quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Diálogo entre as Teles.

Após a lambança promovida pelas companhias operadoras de telefonia celular, vejam o que o jornalista do Estadão descobriu. O diálogo abaixo entre as teles é nosso:
"A Anatel fala: "Oi, o acordo está Vivo depois dos acertos!!" Resposta: "Claro!! Que tal um Tim-Tim?"


08/08/2012
 às 10:00 \
 Feira Livre

‘Pano rápido’, por Carlos Alberto Sardenberg

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA
CARLOS ALBERTO SARDENBERG
Quer dizer que em menos de uma semana, Oi, Claro e TIM prepararam planos de investimentos de R$ 20 bilhões, para imediata execução? E que, em dois ou três dias, os técnicos da Anatel aprovaram tudo depois de uma análise detalhada e criteriosa?
Um espetáculo de eficiência, não é mesmo? Reparem: não são planos simples. Envolvem desde a instalação de centenas de antenas até a colocação de um cabo submarino Rio-Miami (projeto da Claro). E, claro, melhorias no call center.
Tudo resolvido, a Anatel liberou a venda de novas linhas de celulares, que havia proibido para punir as empresas por falhas no atendimento. Em tempo para que as companhias fizessem suas promoções de Dia dos Pais.
A Anatel canta vitória. Deu uma lição nas teles e garantiu, daqui em diante, bom atendimento ao consumidor. As companhias também cantam vitória. Afinal, foram capazes de entregar os planos em poucos dias.
O governo da presidente Dilma também celebra. Dar um pau nas teles rende talvez mais ibope do que atacar os bancos.
Pano rápido. Fecham-se as cortinas e termina o teatro.
Alguém poderia perguntar: bom, se era assim, por que não fizeram antes? Por que a Anatel deixou a situação piorar para só depois cobrar os investimentos?
E os atores responderiam: quanta má vontade!
Mas se os espectadores querem uma dica do que se passa de verdade nos bastidores, aí vai: o grande problema para a ampliação do número de antenas ─ as legislações absurdas e contraditórias que regulam a construção de torres ─ continua sem solução. Parece que o governo está estudando meios de simplificar a coisa, talvez com um projeto de lei ou uma medida provisória.
Demora um pouco mais porque, como qualquer um sabe, isso é muito mais difícil do que preparar, analisar, aprovar e executar planos de R$ 20 bilhões.

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