quarta-feira, 11 de julho de 2012

O descaso com a vida

Quando uma empresa se sente ameaçada no seu bolso é praxe promoverem uma verdadeira caça às bruxas. Estou falando do acidente aéreo no voo da Air France que saiu do Rio de Janeiro em março de 2009 para Paris e caiu no Oceano Atlântico, matando 228 pessoas. Segundo o relatório final apresentado nessa quinta-feira, 05/07, a Air France e a Air Bus, fabricante do avião, voltaram a culpar os pilotos. Durante o dia da apresentação do tal relatório pude ouvir vários jornalistas em rádio e televisão, dando conta que as duas empresas fariam de tudo para manterem a primeira versão de que o acidente com o voo 447 foi falha dos pilotos. O colunista da Band News em Paris, Milton Blein, dava conta de que a Air Bus havia afirmado  tempos atrás, quando do lançamento do avião, que após decolar e estabilizar a aeronave a tripulação não poderia interferir em quase nada. Tudo seria feito pelos "infalíveis" computadores. Os laudos técnicos mostraram que houve o congelamento do aparelho que passa as informações importantes como velocidade e altitude para a tripulação. É como aconteceu no acidente com o Titanic onde seu capitão, ao batizar o navio disse que aquele transatlântico "nem Deus afundaria...!!!" O resto da história nós conhecemos. Vejam abaixo trecho extraído  do Jornal Correio do Estado, com a Agência Brasil, onde uma mãe que perdeu sua única filha mostra a real condição dos parentes das outras pessoas daquele desastre:


"Cada vez que o assunto ganha grande destaque na mídia devido a revelações oficiais sobre o caso, tenho a impressão de voltar ao primeiro dia do acidente", diz a francesa Corinne Soulas, que perdeu sua filha única, Caroline, de 24 anos, na tragédia. "É muito difícil viver isso, mesmo três anos depois", diz ela, que afirma ter conseguido "tomar forças e aprender a viver" desde então. Mesmo assim, Corinne diz ter se tornado uma pessoa "frágil", que não faz mais esforços físicos, perdeu peso e passou a ter problemas de saúde e crises de angústia. Ela diz que é difícil ver crianças na rua ou ouvir amigos falando sobre seus netos. "Eu me projeto na situação e penso que nunca serei avó".

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