sábado, 17 de dezembro de 2011

A Omissão da Prefeitura

Já vem de muito tempo a bagunça na nossa feira livre. Como também vem de muito tempo o maior crime ambiental da nossa história: o Lixão do Genipapo. Alguém pode dizer: "Não é culpa do prefeito Antonio Capeta porque não foi ele quem iniciou o depósito de lixo naquele local!" Está certo. O problema é que quem recebe o "bônus" assume o "ônus"! Nosso prefeito não começou o lixão mas fechou os olhos até hoje. E olhe que todos os dias ele passa naquela estrada! Há o comentário de que foi aprovado em audiência pública um projeto de tratamento adequado para nosso lixo. Antes tarde do que nunca. O problema é que todos os riachos, rios e solo até a foz do Rio Jacuípe, em Feira de Santana, estão irremediavelmente contaminados! Justo o Genipapo onde havia a famosa Lagôa de Arnor com suas tilápias enormes quando em época de cheia, o "caldeirão" entre a lagôa e o poço do Genipapo onde, com sua água sempre fria e sua sombra maravilhosa servia de descanso para viajantes ou para a molecada que saia para pescar ou caçar de "badogue" se deleitarem, também, com um refrescante banho no poço. Lamentável que ignorem tudo isso. 
Mas, o assunto principal de hoje é a horrível feira livre de Mairi. Com a aproximação dos festejos de fim de ano vem camelô de toda parte oferecer suas "maravilhas" à população. Ontem, sexta-feira, as ruas do entorno do Mercado Municipal estavam parecendo um Mercado Persa: verdadeiro amontoado de barracas atrapalhando principalmente o tráfego de veículos na área. Vi um cidadão com um colete com a inscrição FISCAL!? Não vi serventia alguma. Parei para observar a atividade do preposto da prefeitura e não entendi absolutamente nada: o que estava bagunçado continuou. Mas, o grande problema é que a atividade de FISCAL poderia ser exercida por pessoas mais preparadas, onde tivessem alguma noção de "avaliação estrutural", por exemplo. A Prefeitura deve ter no seu quadro funcional algum Engenheiro ou mesmo Mestre de Obra. Essas pessoas poderiam, periodicamente, inspecionar dentre outras coisas, as barracas de frutas e verduras, reavaliando inclusive o espaçamento entre elas. É um inferno fazer feira com os carrinhos de mão raspando nas pernas das pessoas e provocando engarrafamentos entre as barracas. Hoje por volta das 8 e 30 da manhã por pouco não acontece uma tragédia: por muito pouco mesmo a esposa do nosso querido radialista Zé de Marotinho não foi esmagada por uma banca de laranja que repentinamente desabou jogando-a de encontro à carroceria de um caminhão e depois ao chão, lesando seus joelhos. A crítica é por conta da omissão em inspecionar tais barracas de vez em quando.  Estrutura mal feitas, com madeira de péssima qualidade e colocam toneladas de laranja, manga, melacia, etc.,  em cima dessas estruturas. o risco de acidente grave é, sem dúvida, iminente. Fica  o alerta portanto: "Antes que o mal cresça corte a cabeça". Ou vamos esperar que as cabeças e pernas das pessoas sejam cortadas antes? 

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