terça-feira, 10 de julho de 2012

O Adeus a D. Eugênio



Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales



Independente das nossas crenças ou simpatias religiosas, sempre que uma grande pessoa nos deixa fica a inevitável sensação de perda. Comigo foi assim quando da ida do João Paulo II para o Andar de Cima e agora com a partida do Cardeal D. Eugênio de Araújo Sales. Por toda história que ele escreveu como religioso e homem que defendia os direitos dos fracos e oprimidos, toda homenagem a ele dispensada ainda será pouco, a meu ver. Numa história de coragem e determinação recebeu vários refugiados políticos que eram caçados nos países vizinhos ao Brasil, naquela época em que a América do Sul estava sob regime autoritário. Uma matéria mostrada no Jornal Nacional de hoje,  dava conta que com o aval da Igreja Católica foram alugados vários imóveis para abrigarem essas pessoas. Foi sua a ideia da criação da Campanha da Fraternidade que a cada ano vinha com novo tema, fazendo-nos refletir um pouco mais sobre os caminhos a serem seguidos por todos nós. Vieram também as Pastorais onde D. Eugênio encontrou em Zilda Arns uma colaboradora e tanto. Muita coisa esses dois fizeram para inserir jovens e adultos na sociedade produtiva, ressocializar ex detentos, etc, assumindo o papel que deveria ser do Estado nas causas sociais mais urgentes. Por essas e outras é que pessoas dessa estirpe, quando se vão, inegavelmente uma lacuna enorme se abre. Fica a esperança de que outros D. Eugênios, com a fé inabalável do primeiro, surjam para nos dar um alento. Outra curiosidade foi a soltura de uma pomba branca por um religioso e a mesma voou direto para o caixão,  pousando e de lá não saiu nem quando o ataúde foi levantado pelas pessoas que o conduziriam até o altar. Foi uma cena sublime.

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