sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Gato por lebre

O trabalho é salutar, sabemos disso. Principalmente o chamado "trabalho honesto"! Esse tem de ser estimulado desde cedo. Se não podemos colocar nossos filhos para aprenderem a trabalhar, que então os ensinemos pelo exemplo. Mas hoje vi um exemplo de trabalho honesto duvidoso: Fui ao Mercado Municipal pela manhã e me deparei com um sujeito cabeludo, barba por fazer há alguns meses, roupa absolutamente suja, com um microfone a la Silvio Santos, anunciado num som de qualidade duvidosa, as maravilhas medicamentosas de algumas pomadas, óleos e outras coisas mais. Na sua "tenda" improvisada ao lado de um Chevrolet Caravan ano... só Deus sabe, tão feioso quanto o dono, várias cabeças de peixes enormes e pintadas de preto, dando maior dimensão ao ar lúgubre daquele ambiente. É lamentável que um cidadão tenha que apelar para esse tipo de atividade comercia (curandeirismo) para ganhar o pão de cada dia. O pior é que o nordestino prefere comprar um unguento desses vendidos por esses "mascates" do que comprar um medicamento nas farmácias. Primeiro testam essas "beberagens". Se não der certo, aí sim, buscam Dr. Tadeu ou Dr. João Neto. O que não sabem é do risco que correm comprando essas "fórmulas milagrosas". Imaginem que ouvi o cidadão fazendo o chamado, com voz caprichada: "Venham todos os "titio", todas as "titia", os "papai", as "mamãe", os "vovô", as "vovó", os "cidadão" e as "cidadoa!" Aí, eu que estava caminhando, parei de sopetão, feito burro empacador: Escutei novamente o chamado e novamente a repetição: ..."os cidadão" e as "CIDADOA"... Deus do céu, não se esperava que o moço falasse corretamente a sua língua! Aliás, quantos de nós a falamos? Ainda mais depois desse maldito acordo ortográfico "feito nas coxas" que tivemos recentemente. Não! Esse não é o problema: todos entendemos perfeitamente que o Raizeiro quis dizer "cidadã"! O grande risco é não sabermos QUEM, COMO, ONDE E QUANDO tais remédios foram fabricados! Se o "farmacêutico" que os vendia mais parecia um mendigo...!! E o ambiente no qual foram produzidos, era adequado? Quem me garante que o "laboratório" do eremita não é sua própria Caravan antiga? Gente, estamos lidando com coisa séria! Nossa saúde tem de ser mais bem cuidada! Não devemos comprar nada que tenha procedência duvidosa, sob o risco de nos envenenarmos e aí sim, darmos muito trabalho ao HDLEM, ao Dr. Tadeu e ao Dr. João Neto. Já não basta a nossa carne?Convenhamos: o hospital e esses dois médicos já têm trabalho demais, não acham? Lembram dos saneantes (desinfetantes, amaciantes, q-bôa, etc) de fabricação caseira e multicoloridos vendidos na nossa cidade de porta em porta? Pois é: são a mesma coisa. Ou seja, tão perigosos quanto as garrafadas e pomadas dos Drs. Raiz de plantão. Vamos ficar ligados!!

Um comentário:

  1. Orlando (assim ouço falar que este é teu nome), no lugar de criticar as pessoas que buscam trabalhar de uma forma (mesmo não sendo correto, mas honesta) porque VOCÊ não procura o que fazer, além de ser um mero funcionariozinho público? Fala sério, está ganhando para defender os doutores acima citados, o Hospital ou é pra ganhar ibope no blog? Ademas, as pessoas não são obrigada, em momento algum, à adquirir estes produtos citados por você.
    Alias, sei que você toca e canta muito bem, está ai uma atividades mega interessante para fazer. Divulgue o seu trabalho, assim ganharás muito mais?

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