domingo, 21 de agosto de 2011

Denúncia à Ouvidoria/SESAB



Jacobina (BA), 07 de julho de 2011

À
Ouvidoria da SESAB
CAB.

Prezados senhores,

Eu, Orlando Dionísio de Araújo, matrícula 19-249.415-7, motorista, lotado na 16ª Dires, trago ao conhecimento e apreciação de V. Sª, algumas situações que estão acontecendo na administração da Drª Kátia Alves à frente da Regional:
1 – Desde sua nomeação, fizemos (eu e outros motoristas) inúmeras viagens a Salvador conduzindo-a  para fazer um curso (??) na Faculdade de Administração da UFBA, de quinta a sábado;
2 – Numa dessas viagens fui utilizado como “batedor” para sua filha, visto que a moça ia prestar concurso para o município de Camaçari, na localidade de Monte Gordo. Não adiantaram as minhas argumentações e, num domingo ensolarado, Estrada do Coco movimentadíssima, lá fomos para aquele Distrito de Camaçari com a viatura e combustível da Dires, seguidos pela moça em outro carro;
3 – Em visita a alguns municípios, não raro era solicitado a passar em Quixabeira (BA), sempre no fim da tarde onde ela aguardava sua filha cumprir a carga horária para levá-la para casa, num flagrante desvio de rota, já que o mesmo não seria alvo de visita oficial naqueles dias. Na maioria das vezes a Secretária de Saúde nem na cidade se encontrava;
4 -  Várias outras vezes éramos mandados a Salvador com a única finalidade de conduzir uma moça, sua amiga. Para justificar a viagem recebíamos a orientação da Coordenação Administrativa no sentido de passarmos no Alcen e apanhar “um material”. Às vezes os funcionários do Almoxarifado da Divep enviavam algumas caixas de seringa e só;
5 – Resolveu, essa senhora, de um dia para outro tomar atitudes retaliadoras a meu respeito: sem alegação ou justificativa alguma exigiu que o Coordenador de Transporte me deixasse fora da escala de viagens. Esse pleito absurdo não foi atendido, conforme poderá explicar oportunamente  a essa Ouvidoria o Sr. Paulo Henrique Rios Evangelista, Coordenador de Transporte àquela época e que também assina esta. O não cumprimento da ordem rendeu ao Paulo Henrique toda ira da Drª Kátia. O motorista Ademilton Brasileiro passou a ser seu “fiel escudeiro”  e grande beneficiário da “escala de viagem” que passou a ser feita por ela própria, em total desrespeito à Coordenação que ela própria, após reunião e votação unânime, nomeou via Circular Interna. Não preciso dizer que o transporte, que estava funcionando bem, degringolou de vez. Um extrato das diárias pagas de janeiro/2011 até a presente data lhes dará uma visão mais clara do direcionamento da maioria das viagens àquele colega;
6 – A 16ª Dires nunca em tempo algum foi tão humilhada como agora: ninguém no comércio de Jacobina fia um palito de fósforo. Estamos desde janeiro/2011 sem a regularidade do cafezinho, por exemplo. Chegamos à situação absurda de os funcionários, vez ou outra, levarem 250 gramas de café e 01 (hum) quilo de açúcar. A frota que  fora num  passado recente motivo de orgulho para os servidores e motoristas está num acelerado processo de sucateamento. Alguns veículos estão com os para-brisas totalmente danificados, sem nenhuma solução. E, como motorista, vejo um horizonte nebuloso no que diz respeito a esse item. Se um pneu furar e não tivermos dinheiro para pagar o conserto, ficamos na estrada. Somos obrigados a viajar sem nenhum centavo para possíveis despesas com os veículos(vide nota NÃO RESSARCIDA anexa). O argumento do Coordenador Administrativo é que “já gastamos todos os recursos” ou “não temos adiantamento para isso”. Olhamos em volta e não nos convencemos. E o pior é que apenas o Sr. Ademilton Brasileiro, motorista, recebe adiantamento para esse fim. Muito estranho;
7 – Sabemos que na unidade apenas o Diretor tem direito a carro, quando a serviço da Regional. Os outros casos são: quando em viagem ou participando de algum evento. O que acontece é uma farra: os colegas  apanham carro às 6:30hs da manhã, fazem todo serviço particular (levar filhos e netos na escola, fazem compras, etc). O ex Coordenador de Transporte (Paulo Henrique) tentou coibir tais abusos, em vão. Como disse antes, por querer trabalhar de forma correta o Sr. Paulo Henrique também está sofrendo perseguições gratuitas. O vai e vem sem controle acontece pela manhã, ao meio-dia e no fim do expediente com os carros sendo recolhidos por volta das 19:00hs e 19:30hs. O Sr. Luciano Lages finge não ver porque é o principal beneficiado com a irregularidade;
8 – A Coordenação Administrativa simplesmente não existe! Aliás, existe o cargo. O seu titular é uma piada se não fosse preocupante. Absolutamente incompetente, sem capacidade de discernimento para ponderar sobre quaisquer assuntos, permite e obedece às ordens do presidente da Copel; enfim, uma nulidade. Não consigo entender como o PT Baiano, que sabemos ser competente em termos de administração, nomeou uma Diretoria tão nula e tão rançosa!! O Coordenador Administrativo só não é nulo quando USURPA diárias (vide anexos) dos motoristas. É isso mesmo: faz inúmeras viagens como simples motorista apenas para receber as diárias sem se importar com os motorista da casa. Viajou de motorista com todas as outras Coordenações. Como Coordenador Administrativo viajou poucas vezes para Salvador e uma outra para Itaberaba, onde fora buscar um caminhão. Nessas poucas o veículo foi conduzido por motorista da casa. A dúvida é: quem respondia pela sua coordenação quando o mesmo estava de motorista pelos municípios?
9 – O Presidente da Copel, segundo rumores nos corredores e confirmado a mim pelo Sr. Coordenador Administrativo, entregou uma denúncia contra minha pessoa à Diretora. Já faz mais ou menos 4 (quatro) meses. Fiquei sabendo  e esperei  ser chamado para esclarecer ou, no mínimo, tomar conhecimento do teor da mesma e que a Comissão de Sindicância  fosse instalada para apurar o tal fato. Nada disso aconteceu. A agravante é que a hierarquia foi atropelada:  o Coordenador de Transporte sequer foi informado do fato. A partir daí minha situação piorou: fui julgado e condenado sem ao menos tomar conhecimento do teor da denúncia para me defender. Estou, ainda, há mais de um ano sem fazer uma viagem para Salvador, sem nenhuma explicação;
10 – Com o intuito de acabar com a farra dos pontos assinados sem presença do funcionário, de forma acertada o Governo do Estado está cobrando rigor com os Livros de Ponto. Justo!! Só que em Jacobina, quem pode “ir para Passárgada” não tem tido problema. Os  funcionários “da plebe” tem suas folhas riscadas e intimados a falar com a Direção. O mesmo não acontece com amigos da diretora que têm 240 horas e, quando vão à Dires, o fazem em um turno, chegando e saindo às vezes, em menos de 2 horas. É claro que a Drª Kátia sabe disso. Sinceramente acho que uma Auditoria completa na Regional seria bem interessante;
11 – Conforme V. Sª pode confirmar nos documentos anexos, nem uma reunião reiterada se consegue. O primeiro pedido foi parar na mesa da Diretora(??) Tal solicitação foi endereçada  ao Sr. Luciano lages, Bi Coordenador(Administrativo e Transporte!!) da Dires. A segunda solicitação de reunião sequer foi recebida pelo mesmo (vide anexos). Não consigo conceber uma Administração nesses moldes;
Para finalizar, com referência à denúncia feita pelo funcionário da Copel, peço encarecidamente a essa Ouvidoria que encontre a forma de designar a COPPAD para tratar do assunto. Não confio na lisura e na competência técnica de uma Comissão nomeada pela nossa Diretora. Acho que nada disso precisaria ser levado ao conhecimento dos senhores, bastando que estivéssemos sob uma Administração séria, competente, moderna e voltada para o cumprimento das tarefas para as quais foram criadas as Diretorias Regionais de Saúde.
Atenciosamente,
_______________________________________________ 
Orlando Dionísio de Araújo – Motorista
Cad. 19.249.415-7
E-mail: demairi@hotmail.com      Cel. 74 9983-0233




Um comentário:

  1. Se a Unidade de Saúde não respeita os profissionais que alí laboram, então muito bem colocada a denuncia em questão. Acertadissima a postura do servidor.

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