, e com certeza absoluta, que o que está relatado é totalmente verdadeiro.
Até porque, veja você, calhou de eu estar presente no mencionado encontro. Tinha acabado de vir do Rio, e fui direto para a Granja do Torto ver os meus pais, como eu sempre fazia assim que chegava em Brasília. Soube que o "Velho" estava reunido com o Havelange, no gabinete da residência. Como sempre tivemos com ele uma relação muito cordial, me permiti entrar para cumprimentá-lo e dar-lhe um abraço.
"- João e João! Esta reunião eu tenho que respeitar!", brinquei irreverente, dele recebendo um carinhoso beijo. (Havelange sempre teve o hábito de beijar os amigos). Ia, logicamente, me retirar, mas papai me deixou à vontade:
"- Senta aí, estamos falando de futebol, que é coisa que você adora".
Fui logo sacaneando: "Vocês já descobriram um jeito de salvar o Fluminense?" (risos - os dois eram tricolores roxos).
"- Ainda não, mas vamos chegar lá. Estamos conversando sobre Copa do Mundo..."
Filho, neste momento, o Havelange está me sugerindo realizar a próxima Copa do Mundo no Brasil e eu vou dar uma resposta a ele com o seu testemunho: “Havelange, você conhece uma favela do Rio de Janeiro? Você conhece a seca do nordeste? Você conhece os números da pobreza no Brasil? Com essa realidade, você acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol? Não vou! E, enfie essa tal de Copa do Mundo no buraco que você quiser, que eu não vou fazer nenhuma coisa destas no Brasil!
O Velho não concordava que o país despendesse quase um bilhão de dólares (valor abissal para os números daquela época) para tentar satisfazer o caderno de encargos da FIFA, principalmente diante do quadro de enorme dificuldade financeira que o Brasil atravessava. Uma situação cambial dramática, resultante de um aperto histórico na liquidez internacional - taxa de juros internacionais de 22% a.a, barril de petróleo a 50 dólares no mercado spot - agravada pela necessidade de se dar continuidade a um importantíssimo conjunto de obras de infraestrutura. Muitas delas iniciadas, diga-se de passagem, em governos anteriores, mas que não poderiam ser paralisadas por serem realmente de vital importância para a continuidade do nosso desenvolvimento.
Realmente, era contrastante com o que se fez (ou melhor, o que NÃO se fez) nos governos seguintes: várias hidrelétricas, começando por Itaipu - até hoje é a segunda maior do mundo, além de Tucuruí, Balbina, Sobradinho, todas com as suas gigantescas linhas de transmissão; conclusão da expansão de todas as grandes siderúrgicas (CSN, Usiminas, Cosipa e outras - que fizeram o Brasil passar de crônico importador para exportador de aço); conclusão das usinas de Angra 1 e 2; um programa agrícola que permitiu que ainda hoje estejamos colhendo os frutos da disparada de produção de grãos - graças à Embrapa, ao programa dos cerrados e ao programa "Plante que o João garante"; um salto formidável nas telecomunicações, até então ridículas; multiplicação da malha rodoviária - a mesma, praticamente, na qual hoje ainda rodamos, só que agora sucateada e abandonada; inauguração de dois metrôs: Rio e São Paulo; instalação de vários açudes no sertão nordestino; a construção de 2.400.000 casas populares, mais do que toda a história do BNH até então, e muito mais.
Isto é apenas o que eu me lembro agora, ao aqui escrever rapidamente. Em resumo: naquela época, o dinheiro dos impostos dos brasileiros, simplesmente, destinava-se ao desenvolvimento do país.
Mas, para concluir, já falando do presente: o que se está fazendo com o povo brasileiro é simplesmente criminoso. Só que a roubalheira na construção dos estádios é apenas a ponta do iceberg.
Só chamando um Aiatolá para dar jeito, mesmo.
Grande Abraço,
Paulo Figueiredo

Obs.: 1 - Paulo Figueiredo é filho do ex-presidente João Figueiredo. 
         2 - Por dever de justiça, é de se ressaltar que o Presidente João Figueiredo morreu pobre. Anos após morreu sua esposa, D. Dulce nas mesmas condições. Seu filho Paulo, hoje trabalha como qualquer mortal e nunca se teve notícia de qualquer negócio fantástico envolvendo seu nome, nem tampouco, que enriqueceu no governo do pai

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Quer uma surpresa?

Alguém assistiu ao horário político hoje? Eu fiz questão de ver. É lamentável que o Brasil assista à demagogia desses canalhas empoleirados no Planalto Central sem que se faça nada de concreto, em direção à salvação da Pátria. Durante 10 negros anos o Brasil assistiu ao veemente "combate à pobreza" e que levou parte da população do Brasil a sair da miséria: a família do Lula saiu da miséria, os mensaleiros sairam da miséria, o José Dirceu saiu da miséria, enfim, o programa foi um sucesso!! Até a Dilma é acusada de ter uma filha tão "Ronaldo dos negócios" como o filho do molusco. Essa senhorita ou senhora é proprietária, segundo denúncias em posts na internet, de nada mais nada menos que dez empresas!! O Pré sal, que rendeu bilhões de dólares às tais Empresas X, do Eike Batista, foi uma alavanca para tirar um playboy parasita, também da "miséria". O problema é que parece que as tais "X" se tornaram, vejam só, uma incógnita. O pseudo empresário tá vendendo até as cuecas para saldar dívidas e, pelo visto, retornará à miséria. Quero ver quando as coisas começarem a tomar um rumo decente e os ditadores do Brasil começarem a prestar contas dos seus atos. No programa de hoje, o PT comemorou 10 anos do Bolsa Família! Em 10 minutos o que apresentaram foram os "benefícios" sociais do tal programa. Não sou contra nenhuma assistência social!! O País precisa cuidar dos seus cidadãos! O que não pode é deixar setenta por cento da população na falsa sensação de ascenção social, por conta de uns trocados depositados em sua conta todo mês!! O que não se aceita é um trabalhador não conseguir um cartão de crédito com limite superior a quinhentos reais e, beneficiários do Bolsa Família e do Minha Casa (lá deles!!), Minha Vida, recebam sem mais nem menos, um cartão com limite de até Cinco mil reais!!! É ou não surreal? Isso é ou não a compra de votos mais descarada da História dessa republiqueta de merda? ...E não fazem nada...!! Estou falando de quem realmente pode inicialmente fazer alguma coisa: OAB, STF... Não; melhor não. Deixa esse de fora..., enfim, as pessoas que detêm algum poder, sem serem políticos, naturalmente, nesse País! Eu farei 60 anos daqui há pouco tempo e já posso ouvir a contagem regressiva da minha vida. Mas, e os nossos filhos, nossos netos, que País vamos deixar para eles? Também hoje, numa ante sala de uma repartição, folheava uma revista (IstoÉ Dinheiro) de Março/13. Uma matéria me chamou a atenção na seção "Curtas": Tava mais ou menos assim: "Odebrecht vai reformar o aeroporto de Havana. O custo da obra está orçado em R$200.000,000,00 (duzentos milhões!!!), sendo R$150.000.000,00 saindo de empréstimos do BNDES..."!! Algum Economista pode me falar como os Castros vão pagar essa conta? Se Cuba precisa fazer "Acordo de Tráfico de Pessoas" com o Brasil, também conhecido como "Mais Médicos", para os "escravos cubanos" enviarem setenta por cento dos seus salários brasileiros para o Governo da Ilha, como aquele governo morto pagará cento e cinquenta milhões? Mais uma vez, fizeram festa com o dinheiro dos outros!!


Essa foi a cara que fiquei ao longo do programa Petralha!!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

DOLORES E O MÉDICO CUBANO!!



"E Se Fosse Sua Mãe"??

Meus amigos, em algumas conversas a respeito da tragédia de Ondina, eu sempre coloquei um pouco de observação à condição psicológica da Drª Kátia. Fiz quase exatamente as observações que o texto abaixo fala: "Será que ela saiu de casa com a intenção de matar"? "Como, depois disso tudo, estará a sua consciência"? Sim, porque uns afirmavam com a maior veemência que ela tinha "intensionalmente matado os jovens", como se estivessem no banco do carona, quando a tragédia aconteceu. Falei que se por acaso ela for julgada por homicídio culposo, sem intenção de matar, mas a sua consciência lhe acusar de dolo, como não serão os dias restantes da vida dessa senhora? Ela acabou também sendo vítima. Não do motociclista, mas de um momento de desequilíbrio que, numa fração de segundos, também causou um desastre na sua família. Morreu também ali a mulher, a mãe, a profissional...!! Melhor vocês lerem o texto que me foi enviado pela Drª Amalia Casal Rey. O artigo é assinado pelo Dr. Jordan Campos, Terapeuta Clínico e especialista em Família:


E se fosse a sua Mãe?
por Jordan Campos


Não, não vou calar minha voz. Minha missão como profissional da saúde mental e transpessoal é informar, retrucar, provocar reflexões e ousar tal como um Dom Quixote a evolução do caos estático e medonho em várias áreas da nossa vida “real”. Escuto o tempo todo a frase: “e se fosse seus filhos”, mas não vejo pronunciarem: “ e se fosse sua mãe”. Sabe por q
uê? Porque o povo está cansado de injustiças que os homens de colarinho branco permitem. Estão sem esperança de ver o controle da criminalidade, do tráfico, do seu medo real de sair de casa e não voltar. Estamos infelizes com os diagnósticos medonhos que nos fazem reféns de remédios e exames que nunca curam a dor profunda de nossa solidão. A dor da família em caos. O povo não aguenta mais... E ao ver o acontecido em todos os jornais, televisão e comentários cria um julgamento rápido de reparação de um todo engasgado. Vêm na perseguição desta médica um pouco da vingança a tudo que não foi resolvido em suas vidas. Em psicologia, isso se chama “projeção”, esta faceta organizada por Freud é um mecanismo de defesa mental que usamos no dia a dia quando espelhamos em uma outra pessoa ou situação social nossos mais profundos medos, tristezas e injustiças. Distorcemos a verdade então, hiperbolizando o indivíduo ou situação, projetado nele o que representa todas as nossas queixas e dores.
A projeção psicológica social ocorre quando os sentimentos do povo são ameaçados, reprimidos e costumeiramente, projetados em alguém público ou alvo da mídia. A projeção psicológica reduz a ansiedade e dá um certo conforto mental por permitir a expressão de toda a repressão própria, em outra pessoa. (...)

Não conseguem entender que esta médica tem dois filhos que estão “mortos vivos” vendo sua mãe sendo execrada publicamente, que tem um marido sem dormir há dias, e não entendem que ela morreu também socialmente, emocionalmente e talvez isso nunca mais tenha volta. Não sei o tal “carma” que os envolvia... Mas a fatalidade ocorreu. A fatalidade da hipervigilância, do medo, da raiva. Do que no fundo NUNCA vamos saber ou entender completamente.
Alguém realmente acha que ela foi atrás da moto para matar? Improvável e infantil pensar nisso. Ela deve ter ido com raiva dizer uns desaforos no próximo sinal, tinha um carro possante que talvez nunca tenha sido apertado o seu acelerador como foi e num movimento infeliz conduziu a ópera da morte dos três.
Que fique claro: nada justifica as mortes! Não foi legítima defesa de um golpe de hipervigilância, mas também não foi algo arquitetado. Mas aconteceu.

Uma pausa (...) Fui absorvido durante esta semana por uma avalanche que eu mesmo provoquei, mesmo sem procurar. Estava saindo para o almoço de domingo quando escrevi de forma rápida aquele texto sobre “hipervigilância” que ganhou rapidamente uma propagação imensa. Por coincidência fui almoçar no restaurante Barravento, em frente ao movimento dos amigos e familiares dos jovens naquele dia. Era um sinal? Bem... aquele texto que escrevi passou por diversos programas de rádio e TV, foi lido e discutido pelo Mario Kertesz, Zé Eduardo, Medrado, líderes religiosos, políticos, artistas e por advogados e “representantes” dos dois lados da tragédia acontecida em Ondina. Eu visitei emissoras de Tv e rádio, minha agenda de atendimentos sofreu com isso, e até no Cidade Alerta fui parar. Nesta próxima semana mais e mais entrevistas e convites. Meu inbox do facebook se transformou em uma “inboxoteca” de mensagens, e li todas. O Google mostrou 120.000 relações entre meu nome e o lamentável evento. Entrei sem querer em parte do carma da coisa. Eu escutei tanta gente, refleti sobre tantas opiniões e me coloquei em auto-terapia tentando entender minha missão neste chamado que não havia escolhido. Uma coisa no entanto me chamou muita atenção: 98% de todo este público maciço concordou e entendeu o meu texto, e fez algo que me tocou no meio desta sombra toda: se colocaram no lugar da médica, a Dra Kátia, mas tinham medo de falar isso.

Não, não estou defendendo o ocorrido. Não estou tomando partido de ninguém. Que não me apareça nenhum fanático ou alguém que precise de aulas de interpretação de texto e senso me julgando errado. Estou refletindo sobre a mulher que havia antes disso tudo - da médica que acabou sua vida e a de mais duas pessoas, seja de forma culposa ou dolosa, mas jamais premeditada em matar. Sim, mas acabou “matando”. Sim, e em nenhum momento questiono isso. Todo o meu texto é uma reflexão até o momento antes do choque do carro com a moto, e do depois. De acordo com as nossas Leis, ali está tipificado um crime. Duas mortes literais, e segundo a nossa Constituição deve-se pagar por isso. Sou a favor da justiça e do apuramento de tudo. Que de forma imparcial sejam feitos todos os esforços para desvendar o “todo” deste caso e que o processo ande como deve – está na mídia, tem clamor popular – vai ser rápido não é? Talvez até júri popular com esta raiva toda evocada.
Que Deus ajude a todos os evolvidos nesta decisão.
Que Deus console a família dos jovens e da médica. E a sua também.

Apenas acredito, como terapeuta e cuidador de gente, que este clima exacerbado e denso, com fotos dos corpos circulando livremente, com a internet parecendo o Iraque matando em praça pública seus criminosos, e com este povo lembrando Roma torcendo pelos leões devorando... Nos adoece - coloca nossa alma em um estado de baixa vibração e não ajuda nada a entender e se colocar nos dois lados e lugares do acontecido. Todas as vidas ali foram ceifadas. Não desonre a vida – existe uma administração maior que no fundo cuida de tudo. 98% de todos que lerão este texto já pronunciaram a frase: “E que seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu”. E tantas vezes depois barganharam com o Deus de cada um querendo deste e daquele jeito. Limpem o coração e orem. Orem pelo que desconhecem destas Leis que de certa forma permitiram isso, se assim acreditarem. Deixe que a justiça cuide disso e não você. Que isso nunca lhe aconteça quando for tirar aquela satisfação no trânsito na hora da fechada; que isso nunca lhe aconteça quando tiver que reagir por medo, que isso nunca lhe aconteça quando o improvável e inexplicável bater à sua porta e lhe transformar sem aviso de um cidadão trabalhador em um “assassino”.

Então este meu novo texto se chama: “E se fosse a sua Mãe?” – Sim... Se fosse a sua genitora, aquela que cuidou de você, que estudou, trabalhou, perdeu noites, ficou brava e intolerante às vezes; e linda e amável em tantas outras? Se fosse esta mulher que proporcionou a tua vida e cuidou de você, que você ama e quer cuidar, que num infeliz dia, saiu de sua casa em mais um dia de rotina e acaba sendo devorada pela tragédia de um instante de desequilíbrio emocional? Que não saiu de casa querendo matar ninguém, mas acabou por infeliz combinação de uma das Leis de Murphy, causando a morte de dois irmãos? Se fosse a sua mãe??? Você estaria com este fervor querendo ver o sangue pisado dela? Estaria querendo enforcá-la em praça pública e perseguindo-a como você nunca fez com os verdadeiros criminosos e assassinos diários de profissão? Ou estaria arrasado e morto junto com a alma dela sem saber nem se movimentar, paralisado com as mãos na cabeça, pedindo a Deus uma máquina do tempo, não para escapar de nada, mas para ter feito algo possível para as vidas dos irmãos estarem hoje intactas e em casa? O que você faria? (...) Que isso nunca aconteça com a sua mãe. Ninguém nunca vai saber exatamente o que aconteceu ali.
Luz às duas famílias. Oração sincera a todos.
Amém.


Jordan Campos é terapeuta clínico, especialista em família, transtornos ansiosos e trauma. www.jordancampos.com.br

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dora Kramer e Arnaldo Jabor

Basta que leiam. As conclusões vocês mesmos tirarão!!

 ALERTA DE DORA KRAMER SOBRE ARNALDO JABOR
  Assunto:  Leia o  comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:
  'A decisão do  TSE, sob a presidência de LEVANDOWISKI, determinou a
retirada do comentário  de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do
presidente 'Lula' ,   feriu o preceito constitucional da liberdade de
imprensa.
'Não deixem de  ler e reler o
texto abaixo e passem adiante':

A VERDADE ESTÁ NA  CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.
(ARNALDO JABOR)

O que foi que nos  aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis,  ou  melhor,
'explicáveis' até demais.
Quase toda a verdade já foi  descoberta, quase todos os crimes
provados, quase todas as mentiras  percebidas.

Tudo já aconteceu e quase nada acontece. Parte dos culpados  estão
catalogados, fichados, processados e condenados e quase nada  rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe, tais são  as
manobras de procrastinação, movidas por um sem número de agentes  da
quadrilha
. Isto é uma situação inédita na História   brasileira!!!!!!!
Nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no  entanto, tão
inútil, impotente e desfigurada!!!!!!!!
Os fatos reais  mostram que, com a eleição de Lula, uma quadrilha se
enfiou no governo, de  cabo a rabo da
máquina pública e desviou bilhões de dinheiro público para  encher as
contas bancárias dos quadrilheiros e dominar o Estado  Brasileiro,
tendo em vista se perpetuarem no poder, pelo menos, por 70  anos,
como
fizeram os outros comunas, com extinta UNIÃO  SOVIÉTICA!!!!
Grande parte dos culpados, já são conhecidos, quase tudo  está
decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os  tapes,
as provas irrefutáveis, mas os governos psicopatas de Lula e  Dilma
negam e ignoram tudo!!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata  CHEFE, não se responsabiliza por
suas ações.

Sempre se acha inocente ou  vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
O outro não existe para ele e  não sente nem remorso, nem vergonha do
que fez!!!!!
Mente,  compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir
o poder.
  Estes governos são psicopatas!!! Seus membros riem da
verdade, viram-lhe as  costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade
se
encolhe, humilhada,  num canto. E o pior, é que a dupla Lula-Dilma,
amparada em sua imagem de  'povo', consegue transformar a Razão em
vilã, as provas, em acusações   'falsas', a condição de Cúmplices e
Comandantes, em 'vítimas'!!!!!
E a  população ignorante e alienada, engole tudo.. Como é possível  isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca a maioria dos crimes,  na
Fortaleza da lentidão e da impunidade, a exceção do STF, que, só  daqui
a seis meses, na melhor das hipóteses, serão concluídos os  julgamentos
iniciais da trupe, diz o STF.
Parte dos delitos são  esquecidos, empacotados, prescrevem, com a ajuda
sempre presente, dos  TÓFFOLIS e dos LEVANDOWISKIS.
  (Some-se à estes dois:          Barroso, Teori Zawaski e Rosa Weber.)                                                       
A Lei protege os crimes e regulamenta a  própria desmoralização.
Jornalistas e formadores de opinião sentem-se  inúteis, pois a
indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o  que
escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da
mentira  desses últimos dois governos.
Sei que este, é um artigo óbvio, repetitivo,  inútil, mas tinha de ser escrito...

Está havendo uma desmoralização do  pensamento.  Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê?  Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a  nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os  raciocínios.
A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV,  rádio,
tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada  negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação
de que as  idéias não correspondem mais aos fatos!!!!!
Pior: que os fatos não são nada  - só valem as versões, as manipulações.
Nos últimos anos, tivemos um grande  momento de verdade, louca,
operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o  Roberto Jefferson
abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de  nossa
política.
Depois, surgiram dois grandes documentos históricos: o  relatório da
CPI dos Correios e a Denúncia do Procurador-geral da  república,
enquadrando os 39 quadrilheiros do escândalo do MENSALÃO. Faltou  o
CHEFÃO.
São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto,  chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que o  Procurador Geral, nomeado pelo
Lula, tem o desplante de ser tão claro! Como  que o Osmar Serraglio
pode ser tão explícito e, como o Delcídio Amaral não  mentiu em nome do
PT ? Como pode ser tão fiel à letra da Constituição, o  infiel Joaquim
Barbosa ? Como ousaram ser tão honestos?'
Sempre que a  verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de  exibicionista'. Quando
apareceu aquela grana toda, no Maranhão, a família  Sarney reagiu
ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não  teve a
delicadeza de avisar que a polícia estava
chegando....
Mas  agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido..
Assim  como o stalinismo
apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus  crimes, o governo
de Lula, foi criando uma língua nova, uma neo-língua  empobrecedora da
ciência política. Uma língua esquemática, dualista,  maniqueísta, nos
preparando  para o futuro político simplista, que  está se consolidando
no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será  transformada em uma massa de
palavras de ordem , de preconceitos  ideológicos movidos a dualismos e
oposições, como tendem a fazer o  Populismo e o Simplismo.

Não deixe de repassar é o  mínimo que podemos fazer diante de tanta  corrupção!
 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Me desculpem, Professores"!!

"Fui eu quem partiu pra cima dos  Professores de cassetete em punho e distribuindo bordoadas para todos os lados"!! Esse pensamento, deve ter passado pela mente podre do policial que mostrou na sua página no facebook o cassetete quebrado, onde ele dizia "...foi mal fessor"!! Esse pobre degenerado não se deu conta de que sem os milagres que os Professores operam diuturnamente, seria impossível ele lograr êxito no concurso da Polícia do Rio! Milagres porque até pessoas como esse sujeito conseguem aprender alguma coisa que lhe servirá mais adiante. Muito emboa nenhum Professor espere reconhecimento por parte desses imbecis, ainda assim, por consciência do dever cumprido, fazem esses milagres acontecerem todos os dias em todos os cantos do Brasil. Os mesmos Governadores, da Bahia ou do Rio, que mandam "descer a lenha" nos Professores, já precisaram desses Mestres. E certamente quem foi Professor desses moleques (Wagner, Sérgio Cabral e Eduardo Paes) e ainda está vivo, deve estar sentindo uma frustração sem tamanho! Certamente estarão muito tristes por verem que "seus projetos de homens" se transformaram nas frutas podres do cesto. Deve ser muito triste para um Professor ver um seu ex aluno trilhar certos caminhos. Por isso, Professores, eu lhes peço desculpas em vez de parabenizá-lo. Reconheço o meu grande erro e venho a público purgá-lo, na esperança de merecer o seu perdão amanhã. Sou culpado por ter votado numa pessoa que soube tão bem nos iludir, que soube tão bem nos devolver a euforia do "bota fora", à época, e hoje, envergonhado, reconheço que nunca nesse País as pessoas foram tão maltratadas, principalmente a mais nobre das classes. Certamente que os dois minutos que passei na cabine eleitoral, representaram aquele cassetete quebrado nas costas ou na cara de um Professor. Por conta desse meu gesto tão pequeno e rápido, vejo a educação caminhar para o abismo total, para não ficar tão destoante da Saúde e da Segurança Pública. Professores, sinceramente, me desculpem, se puderem!!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A "Pingueira" que me venceu!

Chuva... Ah!!! Como é bom! Quanto alívio e esperança traz para o mundo. Principalmente se esse mundo é o Nordeste, tão castigado pela estiagem d'água e de bons políticos!! Mas "quando Deus quer é assim": chove a noite toda. Tomara que pras bandas de Mairi e outros municípios que sofrem com a estiagem ela tenha passado nem que saiba "para um dedim de prosa"! Os nordestinos do interior certamente ajudariam a florescer os maravilhosos frutos da próxima colheita, com a "água" que sempre corre pelos seus rostos como cahoeiras desenfreadas, de tanta felicidade em dias de chuva. No Nordeste o único "tanque" que nunca seca são os olhos do seu povo: se tem chuva, tem lágrimas no rosto sofrido e marcado pelos sulcos da "erosão" de anos de sol e sofrimento; se falta chuva, tem lágrimas abrindo novas "erosões" na face castigada e riscada pela dor; se tem comício com promessa de acabar a seca, tem nova lágrima de esperança que se renova por todo o sempre; se a promessa não é cumprida, e nunca foi, nova lágrima de desgosto por ter sido, novamente, ludibriado por doutores tão indiferentes ao sofrimento alheio...!! Assim é a vida do nordestino. Por isso bendigo a chuva que caiu em Salvador a noite toda. Só tem um "porém": morar em casa de telha sem forro tem suas compensações, como quando vemos uma bela moça com uma blusa semi transparente sem fazer uso do "califon": é colírio para os olhos e frescor para a alma, como o frescor produzido pela casa de telha sem forro, muito embora nos dois casos possa aparecer um "cisco" e nublar tão belas visões. Há também, na casa de telha, o inconveniente da necessidade de retelhamento constante. O vento e alguns gatos boêmios, às vezes tiram as telhas do lugar, deixando buracos por onde passam os raios de sol e lua. Por onde também passam, em dias ou noites chuvosos como esta última, algumas goteiras. Acordei com o barulho inconfundível (toc) de um pingo d'água no colchão. Esperei..., nada. Foi só um pingo, pensei. "Toc... Toc"...! Acendi a luz e vi o colchão molhado e imediatamente veio-me a recordação de moleque quando mijava na cama e D. Matilde me pegava de jeito. Botei uma vasilha plástica em cima da cama como todo mundo faz. Apaguei a luz e... "toc"! O barulho não era de pingo d´água em vasilha! Levantei novamente e a goteira estava "passeando" pelo meu colchão novo que só paguei a primeira pestação. Apanhei uma panelinha de alumínio e posicionei no lugar da pingueira. Fui dormir. Minutos depois..."toc", "puf"! Como a chuva às vezes ficava muito forte, notei que a pingueira-mãe havia chamado a prole para brincar no meu colchão novo. Fui ao armário que também comprei fiado, apanhei tudo que restava de vasilha plástica e panelinha de alumínio e distribui sobre a cama. Deu certo: o colchão parou de ser "incomodado" mas eu tive de ficar sentado até amanhecer. Daí liguei o computador e resolvi contar pr'ocês o preço que se paga por morar numa casa de telha sem forro, apesar de fresquinha no verão. Ah! Ia-me esquecendo: não faltaram ciscos caindo do telhado. Como a jovem de blusa transparente, é bonito de se ver. Mas o ônus que se paga às vezes é muito grande.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O "Português" que não entende Português!

O Governo brasileiro, num passe de mágica, resolveu o problema da Saúde do povo com o programa fantástico Mais Médicos!! Vi hoje em Salvador, mais exatamente nas proximidades do Hospital Jorge Valente, um Outdoor com as fotos de dois médicos(??), dando conta de que esses profissionais foram contratados ou enviados para o município de Dais D'Ávila, região metropolitana de Salvador. Bom, já temos dois médicos nesse município, que supomos, tenha uma população esclarecida e articulada. Pelo menos imaginamos. Mas, como fazer se enviarem médicos, aliás, ESCRAVOS CUBANOS, para as regiões que realmente necessitam até mesmo de um Técnico de Enfermagem? "Mas a medicina de Cuba é referência mundial!!!", você pode até dizer, como ouvi hoje de uma colega. Quando indagada onde ela tinha visto essa informação, me respondeu que "a Diretora é que falou"!! As pessoas não têm nem a decência de formar uma opinião. Mesmo que equivocada, seria, enfim respeitada, por ser uma opinião pessoal. Não!! É mais fácil ser papagaio e reproduzir o que os outros dizem! Quando, uma pessoa que está fazendo faculdade,  vai desenvolver sua capacidade crítica? Como faremos para os pilantras do poder perderem a "teta"? Quando um beneficiário do Bolsa Família ou Bolsa Presídio se rebelar? Estive pensando numa pessoa da roça, da minha região mesmo, com seu filho num posto de saúde para ser consultado por um médico português, por exemplo. Vocês acham que tudo daria certo por que nossos idiomas são perfeitamente fáceis de entender por serem iguais. Não? Pois é: imaginem a confusão que poderia acontecer. Vamos imaginar o atendimento de uma mulher com um menino na "cacunda", como costumam fazer as mães da roça.
Diálogo hipotético..., mas que pode se realizar:
Médico português: "Pois não, de quem é o atendimento, a RAPARIGA ou o PUTO?"
Mãe: "RAPARIGA é a puta que li pariu, seu corno véio!! Inda bem num chegô e já vem defamano a gente!! E meu fio num é PUTO não!! PUTO deve ser vosmicê e seu pai, seu fio d'uma égua!! Ah! meu marido aqui pá le lascá a peixeira no bucho...!!"
Médico: "Calma, calma!! Se estás a ficar nervosa, fica lá atrás daquela BICHA para ser atendida, ô pá!!"
Nisso, quando aponta, um cidadão tipo "armário de Jatobá" acha que é com ele. Aí parte para cima do "Dotô" e o manda para o Hospital Luis Eduardo Magalhães, de Mairi. Duvidam que isso possa acontecer por conta das diferenças das Línguas? Vamos explicar porque o suposto médico apanhou inocente:
RAPARIGA, que pra nós da Bahia é "Mulher Dama", "Puta" mesmo, lá, em Portugal,  é SENHORITA!!
PUTO, que pra nós é o "macho da puta", lá é MENINO, GAROTO!! E BICHA, que pra nós da Bahia e pro resto do Brasil é "Viado", "Xibungo", "Baitola", "Pederasta" e mais recentemente "Gay", lá na "Terrinha" nada mais é do que FILA! Por isso o Dotô mandou a SENHORITA e seu GAROTO ficaram lá atrás, no fim da FILA!! Mas aí o médico já havia sido atropelado. Uma pequena ilustração do quanto o Governo brasileiro se preocupa com nossa saúde:


Mulher indígena dá a luz em jardim após ser expulsa de hospital por não falar corretamente o idioma


Mulher indígena dá a luz em jardim após ser expulsa de hospital por não falar corretamente o idioma

Com dores de parto , Irma veio para o Centro de Jalapa Diaz de Saúde , quando ainda era noite, acompanhada pelo marido. A clínica estava parcialmente parada, porém teria uma equipe de emergência. Então para os poucos que estavam trabalhando disse-lhes que estava prestes a dar à luz. A paciente relatou que estava a horas tendo contrações e estava completamente dilatada.

Os médicos fizeram -lhe algumas perguntas , mas não a atenderam argumentando que a  indígena não fala espanhol perfeitamente e que não a compreenderam. Ou que , como havia sido assistido por parteiras durante a gravidez , eles não tinham certeza do que estava acontecendo. Como era, eles decidiram que não entendia e ignorou o óbvio : a mulher precisava de ajuda.

Irma López Aurelio esperou mais de duas horas. Tentou obter o apoio de enfermeiros e pessoal administrativo , mas ninguém a internou, ou se quer deu-lhe atenção.

Assim, nas primeiras horas da quarta-feira passada , quando o sol tinha acabado de sair , foi para o jardim do centro de saúde , e lá, sem assistência , deu à luz a uma criança de 2 quilos 400 gramas, só então a socorreram .

A polêmica
Um cidadão que estava no local tirou uma foto do que aconteceu, logo após o parto . Ele a vê de cócoras mulher e criança na grama, ainda ligado pelo cordão umbilical.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Sobrenome "SILVA"!

Eu passo a ideia de rapaz pobre, de vida sofrida, que passou fome, que teve de lutar contra todas as intempéries da vida, inclusive a eterna saúde fragilizada. Junte ainda o discurso politicamente correto de defesa da Natureza. Se eu jogar esse perfil, aliado a uma carinha sofrida, de sorriso pequeno, sem graça, na mídia e se tiver por trás um publicitário escroto, tô eleito!! Foi assim com o Lula duas vezes, foi assim com a Dilma que subiu por conta do prestígio do Lula, e poderá ser assim com a Marina. Na eleição passada ela "tirou fino". O que me impressiona é que Dona Silva que tanto critica o revanchismo e o chavismo que, segundo ela, instalaram-se no Brasil via PT, não tenha pensado duas vezes antes de colocar seus seguidores da tal Rede, embrulhado-os nela própria e jogado no lixo! Deve ter pensado que seria duro ter de esperar mais quatro anos para sentir a provável volúpia que o Poder proporciona. Nem pensou que deveria ter um  mínimo de decência, ética e respeito pelos seus companheiros agora órfãos. Considerando mais um fracasso rumo ao Planalto, o que fará? Desfiliar-se-á do partido do Eduardo Campos? Fundará a "Esteira", (kkkkkk) já que a Rede não funcionou? Parece que a decadência o o retorno ao seu lugar de origem é questão de tempo. Com essa ganância de Poder custe o que custar, está cada vez mais distante e igual ao Lula. Nas eleições passadas eu orgulhosamente votei nela!! Acho que vou parar de me sentir "orgulhoso" ao votar: com a primeira eleição do Lula foi assim. Também me senti orgulhoso. Deu no que deu. Votei "orgulhosamete" na Marina e agora vejo o erro que cometi. É..., vou deixar o orgulho de lado e votar noutros sobrenomes. De "Silvas" eu já estou cheio!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pará: A injustiça da Justiça!!

Lembram do caso daquela menor que ficou presa com 20 homens na mesma cela no Pará? Pois é: a Juíza que mandou prendê-la por pouco não assume a Vara da Infância e da Juventude!!! Pode? Durante 26 dias a menor era estuprada de 5 a 6 vezes por dia. Dá prá imaginar?

03/10/2013
às 18:56 \ Direto ao Ponto

A juíza que assinou o decreto de prisão da menina estuprada na cadeia por 20 machos esteve a um passo de assumir a principal Vara de Crimes contra Crianças do Pará

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Durou menos de 24 horas a ideia de instalar a juíza Clarice Maria de Andrade na Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes de Belém. No decreto publicado nesta quarta-feira, a desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento atribuiu a promoção ao “critério do merecimento”. Baseado no critério da sensatez, o Tribunal de Justiça do Pará acaba de revogar a premiação injustificável.
Foi Clarice quem assinou, em 23 de outubro de 2007, o auto de prisão em flagrante da menor L.A.B., encarcerada durante 26 dias numa cela da cadeia de Abaetetuba ocupada por 20 homens. Tinha 15 anos, menos de 40 quilos e um metro e meio de altura. Foi estuprada incontáveis vezes, teve cigarros apagados em seu corpo e as plantas dos pés queimadas enquanto procurava dormir. Acusação: tentar furtar um telefone celular.
Conheça em detalhes a anotação mais vistosa no currículo da magistrada que pune furtos de telefones celulares com temporadas no inferno.






03/10/2013
às 18:45 \ O País quer Saber

Os algozes da menina estuprada na cadeia do Pará estão livres. Ela desapareceu

Publicado em 30 de julho de 2013
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BRANCA NUNES
Em 21 de outubro de 2007, a menor L.A.B. foi presa em Abaetetuba, no Pará, sob a acusação de tentar furtar um telefone celular. Tinha 15 anos, menos de 40 quilos e um metro e meio de altura. Levada para a delegacia da cidade de 130 mil habitantes, a quase 100 quilômetros de Belém, passou os 26 dias seguintes numa cela ocupada por mais de 20 homens. Durante todo o tempo, o bando de machos serviu-se à vontade da única fêmea disponível. Estuprada incontáveis vezes, teve cigarros apagados em seu corpo e as plantas dos pés queimadas enquanto procurava dormir. Alguns detentos, aflitos com as cenas repulsivas, apelaram aos carcereiros para que interrompessem o calvário. Os policiais preferiram cortar o cabelo da adolescente com uma faca para camuflar a aparência feminina. A rotina de cinco ou seis relações sexuais diárias foi suspensa apenas nos três domingos reservados a visitas conjugais. O tormento só acabou com a intervenção do conselho tutelar, alertado por uma denúncia anônima.