sábado, 15 de outubro de 2011

Fatalidade ou Omissão?

Estava na cidade de Jacobina na quinta-feira, dia 13/10 e escutei no noticiário de uma emissora de rádio, relato do acidente envolvendo duas motos e três jovens no feriado do dia 12/10 em Manguinhas. A gente sempre se entristece com tais notícias. Estamos vendo a nossa juventude ir cada vez mais veloz em direção ao nada, ou melhor, ao fundo do poço! Infelizmente um jovem morreu e aí é que entra a principal questão: esse jovem estava predestinado a morrer mesmo? Houve socorro imediato e adequado? Tenho informações de que dois dos envolvidos no tal acidente foram levados por volta das 13:30hs para Várzea do Poço. Lógico: em casos de acidentes em estradas a recomendação mais prudente é transportar as vítimas para a cidade mais próxima! E assim foi feito. Aí vem a revolta dos familiares e de funcionários do hospital daquela cidade: o jovem que faleceu entrou naquela unidade de saúde ANDANDO!! Todos sabemos, principalmente os motoristas que fazem reciclagem periodicamente, que os socorristas enfatizam veementemente sobre a atenção redobrada que se deve dar àquela vítima que sai do veículo sinistrado andando e dizendo que está "tudo bem". Recomendam que essas pessoas devem aguardar de forma confortável, quando possível, o socorro, por serem as que requerem mais atenção. Quem está com uma fratura exposta, por exemplo, pode ser atendido depois. Eu mesmo achava que a fratura exposta teria prioridade. Após treinamento, concordo plenamente que a vítima que mais precisa de atenção é justamente aquela que está consciente, andando e falando. Problemas nos órgãos internos são mais difíceis de serem notados. Dai a prioridade. Com relação ao jovem que entrou andando no hospital de Várzea do Poço e veio a falecer por volta das 18:00hs, há quem afirme categoricamente que foi por omissão da Prefeitura de Mairi. Há inclusive a informação do registro de um Boletim de Ocorrência por parte da equipe médica daquele hospital. Procedimento correto: a ambulância foi solicitada à Prefeitura de Mairi e, mesmo o pessoal de Várzea do Poço tendo informado a quem de direito de que se tratava de um morador deste município, o veículo foi negado. O município vizinho conta com duas ambulâncias: uma em estado precário, que atende aos chamados da sede e outra nova que, justamente naquele período estava voltando de Salvador. E por volta das 18:00hs daquele feriado o jovem que entrara andando no hospital veio a falecer. Isso não é só um absurdo: é um crime! E como tal deve ser investigado. A família desse jovem certamente aguarda explicações convincentes. Não sei se é o caso do Ministério Público entrar na apuração dos fatos mas, o certo é que alguma providência tem de ser tomada, até mesmo para que fique tudo esclarecido. Onde estavam as ambulâncias de Mairi naquele período? No final da tarde enviaram a ambulância que serve ao Angico e que está em precárias condições de tráfego e o pessoal de Várzea do Poço não aceitou que o veículo enviado fizesse a transferência do outro jovem para Feira de Santana. Sequer um cilindro de oxigênio existia na velha ambulância do Angico. Agora, o mais engraçado é que quando acontece a Conferência Municipal de Saúde todos pedem mais ambulâncias!! Para quê? Se é para deixar a população desassistida as ambulâncias que temos, somadas  à falta de vontade e sensibilidade humanas dos nossos administradores já são o bastante.  "É osso!!!"

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