sábado, 17 de março de 2012

Festival de Música

Bom! Muito bom o 1º Festival de Música de Mairi. Como em todo festival que se preza alguns imprevistos aconteceram e, por ter sido o 1º, certamente que daqui para a frente os próximos serão mais organizados, se é que se pode "organizar" um festival. Vou dividir essa postagem em dois temas: CRÍTICA, na esperança que os organizadores entendam como sugestões de acertos e ELOGIOS, para que se mantenha o que está bom. Portanto, vamos lá:
CRÍTICAS: 1) Se o Festival foi "aberto" não tem porquê a apresentadora enfatizar que o evento foi voltado para as cidades que compõem a Bacia do Jacuípe! Tivemos participantes de Itaberaba, que não faz parte do grupo de municípios dessa Bacia, por exemplo;
2) Ficou feio o fato da Mairi FM, que está acostumada a transmitir eventos, disponibilizar apenas um microfone para os dois apresentadores do Festival, que, diga-se de passagem, mandaram bem, apesar do improviso. Imperdoável e amadoresca a atitude da rádio em não disponibilizar os equipamentos necessários para a locução. E olhe que a apresentadora salientava a todo instante que o evento estava sendo gravado em vídeo e transmitido em áudio em tempo real;
3) A principal crítica vai para a operação do som! O Festival, por ter sido o primeiro, tem que ter suas falhas perdoadas, principalmente aquelas que ocorreram durante o desenrolar do mesmo. Aliás, foram insignificantes, eu diria. O pior mesmo foi o som! Por pertencer a um grupo acostumado a fazer sonorização para eventos não se pode aceitar a péssima qualidade que se viu. Vou dar alguns exemplos:
a - Quando alguém era acompanhado pela bateria, por exemplo, apenas o "bumbo" era ouvido e o grave batia bem. O 3º participante, se não me falha a memória, teve sua participação altamente prejudicada pela falta da presença da guitarra. Não se admite um Rock sem a boa e velha guitarra. Não estou falando de barulho, mas sim de "presença". O contra-baixo foi ouvido depois da metade da música! No geral, quem tocou em grupo se deu mal, a exemplo do pessoal de Itaberaba que fez um forrozinho gostoso mas ninguém conseguia entender o que o vocalista dizia. Foi assim com Jande, que como outros teve sua apresentação comprometida pela péssima qualidade do som. Quem tocou sozinho, no estilo voz e violão, se deu melhor, a exemplo do garoto filho do músico Cleber;
b - Ou o operador de som é surdo ou muito ruim. O 7 de Setembro tem uma acústica espetacular! Talvez o problema para o som de voz meio escuro, tenha sido o uso excessivo do reverber o que certamente troxe um choque sonoro, como aconteceu. Da metade da apresentação em diante o grave "caiu", ficando presente apenas no insistente pedal da bateria. Para hoje deveriam olhar o som com mais carinho. Afinal, é a grande finalíssima;
4) A organização cometeu, a meu ver, seu maior pecado: se temos cinco prêmios, por que deixar apenas cinco classificados para a finalíssima? Ora, se um dos cinco chegar hoje e "falar" sua música apenas, já tem um prêmio! Tirou-nos o prazer da expectativa! Se temos dezesseis participantes o interessante era que se mandasse para a próxima fase, pelo menos a metade. Aí sim, teríamos motivos para torcer e mais ansiedade prá "adrenalizar" o sangue. Fica, pois, o conselho para os próximos;
5) Por onde andam as cadeiras do 7 de Setembro? Quando o evento é pago, um absurdo, aliás, fica impossível se transitar entre os sanitários, o bar e o salão de tantas mesas e cadeiras. Por que foram disponibilizadas tão poucas cadeiras? As outras "estão emprestadas", como ouvimos comentários ontem? E se estão emprestadas, com a autorização de quem? O Espaço Cultural 7 de Setembro pertence a quem? Estão achando que a coisa pública é propriedade privada. Bem feito!! Merecemos!
ELOGIOS - A iniciativa do Departamento de Cultura tem que ser reconhecida. Pena que a administração do município não estava presente para entender que nem só de fazenda e pão vive o homem. Um evento dessa magnitude é para ser divulgado em todas as mídias disponíveis. Encontrei ontem um amigo que, apesar de estar ouvindo a Mairi FM disse desconhecer a realização do festival!!
A premiação foi outro ponto fraquíssimo. E o elogio é para a própria organização do festival e os participantes que mostraram que o importante é "matar um leão por dia", muito embora se corra o risco de um dia virar a vítima. Quando os administradores dessa cidade vão acordar? E não estou falando da atualidade: sempre foi assim! A pergunta correta seria "até quando aguentaremos?" Que venha, então, o 2º Festival de Música de Mairi, escancarado a quem quiser participar, sem aquela coisa de "Bacia do Jacuípe!" Já está meio pegajoso e bairrista.

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