terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"A Ganância dos Padeiros Mairienses"!

É lamentável que o panificadores de Mairi entrem na ciranda da ganância, contra todas expectativas inclusive da Associação Brasileira da Indústria de Panificação - Abip, de que os moinhos não deveriam ou não teriam justificativa para o aumento da farinha de trigo. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os Estados Unidos e outros grandes produtores da Europa não vão aumentar o preço do trigo por estarem vivendo uma crise econômica, o que seria um paradoxo. Mas em "Mairi City" tudo é diferente: anunciou o aumento do salário mínimo e tudo começa a desembestar, em relação às remarcações. Os comerciantes nem esperam a reação do mercado interno ou externo para tomar uma decisão. A lógica deles é simplesmente aumentar os preços. Todos nós consumimos o "pãozinho de sal" de cada dia que, até 31/12 custava R$-0,20 (vinte centavos de real). A partir do dia 02/01/2012 nosso mais popular alimento passou a custar R$-0,25 (vinte e cinco centavos de real). Não precisa ser economista para ver o absurdo do aumento: exatamente 25% (Vinte e cinco por cento!!). Se tivemos um aumento do salário mínimo em torno dos 14%  (Quatorze por cento) e a farinha de trigo ao sofreu reajuste no preço, por que um aumento de 25% no pão francês? E o pior vem agora: aquele pão de sal maior, conhecido como "vara" ou "bengala" sofreu o extorsivo aumento de 50% (Cinquenta por cento!!). Passou dos R$0,50 (cinquenta centavos de real) para R$-0,75 (setenta e cinco centavos de real!! O nosso mal é que achamos que "vinte e cinco centavos" não são muita coisa. Ledo engano: se seu salário ou seu dia de pedreiro não subiu no mesmo patamar você está sendo extorquido. Todos querem combater a inflação ou, pelo menos, reclamam quando ela começa a dar o ar da graça. Pelo visto os mairienses que sofrem com a falta de tanta coisa, ainda têm de  combater também a ganância dos nossos panificadores!! Sugestão: 01 dia sem comprar pão! E no dia seguinte não comprar as famosas "torradas", produto que sabemos ser o resultado do chamado "pão dormido". Pronto. Queria ver o resultado.
 Vejam abaixo a matéria do Estadão.





Abip rebate especulação sobre trigo.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip), empresário Alexandre Pereira, o preço do trigo está estável pelo menos até agora. Segundo ele a pressão dos moinhos para que haja aumento na farinha é desnecessário. Para o empresário, o preço atual do dólar, cerca de R$ 1,80, não justifica o aumento, porque já esteve assim antes.
Ele observou que, com a queda do dólar - que chegou a faixa de R$ 1,50 -, os moinhos não baixaram o preço da farinha de trigo e, agora que está mais alto cerca de 20%, não tem justificativa um novo reajuste, porque é o mesmo patamar de meses atrás. “Eu não concordo com aumento especulativo da farinha de trigo, porque será uma maneira de prejudicar os consumidores numa época de dificuldades”, destaca.
O empresário garante que neste mês não há perigo de aumento nos derivados do trigo, principalmente o pão, porque a questão do novo preço do dólar não justifica. Pereira informou que Abip vai fazer uma reunião especial ainda neste mês para se colocar contra a um possível aumento do preço da farinha de trigo com base na atual situação do dólar.
 

ABASTECIMENTO NORMAL
O representante da indústria de panificação disse ainda que o abastecimento de trigo está normal, sem qualquer aumento de preço por causa da crise econômica que está forte na Europa e Estados Unidos. Esses países, segundo ele, precisam exportar e, por isso, não vão aumentar preço do trigo e muito menos de outros produtos.
Alexandre Pereira viajou ao Rio de Janeiro para participar de evento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro dos preparativos para comemoração do Dia Mundial do Pão, que vai acontecer no próximo dia 16. Ele observou que o consumo de pão no Brasil ainda está muito baixo, 33 quilos por ano, sendo que o ideal seria o dobro

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