terça-feira, 9 de outubro de 2012

Meu pai, meu orgulho!!

Temos no Nordeste uma prática muito comum: relacionar os nomes das pessoas aos dos seus pais. É interessante como vemos isso corriqueiramente. Nas campanhas eleitorais isso fica bem evidente. Em Mairi alguns candidatos, por terem seus nomes diretamente referenciados aos dos seus pais, assim se registraram. Tivemos, o exemplo, "Bebe de IRINEU", "Djalma de DEDÉ", etc. O saudoso Dilton Oliveira Santos foi eleito várias vezes com o registro do nome político "Dilton de DEDÉ". É muito comum  também o sujeito ter um apelido que o vincula ao pai e ao avô ou avó: "Zeca de JOÃO de NÊGA", "Chico de TONHO de DÉ", e por aí vai. Algumas dessas vinculações são usadas para facilitar a identificação da pessoa. Certamente que Bebe, Djalma e Dilton se sentem honrados com tal referência. Estive conversando com César e ele me falava do orgulho que era ser referenciado pelo nome do seu pai. E certamente que a honra é grande. Olha só como esse vínculo é forte: até agora você não sabe de qual César eu estou falando. Certo? Pois é, se eu tivesse falado desde o início em "César de CABOCLO" você imediatamente sabia qual o César. Ele disse que fica de peito estufado quando lhe chamam pelo nome de referência: "César de CABOCLO!!" E isso deixa a gente com muito orgulho. Até porque "Sêo CABOCLO" era homem direito demais da conta. Eu lhe falei de outra pessoa que tem o mesmo orgulho: Zé de MAROTINHO!! Durante nossa conversa eu lhe falei que nosso radialista e violeiro me confessou ter o maior orgulho de ter o nome  de Sêo MAROTINHO referenciando o seu. E o que dizer então de "Orlando de Belanísio!!!" Como dizem os evangélicos referindo-se a Jesus, "esse nome tem poder!" Quando associam meu nome ao do "velho" Belanísio não tem como não me sentir orgulhoso e honrado. Até porque "Sêo Irineu", "Dedé do Angico", "Sêo Marotinho", "Sêo Caboclo" e "Sêo Belanísio", como tantos outros homens de Mairi, foram forjados com o melhor aço do comportamento humano. E isso dá ao Bebe, ao Djalma, ao César, ao Zè de Marotinho e a mim, um orgulho tão grande que só  quem é filho desses "cabras machos" sabe.

2 comentários:

  1. Meu caro amigo Orlando;
    Certa vez paguei um mico quando chamei um colega de "Jorge de Jesus" ele também por ser Professor Universitário retrucou "Dedé não sou de ninguém sou Jorge Jesus e não de, por que uma coisa é ser alguém e a outra coisa é ser de alguém "
    Eu com toda calma do mundo entendi o ponto de vista dele, mas disse-lhe Jorge eu em também não sou de ninguém sou "Dedé Fiscal" mas fico feliz quando me chamam de "Dedé de Antonio do Parque" ou de "Dedé de Jacilva" pessoas de quem me orgulho muito

    ResponderExcluir
  2. Meu caro amigo Orlando;
    Certa vez paguei um mico quando chamei um colega de "Jorge de Jesus" ele também por ser Professor Universitário retrucou "Dedé não sou de ninguém sou Jorge Jesus e não de, por que uma coisa é ser alguém e a outra coisa é ser de alguém "
    Eu com toda calma do mundo entendi o ponto de vista dele mas disse-lhe Jorge eu em tambem não sou de alguém sou "Dedé Fiscal" mas ficou feliz quando me chamam de "Dedé de Antonio do Parque" ou de "Dedé de Jacilva"

    ResponderExcluir