sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Onze de Setembro Brasileiro

Não dá para não voltar àquela fatídica data!! Até as imagens pareceram conspirar para que ficasse tudo igual, guardadas as devidas proporções: centro da cidade e cartão postal, aliás, o Rio de Janeiro é sem dúvida um enorme cartão postal a céu aberto. As favelas no entorno da cidade maravilhosa servem para valorizar ainda mais o visual da sua parte bonita. O destino só errou no fuso horário: nos EEUU a tragédia foi às 8 da manhã, no Rio, às 8 da noite. Mas tudo bem. Tivemos também nosso "onze de setembro". Além da diferença no fuso horário, temos a maior e pior diferença entre os dois acontecimentos: o Onze de Setembro original foi um ato terrorista sem a intervenção ou conivência do Estado. O nosso "Onze de Setembro" também teve se lado terrorista e atentatório. Não é de hoje que tampas de bueiros são laçadas a centenas de metros de distância por causa de rotineiras explosões vindas das galerias. Não é de hoje também que a população do Rio cobra providências por parte dos administradores públicos. As tais explosões aconteciam devido a vazamento de gás de cozinha que, na maioria da cidade, é canalizada e passa pelas galerias pluviais. Numa mais recente, um restaurante se desintegrou por conta de armazenamento de botijões industriais na cozinha do mesmo, SEM a autorização da prefeitura do pavão Eduardo Paes e sem laudo do Corpo de Bombeiro atestando a segurança da cozinha do estabelecimento. É ou não um atentado terrorista perpetrado pelos órgãos públicos? Negligência também é crime!! Outro dia foi a vez da companhia de energia elétrica "fazer sua parte", com a explosão de um transformador de altíssima voltagem, também instalado no subsolo da cidade. Muitos falaram em multas, que o transformador havia passado por revisão, etc., mas, como sabemos, a água é um excelente condutor de eletricidade. As águas das galerias subiram, atingiram o transformador causando curto circuito. Vemos tudo isso acontecer e não nos precavemos. A minha querida Mairi também terá o seu "onze de setembro"! Não pensem que estou desejando tal coisa, mas sim constatando o que será óbvio se providências não forem tomadas. Estou falando do nosso "Grand Cannyon" e atração turística da sede, localizado no início da av. ACM, em frente ao Estádio Municipal. As chuvas ainda não chegaram e aquele lugar é passagem obrigatória de enxurrada. Ninguém consegue dominar a fúria das águas, ainda mais quando lhes cortam o seu curso natural sem alternativas. A água não perdoa! Pelo visto vamos ver uma carreta Bi-trem ou um ônibus escolar ou da Águia Branca ser tragado pela cratera para alguma coisa ser feita. Peço encarecidamente ao nosso Prefeito Antonio Cedraz uma definição para aquele problema. Com as chuvas e o piso encharcado a erosão vai aumentar e fatalmente chegará à pista. O problema é que só vemos as infiltrações quando não há mais remédio... Por que esperar um "Onze de Setembro?" Será que já não bastam os que tivemos?

Um comentário:

  1. Infelizmente gasta-se tanto dinheiro nesse Brasil em obras desnecessárias e o que é mais urgente sempre vai ficando para trás. Quando a tragédia chega, aí começam-se a buscar culpados. Que Mairi possa se antecipar para que vidas não sejam ceifadas injustamente.

    Zaca

    ResponderExcluir