sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O gabola.

O lado bom dessas viagens que faço a trabalho é que encontro figuras as mais diversas, nos hotéis e pousadinhas por onde me acomodo. Quando me vêem hospedado nessas acomodações simples imaginam logo o meu poder aquisitivo, meu salário, etc. Mas eu sou EU!! Funcionário público com um enorme salário mínio no contracheque!! Estou liberado de possíveis críticas, até porque me recolho ao tamanho do meu holerite.  Mas tem gente que não se emenda mesmo: estou numa cidade perto de Guanambi, pousada simples e aconchegante, diária mais que acessível e, após o famoso banho da tarde, sentamo-nos eu e outros hóspedes na calçada para papear. Como a grande maioria é "viajante" (representante comercial) o papo gira em torno de produtos tais e vendas. Nisso chega um outro hóspede dizendo ser de Salvador e entra no papo. Quando começaram a falar de carro - ferramenta de trabalho da grande maioria -, nosso retardatário estufa o peito pra dizer que tem um carro novo na garagem e que já está pensando em trocar. Afirmou ter o carro apenas 10.000 km rodados (realmente novo) mas que está querendo trocar porque já acha velho!! Imaginei se ele tivesse então uma  moto NX 350 Sahara, 1998 e com 90.000km rodados, o que ele não diria?! O que me irrita em determinadas pessoas é o fato de considerarem um carro com 2 anos de comprado e míseros 10.000 km rodados como sendo velho e se hospedam numa pousada com café da manhã dos mais ordinários que já vi (hoje tomei café da manhã na padaria vizinha), para arrotarem grandeza!! Tem alguma coisa errada nessa história: ou o cara é um tremendo gabola ou um mesquinho que "aperta o bucho e viva o luxo!!" Que saco!! E o papo tava muito bom até esse "emergente" chegar! Deixei-o com seu carro novo e fui dormir mais cedo do que de costume. Fazer o quê?

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