segunda-feira, 30 de maio de 2011

Futebol Arte!

Contam os mais velhos que nos idos de 1960, em Serrolândia, com o bi-campeonato da nossa seleção, todo mundo se arvorava de jogador. Com "Jão de Maria" não foi diferente: Beque Central era sua especialidade. Medindo quase 2 metros, nêgo troncudo igual a um armário, não havia quem chutasse a bola mais alto que ele. Nosso Oscar inventou o Jornada nas Estrelas certamente baseado nas informações recebidas do nosso velho craque. Se o Oscar aplicava o seu Jornada, "Jão de Maria" certamente enviava a bola para fora da órbita da Terra. Sempre que o time dele estava ganhando os colegas e o treinador clamavam: "Jão, chuta...Chuta pá riba, chuta pá riba, Jão!" E o vento das 4 da tarde ajudava. Nosso craque, quando algum companheiro atrasava-lhe a bola "pingando", tomava posição: "fastava prá trás, enchia os peito de vento, arregalava o narigão e... pagadá, pagadá, pagadá, tufffff!" Chutava com tanta violência que a bola sumia nas nuvens e o vento se encarregava de fazer o resto: a "couraça" desaparecia. Como naquela época era difícil achar uma equipe que tivesse duas bolas, o juiz não tinha outra alternativa senão dar a partida por encerrada. E a molecada tinha uma semana de ansiedade pela frente: quem achasse a bola era dono. Até hoje nunca ninguém achou, segundo Tunico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário